FECHANDO O ANO COM FILME FOFO: “VOLVERÉIS “.
Por Celso Sabadin.
Final de ano logo aí, mídia bombando com notícias sobre corrupção e desastres naturais, estressantes decisões por pênaltis em profusão, cabeças quentes… chega uma hora em que o que a gente mais quer é ver um filme fofo e romântico pra fugir da realidade.
Pois bem, seu pedido foi atendido com “Volveréis”, coprodução hispano francesa dirigida pelo espanhol Jonas Trueba, filho do premiado cineasta Fernando Trueba.
Tudo gira em torno de Ale (Itsaso Arana) e Alex (Vito Sanz), casal que logo na primeira cena do filme decide se separar. O espectador não saberá o motivo (ou motivos), mas não importa. A questão aqui é que ambos vão organizar uma grande festa para “comemorar” a separação. E é sobre este estranhamento que o roteiro (escrito pelo diretor em conjunto com os dois protagonistas) desenvolve suas narrativas cômico-românticas.
“Volveréis” tem jeitão de brincadeira familiar, principalmente porque os próprios créditos do filme informam que o roteiro é “baseado numa frase de Fernando Trueba”. Que por sinal também aparece no filme, fazendo o simbólico papel de pai de Ale.
Nada muito especial; tudo fofo. Inclusive a profissão dos personagens: ela, diretora de cinema; ele, ator. Nós, cinéfilos, adoramos!
O filme estreou nesta quinta, 18/12, em cinemas de São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Salvador.
Quem dirige
Nascido em Madrid em 1981, Jonás Trueba fez sua estreia com “Todas las Canciones Hablan de Mí”, que foi indicado a um Goya. Ele seguiu com “Los Ilusos” e “Los Exiliados Románticos”, que ganhou o Prêmio do Júri Especial em Málaga. “La Reconquista” ganhou o Prêmio Ojo Crítico. Seu filme “La Virgen de Agosto” foi indicado a um César em 2021 e foi um sucesso na França. “Quién lo Impide”, um vencedor de três prêmios em San Sebastián, ganhou o Goya de Melhor Documentário em 2022.

