PAULISTA “O PLANTADOR DE QUIABOS” VENCE FAM 2011.
Filmes sul americanos de todos os gêneros, várias mesas de debates, projeção de boa qualidade, poltronas confortáveis e, o mais importante: público, muito público. 25 mil pessoas, segundo os cálculos da organização. Mesmo com chuva e com as baixas temperaturas que castigaram a capital catarinense no decorrer desta semana, foi mais do que positivo o balanço da 15ª. edição do FAM – Florianópolis Audiovisual Mercosul, encerrado na noite desta sexta-feira, 1º de julho.
Na mostra competitiva de curtas, o júri oficial optou por uma generosa distribuição de troféus: nada menos que 12 filmes foram premiados nas 13 categorias. E ainda coube uma menção honrosa. A obra do Coletivo Santa Madeira, de São Paulo, O Plantador de Quiabos, foi a grande vencedora, levando os prêmios de Melhor Filme tanto pelo Júri Oficial quanto pelo Júri Popular, e ganhador, ainda, do Prêmio Itapema, entregue pela emissora de rádio homônima.
O curta pernambucano Tchau e Bênção ganhou os prêmios de Melhor Direção (Daniel Bandeira) e Melhor Atriz (Sarah Hazin, que também é produtora do filme). O Melhor Ator foi Miguel Castillo, pelo filme peruano Regreso, de Jano Burmester. O catarinense Neno Brazil ganhou o prêmio de Melhor Direção de Arte por Astheros, de Ronaldo dos Anjos.
O troféu de Melhor Trilha Sonora Original foi para Vagner Cunha e Arthur de Faria pelo curta gaúcho Propriedades de uma Poltrona, de Rodrigo John. Dois filmes argentinos receberam os troféus de Melhor Som (Lucas Fanchin, por Arbol) e Melhor Fotografia (Ignacio Torres, por Muraña). O prêmio de Melhor Montagem foi para Bruno Torres e Marcelo Moraes, por A Noite por Testemunha. E o de Melhor Roteiro foi para a argentina Monica Lairana, pelo filme Maria.
Tempestade, do paulista Carlos Cabral, ganhou como Melhor Animação; Bernnô, de Pedro Gorski, também de São Paulo, foi o Melhor Documentário; e o curta paraguaio Calle Última, de Marcelo Martinessi, ganhou como Melhor Ficção. Foi também concedida a Menção Honrosa ao curta Profana Via Sacra, de Alisson Sbrana, do Distrito Federal, por sua ousadia formal.
O prêmio aquisição RTP, para exibição do programa Onda Curta, da RTP 2 de Portugal, foi para Calle Última, O Capitão Chamava Carlos e O Plantador de Quiabos.
Na Mostra Catarinense, o vencedor do Troféu Panvision de Melho Filme pelo Júri Oficial foi Mais ou Menos, de Alexander Antunes Siqueira, que também ganhou o prêmio do Júri Popular. E a Mostra Infantojuvenil premiou Procura-se, de Iberê Carvalho, do Distrito Federal, também no Júri Oficial e no Júri Popular.
Na Mostra Doc-FAM, o vencedor de Melhor Documentário pelo Júri Oficial foi Confesiones, do argentino Gualberto Ferrari. O prêmio do Júri Popular foi para Carne, Osso, dos paulistas Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros. Também foi concedida Menção Honrosa a Perdão Mister Fiel, de Jorge Oliveira e Pedro Zoca, uma coprodução entre Brasil, Argentina, Chile e Estados Unidos.
Nos oito dias de FAM 2011, foram exibidos um total de 82 filmes, entre curtas e longas, nas quatro mostras competitivas e quatro não competitivas para um público de cerca de 25 mil pessoas. No evento, apenas os curtas são competitivos, e a mostra de longas sul americanos é informativa.
Celso Sabadin viajou a Florianópolis a convite a organização do evento.

