“SETEMBRO”, LIVRE, LEVE E SOLTO.
Por Celso Sabadin.
O afetivo e despretensioso roteiro de “Setembro” lembra um pouco o poema “Quadrilha”, de Carlos Drummond de Andrade, que começa dizendo “João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém”.
No filme, Francesca (Barbara Ronchi) confessa à amiga Debora (vivida pela atriz e compositora Federica Victoria Caiozzo, que se assina Thony) que não ama mais o marido. Debora, por sua vez, está consciente que é traída pelo seu esposo, o que a faz se aproximar de Francesca. Enquanto isso, a adolescente Maria (Margherita Rebeggiani), filha de Francesca, recebe aulas de sexo de um colega de escola, para se preparar para sua primeira transa. Outros personagens se incorporarão à trama.
Aos poucos, “Setembro” constrói um mosaico de amores e frustrações, de encontros e desencontros, tudo tendo a bela e romântica cidade de Roma como pano de fundo. Optando por uma narrativa leve e tangencial ao cômico, sem grandes preocupações em aprofundar os temas que aborda, “Setembro” se apoia na facilidade do romance ligeiro em sua busca por um público à procura de um entretenimento fugaz.
O longa marca a estreia na direção de Giulia Louise Steigerwalt, norte-americana radicada na Itália, que obteve boa repercussão da crítica italiana com esta sua primeira obra.
“Setembro” está na programação do Festival de Cinema Italiano no Brasil, que segue gratuito até 04 de dezembro, tanto online como também em sessões presenciais em 38 cidades brasileiras. Todas as informações estão em https://festivalcinemaitaliano.com/

