NEVILLE D’ALMEIDA TEM RESTROSPECTVA EM SÃO PAULO.
Ícone do cinema brasileiro, com 15 longas-metragens, 120 curtas, médias, documentários, séries no currículo e filmes vendidos para mais de 70 países, o ‘maldito’ Neville D’Almeida também transita livremente pelas mais variadas áreas artísticas, como a música, televisão, teatro, desenho, fotografia e escultura. Nascido em Belo Horizonte, em 1941, e vivendo no Rio de Janeiro desde 1967 (depois de temporadas de exílio em Londres e Nova York), ele ganha em São Paulo a primeira grande retrospectiva de sua carreira multidisciplinar.
O projeto “Neville D’Almeida – Além Cinema” acontece de 17 de maio a 8 de julho de 2012 no SESC Santo Amaro. Terá a exibição de grande parte da filmografia do diretor, incluindo filmes experimentais, sucessos de bilheteria e uma obra inédita no Brasil, que dada como perdida por 30 anos, foi encontrada na cinemateca do MOMA (NY), que emprestará o filme para sua única exibição no país.
O projeto também traz shows com músicos consagrados, como Jorge Mautner e André Abujamra, interpretando canções de filmes de Neville, apresentações teatrais e leituras dramáticas de peças e bate-papo com artistas convidados, como Joel Barcellos, Maria Gladys, Nuno Leal Maia e Lima Duarte, debates e workshops com críticos e profissionais do cinema.
Abrindo o projeto, no dia 17 de maio, quinta-feira, duas intervenções artísticas de Neville D’Almeida: o “CineLotação”, ônibus comprado em um ‘cemitério de carros’ que foi adaptado e customizado por Neville e Rafael Spaca para exibição de documentários, material de arquivo e a exposição “Kayapoemas”, apresentada na 6ª Bienal de Curitiba, em 2011, com foto-poemas-visuais realizados com a intervenção de desenhos sobre fotografias de índios Kayapos, que dialogam com a famosa série “Cosmococas”, criada por Neville D’Almeida e Hélio Oiticica nos anos 1970.
Confira abaixo a programação completa, segmentada por áreas, e anexo, o calendário das atividades dia a dia de “Neville D’Almeida – Além Cinema”.
Cartazes dos filmes “A Dama do Lotação”, “Rio Babilônia” e “Navalha na Carne”
CINEMA
Jardim de Guerra
O filme experimental de estreia do diretor narra a história de jovens envolvidos em conflitos sediciosos por um ângulo romântico mais vigoroso. Um jovem amargurado e sem perspectivas, apaixona-se por uma cineasta e é injustamente acusado de ser terrorista por uma organização de direita que o prende, o interroga e o tortura. Pelo conteúdo político, a obra ficou interditada pela censura por muito tempo.
Ficha Técnica: 1968. Drama. 105 min. Direção: Neville D’Almeida. Argumento: Jorge Mautner. Elenco: Joel Barcellos (prêmio de “Melhor ator” no IV Festival de Brasília do Cinema Brasileiro), Dina Sfat, Glauce Roche, entre outros.
Local: Teatro. Não recomendado para menores de 16 anos. Grátis.
22/05. Terça, às 18h e 26/06. Terça, às 20h.
A Dama do Lotação
Adaptado da peça de Nelson Rodrigues, é a terceira maior bilheteria do cinema brasileiro, com mais de 6,5 milhões de espectadores, atrás apenas de “Tropa de Elite 2” (2010) e “Dona Flor e seus dois Maridos” (1976). Carlos e Solange se amam desde jovens e, após um casto namoro, se casaram. Na noite de núpcias, Solange se recusa a fazer amor com ele. Primeiro ele implora, então em um acesso de raiva a estupra. Ela afirma que o adora, mas nos meses que se seguiram ao casamento ela não pode ser tocada por Carlos. Para provar a si mesma que não é frígida, começa uma rotina diária de seduzir homens em coletivos, homens que ela nunca viu nem verá novamente e nem mesmo sabe seus nomes. Além disto, ela tem relações com o melhor amigo de Carlos e até mesmo com seu sogro. Carlos entende que ela é infiel e, armado, confronta sua esposa. Enquanto isso, ela busca ajuda psiquiátrica, pois não sente nenhum remorso.
Ficha Técnica: 1978. Drama. 110 min. Direção: Neville D’Almeida. Música: Caetano Veloso. Elenco: Sonia Braga, Nuno Leal Maia, Paulo Cesar Pereio, entre outros.
Local: Teatro. Não recomendado para menores de 16 anos. Grátis.
22/05. Terça, às 20h e 05/06. Terça, às 18h.
Navalha na Carne
Adaptado da peça de Plínio Marcos, foi o maior lançamento brasileiro de 1997, com 101 cópias distribuídas em 56 cidades brasileiras. O cafetão Vado entra de madrugada no quarto da prostituta Neusa Suely em busca de dinheiro, que descobre ter desaparecido. Para livrar-se das acusações de Vado, Neusa alega que o homossexual Veludo, seu vizinho, furtou o dinheiro. Os três personagens começam então a viver uma pequena tragédia ambientada no submundo carioca. Vera Fischer, como protagonista Neusa Suely, declarou ter feito a cena mais marcante de sua carreira no filme, quando é crucificada como Jesus. O filme foi finalizado em Los Angeles pelo montador americano David Rowlins.
Ficha Técnica: 1997. Drama. 120 min. Direção: Neville D’Almeida. Elenco: Vera Fischer, Guilherme Karam, Jorge Perugorria, Carlos Loffler, Isabel Fillardis, entre outros.
Local: Teatro. Não recomendado para menores de 16 anos. Grátis.
29/05. Terça, às 18h e 26/06. Terça, às 18h.
Os Sete Gatinhos
Uma família carioca cheia de personagens maliciosos percebe que a única filha decente tornou-se uma mulher pecadora e que o culpado foi um homem conhecido de todos. O filme busca reinventar fielmente uma realidade, falsifica-la, em certo sentido, para melhor encontrar a sua essência. Neville dirige-se diretamente às nossas sensações e emoções para despertá-la violentamente, gerando confusão e tensão.
Ficha Técnica: 1980. Drama. 115 min. Direção: Neville D’Almeida. Elenco: Regina Casé, Lima Duarte, Ary Fontoura, Antonio Fagundes, entre outros.
Local: Teatro. Não recomendado para menores de 16 anos. Grátis.
29/05. Terça, às 20h e 19/06. Terça, às 18h.
Hoje é Dia de Rock!
O mais completo texto teatral de José Vicente marcou profundamente o principio dos anos 70 do teatro brasileiro. As linguagens: do teatro, do documentário, da ficção se juntam e entrelaçam-se buscando uma narrativa que valorize todas essas formas de criação e invenção. A paisagem rural brasileira, a decadência rural dos pequenos agricultores junto com o folclore e as manifestações culturais tem forte presença. A complexidade do texto de Zé Vicente trata dos temas cada vez mais atuais como a desestruturação da família, a destruição dos ideais junto com o fim da agricultura familiar. A pobreza, a inquietação existencial, a busca da identidade sexual e a falta de oportunidades sociais levam a um quadro cada vez mais presente sociedade de nosso país.
Ficha Técnica: 1999. 85 min. Direção: Neville D’Almeida. Elenco: Nildo Parente, Susana Faini, Gabriela Sabóya, entre outros.
Local: Teatro. Não recomendado para menores de 16 anos. Grátis.
05/06. Terça, às 20h
Maksuara – Crepúsculo dos Deuses
Neville é também um ecologista. Para realizar este longa ele e o filho, o fotógrafo Tamur Aimara, passaram 10 dias na aldeia Aukre, no sul do Pará, com 700 índios Kayapos, “vivendo com os índios, dormindo onde eles dormem, comendo o que eles comem, bebendo da água deles”, diz. A cultura indígena diante da morte anunciada de sua cultura e do extermínio que os índios brasileiros vêm sofrendo nos últimos 500 anos. O índio Maksuara mostra a sabedoria dos que habitam a floresta em total harmonia com a natureza, numa relação respeitosa, sem destruí-la, há pelo menos cinco mil anos. Um filme que nos fala da situação das tribos nos dias atuais. Toda a sua glória em confronto com sua miséria e abandono.
Ficha Técnica: 2007. 100 min. Direção e roteiro: Neville D’Almeida. Música: Índios da Aldeia Kaiapó Aukre e André Abujamra. Fotografia: Tamur Aimara.
Local: Teatro. Não recomendado para menores de 14 anos. Grátis.
12/06. Terça, às 18h.
Matou a Família e Foi ao Cinema
Com “Matou a Família e Foi ao Cinema”, Neville ganhou o Kikito de “Melhor diretor” do Festival de Gramado e o Candango do Festival de Brasília. É um remake do filme de 1969, dirigido por Julio Bressane, convidado para ser roteirista da versão de Neville. Através de manchetes sensacionalistas marcam a transição entre os diversos episódios em que retratam a dura realidade. No episódio título, um rapaz (Alexandre Frota), inconformado com as pressões que sofre em casa, mata os pais e vai ao cinema – como no filme de Bressane. Outros personagens: um voyeur (Guará Rodrigues) que rouba calcinhas em pontos turísticos do Rio; uma mulher classe “A” (Claudia Raia), casada com um machista e atraída por outra mulher (Louise Cardoso); duas adolescentes que escandalizam a vizinhança e recorrem ao crime; um casal (Ana Beatriz Nogueira e Júlio Braga) vivendo na pobreza, em permanente conflito e à beira da mútua destruição. Ficha Técnica: 1991. Drama. 110 min. Direção: Neville D’Almeida. Elenco: Claudia Raia, Alexandre Frota, Maria Gladys, Louise Cardoso, Ana Beatriz Nogueira, entre outros.
Local: Teatro. Não recomendado para menores de 16 anos. Grátis.
12/06. Terça, às 20h.
Rio Babilônia
Foi com este filme que o diretor ganhou a fama de “maldito”. Uma enxurrada de críticas atingiu o filme, que mostrava o Rio de Janeiro das atrações turísticas, dos morros, das drogas e da miséria. Muitos anos depois, o filme ainda mostra fôlego. “É um filme profético”, nas palavras de Neville, que considera esta sua obra mais injustiçada. Marciano é convidado para recepcionar Liberato (Mr.Gold), industrial afastado do Brasil há vinte anos, que, na verdade, é um traficante internacional de ouro. Vera Moreira, jornalista, importuna Liberato com perguntas a respeito do contrabando de ouro no norte do país. Marciano procura Solange, transmite-lhe confiança e acabam se amando. Solange morre num desastre com um avião monomotor. Liberato passa a festa de réveillon na casa do casal Cláudia e Eduardo, onde todas as extravagâncias são permitidas e termina a noite nos braços de um travesti, ao som dos versos de Pablo Neruda. Marciano amanhece o dia na praia, entre os despojos de Iemanjá. É o filme brasileiro recordista na TVs abertas e fechadas nos últimos 12 anos.
Ficha Técnica: 1982. Drama Policial. 115 min. Direção: Neville D’Almeida. Elenco: Joel Barcellos, Jardel Filho, Christiane Torloni, Norma Benguell, Maria Gladys, Paulo Cesar Pereio, entre outros.
Local: Teatro. Não recomendado para menores de 16 anos. Grátis.
19/06. Terça, às 20h.
Mangue Bangue
O filme experimental se tornou uma espécie de lenda cinematográfica por nunca ter sido exibido publicamente no Brasil, por conta da ditadura militar. Obra fundamental na filmografia de Neville, finalizada durante seu exílio em Londres, aborda a corporeidade dos seres humanos, sobre a condição humana como inteiramente potencializadas, transcendida e contida por corpos em sua dimensão escatológica final. Sem uma narrativa clara ou roteiro pré-determinado, sem vozes e para além da ficção, no qual amor e esforço são da mesma matéria, onde prazer e sofrimento são ambos expressos através de momentos aparentemente silenciosos de riso e grito. Dado como perdido por quase 40 anos, foi encontrado na cinemateca do MOMA, em Nova York. O museu emprestará o filme ao SESC para sua primeira exibição no país.
Ficha Técnica: 1971. 60 min. Direção, criação, produção e roteiro: Neville D’Almeida. Elenco: Paulo Villaça, Maria Gladys, Érico de Freitas, Damião Experiência, Sérgio Bandeira, entre outros. Fotografia: Pedro de Moraes. Música: Dilermando Reis.
Local: Teatro. Não recomendado para menores de 16 anos. Grátis.
03/07. Terça, às 20h.
ARTES PLÁSTICAS E VISUAIS
CineLotação
Um ônibus, comprado em um ‘cemitério’ de carros e adaptado por Rafael Spaca, técnico de programação do SESC Santo Amaro, e pelo próprio Neville serve como plataforma expositiva. Instalado no espaço de convivência do SESC Santo Amaro, exibe em sua lataria fotos e registros históricos do cineasta. No interior, documentários, curtas-metragens, vídeos digitais, entrevistas e produções em Super 8, consideradas uma das mais prolíficas dos anos 70, sob curadoria de Neville e Rafael.
Local: Convivência. Não recomendado para menores de 14 anos. Grátis.
De 17/05 a 08/07. Terça a sexta das 10h às 21h | sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h.
Kayapoemas
Foto-poemas-visuais realizados em 2011 com a intervenção de desenhos feitos com elementos como urucum e genipapo sobre fotografias dos índios Kayapos, da tribo Aukre, no sul do Pará. São diálogos com a série “Cosmococas” criada por Neville D’Almeida e Hélio Oiticica em Nova York, nos anos 1970. Com cocaína, eles desenhavam os rostos de ícones norte-americanos, como Marilyn Monroe, Jimi Hendrix e Yoko Ono, criando instalações com projeção de slides, trilhas sonoras e elementos táteis. O Instituto Inhotim (MG) tem um pavilhão projetado especialmente para abrigar cinco Cosmococas da dupla. Pela primeira vez em São Paulo, Neville apresenta 12 Kayapoemas (com 1.20 x 90 cm cada), promovendo o cruzamento entre a tradição da poesia visual brasileira e sua própria produção. A poesia traduz aquilo que podemos chamar “arte”, isto significa que deve haver de fato um eixo poético que faça da obra um objeto distinto e reflexivo.
Sala da Múltiplo Uso. Livre para todos os públicos. Grátis.
De 17/05 a 08/07. De 17/05 a 08/07. Terça a sexta das 10h às 21h | sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h.
BATE-PAPO
Maria Gladys lê e Interpreta ‘Matou a Família e Foi ao Cinema’
A atriz é uma das musas do Cinema Marginal, participando de mais de vinte filmes durante esse período, destacando-se ‘Matou a Família e Foi ao Cinema’, onde interpreta quatro papéis no filme. Sua trajetória no cinema é tão marcante que foi tema do curta “Maria Gladys, Uma Atriz Brasileira” (1979), de Norma Bengell, e do documentário “Vida” (2008), de Paula Gaitán.
Local: CineLotação (Espaço de Convivência). Não recomendado para menores de 14 anos. Grátis. Vagas Limitadas.
31/05. Quinta, às 21h.
Lima Duarte
Ao criar personagens marcados pela originalidade e de grande apelo popular, o artista tornou-se um ícone da dramaturgia brasileira. Do rádio, aos primórdios da televisão, Lima marcou sua passagem no teatro e em mais de quarenta filmes, entre eles ‘Os Sete Gatinhos’. Neste encontro, ele relembra seu trabalho com o cineasta Neville D’Almeida.
Local: Cine Lotação. 5/6, terça, às 20h.
Joel Barcellos lê e interpreta Jardim de Guerra
Parceiro de Neville em diversas produções, o ator Joel Barcellos apresenta o roteiro do filme que marcou de maneira significativa a sua biografia profissional.
Local: CineLotação (Espaço de Convivência). Não recomendado para menores de 14 anos. Grátis. Vagas limitadas.
06/06. Quarta, às 20h.
Paulo César Pereio lê e interpreta A Dama do Lotação
Uma das características de Pereio é sua irreverência e personalidade que imprime em seus personagens, seja no teatro, televisão e cinema. Neste encontro, o ator apresenta sua visão do clássico ‘Dama do Lotação’.
Local: CineLotação (Espaço de Convivência). Não recomendado para menores de 14 anos. Grátis. Vagas limitadas.
28/06. Quinta, às 20h.
A Redescoberta de Mangue Bangue
Produzido em 1971 e dado como desaparecido há mais de trinta anos, o filme foi encontrado na cinemateca do MOMA em 2006. O cineasta Geraldo Veloso comenta o filme que refez o pacto entre Helio Oiticica e Neville e que detonou o processo do Quase-Cinema que ambos desenvolveram nas Cosmococas.
Local: Teatro. Não recomendado para menores de 14 anos. Grátis.
03/07. Terça, às 19h.
Nuno Leal Maia
O ator conversa com o público sobre o seu trabalho com o cineasta Neville D’Almeida em ‘A Dama do Lotação’, comenta sobre os bastidores da filmagem e a sua marcante trajetória no cinema.
Local: CineLotação (Espaço de Convivência). Não recomendado para menores de 14 anos. Grátis. Vagas limitadas.
08/07. Domingo, às 17h.
WORKSHOPS
Cinema Marginal
Os encontros percorrem as filmografias de diretores considerados malditos/marginais, bem como suas temáticas. 20 vagas. Local: Espaço das Artes. Com Christian Petermann.
Inscrições na Central de Atendimento. Não recomendado para menores de 14 anos. R$ 8,00 (inteira); R$ 4,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 2,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).
24/05, 25/05. Quinta e sexta, das 14h às 17h.
Fernando Pimenta
Autor do cartaz de Os Sete Gatinhos, de Neville D’Almeida, o artista Fernando Pimenta é considerado um dos maiores criadores de cartazes e vinhetas, tendo trabalhado em mais de duzentas campanhas de filmes brasileiros. Em 1979, foi nomeado diretor de criação da Embrafilme. Ganhou diversos prêmios nacionais e internacionais por cartazes que criou para filmes como Bye Bye Brasil (1979), de Carlos Diegues, Eu sei que vou te amar (1986), de Arnaldo Jabor, e A cor de seu destino (1986), de Jorge Duran, além de prêmios pelo conjunto de sua obra. Seus cartazes ganharam exposições em diversos lugares do mundo, como Cuba, Paris e Nova York. Neste encontro, Fernando irá abordar as técnicas para elaboração e desenvolvimento de cartazes de cinema.
Local: Sala de Oficinas. Não recomendado para menores de 14 anos. R$ 8,00 (inteira); R$ 4,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 2,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).
30/05, 31/05. Quarta e quinta, das 15h às 18h.
J.L.Benicio
José Luiz Benicio é responsável pela criação de centenas cartazes na produção do cinema nacional. O artista aplicou sua inconfundível técnica de ilustração em gouache em mais de 300 trabalhos que vão desde o clássico período da chanchada, passando pelos 30 desenhos da série “Os Trapalhões”, além de sucessos do cinema nacional. O artista orienta os alunos a confeccionar cartazes valorizando a peça como uma importante ferramenta de venda do filme.
Salas de Oficinas. 15 vagas. Inscrições na Central de Atendimento. Não recomendado para menores de 14 anos. R$ 8,00 (inteira); R$ 4,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 2,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).
16/06, 17/06. Sábado e domingo, das 15h às 18h.
DEBATES
O Cinema Marginal e o Cinema de Neville
A obra de Neville D’Almeida encontra-se no centro de um debate sobre mercado e experimentalismo no cinema e também no bojo de questões sobre a geração que produziu nos anos 60 e 70 e que ganhou títulos como Cinema Marginal ou Cinema de Invenção. O que estes títulos deixam escapar de central para suas obras? Como elas devem ser absorvidas pela crítica e quais os pontos de atrito com o público? São muitas as questões que advém de um debate com Neville e Jorge Mautner – artistas cuja marca é a provocação. Debatedores: Neville D’Almeida (cineasta, fotógrafo, artista plástico e visual) e Jorge Mautner (ator, cantor e compositor). Mediação: Rejane Arruda (mestre em Artes Cênicas e pesquisadora no Centro de Pesquisa em Experimentação Cênica do Ator da Universidade de São Paulo; professora de Direção de Atores na Academia Internacional de São Paulo).
Local: Espaço das Artes. Não recomendado para menores de 14 anos. Grátis. Vagas Limitadas.
23/05. Quarta, às 20h.
Artes Visuais nas Telas, de Cinema e das Galerias
As artes plásticas muitas vezes é uma referência direta para obras de cinema de cunho experimental. O encontro irá discutir esta relação e como ela pode ser potencializada no discurso fílmico que tanto Neville se apropriou. Debatedores: Rubens Machado (professor livre-docente em Teoria e História do Cinema no Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Curador da Mostra Marginália 70) e Fabio Camarneiro (roteirista e mestre em comunicação audiovisual pela ECA / USP. Professor de roteiro e linguagem cinematográfica na Academia Internacional de Cinema e no Bacharelado em Audiovisual do SENAC). Mediação: Rejane Arruda.
Local: Espaço das Artes. Não recomendado para menores de 14 anos. Vagas Limitadas.
20/06. Quarta, às 20h.
Adaptações: Teatro e Cinema, convergências e divergências
Este ano é o centenário de nascimento de Nelson Rodrigues – autor presente no cinema de Neville D’Almeida, assim como Plinio Marcos e José Vicente. Será debatido como a dramaturgia destes autores podem servir a duas poéticas distintas, quais as particularidades de suas relações com uma e com outra e quais as questões que daí advém. Debatedores: Ismail Xavier (doutor em Cinema pelo New York University e professor em Teoria e História do Cinema no Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da ECA/USP; autor dos livros Sertão Mar, Alegorias do Subdesenvolvimento e O Olhar e a Cena) e Hector Babenco (cineasta e diretor das peças ‘Louco de Amor’ (1988), ‘Closer’ (2000) e ‘Hell’ (2010)). Mediação: Rejane Arruda.
Local: Espaço das Artes. Não recomendado para menores de 14 anos. Grátis. Vagas Limitadas.
04/07. Quarta, às 19h.
MÚSICA
Jorge Mautner e Nelson Jacobina cantam e tocam Jardim de Guerra
Este show do cantor e violinista Jorge Mautner relembra algumas músicas do filme Jardim de Guerra, o qual Jorge escreveu o argumento e que são resgatadas neste espetáculo. “Vampiro”, “Olhar Bestial”, “Sapo Cururu”, “Eu Não peço Desculpa”, “Homem Bomba” e “Manjar de Reis” estarão no repertório que, além de canções, Mautner traz poesia e filosofia ao lado de seu parceiro ao violão, Nelson Jacobina.
Local: Teatro. Não recomendado para menores de 12 anos. R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 5,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).
24/05. Quinta, às 20h.
Tetine toca Rio Babilônia
A dupla de músicos residente em Londres reinventa ao vivo novas sonoridades para o filme ‘Rio Babilônia’, de Neville D’Almeida. A dupla, formada em 1995 por Bruno Verner e Eliete Mejorado, trafega por universos inusitados da performance art, da música eletrônica e da videoarte, através de sintetizadores eletrônicos, samplers, piano, voz e baixo. Utilizam ainda canções de seus últimos álbuns, ‘Vodoodance & Others Stories’ (2011) e ‘From a Forest Near You’ (2010).
Local: Teatro. Não recomendado para menores de 14 anos. R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 5,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).
13/06. Quarta, às 20h.
André Abujamra toca A Dama do Lotação
O cantor, compositor e multi-instrumentista paulista André Abujamra executa, ao vivo, novas sonoridades para o filme ‘Dama do Lotação’, de Neville D’Almeida.
Local: Teatro. Não recomendado para menores de 14 anos. R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 5,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).
21/06. Quinta, às 20h.
TEATRO
Os Sete Gatinhos
Uma forte e original releitura. A tragédia de 1958 é centrada na família do funcionário público Noronha, na qual todos se sacrificam, sem pudor algum, em torno de um objetivo: fazer com que a caçula, Silene, se case virgem. Quando a garota é expulsa do colégio interno por estar grávida, o clã entra em colapso. Em uma montagem irreverente e inventiva, o diretor transformou o cenário principal no próprio inferno, inseriu números musicais e em nenhum momento subtrai elementos da trama original ou menospreza a essência dos personagens de Nelson Rodrigues. Ficha-Técnica. Direção: Nelson Baskerville. Com Renato Borghi, Élcio Nogueira, Roberto Arduin, Roberto Borenstein, Willians Mezzacapa, Michel Waisman, Gabriela Fontana, Caroline Carreiro, Greta Antoine, Debora Veneziane e Adriana Guerra. 80 min.
Local: Teatro. Não recomendado para menores de 14 anos. R$ 16,00 (inteira); R$ 8,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 4,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).
18/05, 19/05. Sexta e sábado, às 20h.
Navalha na Carne
Esta montagem do texto de Plínio Marcos recria os conflitos de interesse, a fragilidade psicológica e a confusão de sentimentos da relação de um cafetão e uma prostituta, além da atmosfera violenta e decadente de uma zona marginal. Inicialmente, tendo recusado o palco, a montagem cumpriu duas temporadas dentro de quartos de hotel de alta rotatividade no centro do Rio de Janeiro. Aqui, adaptada, manterá a proposta de realçar a contundência da obra de Plínio Marcos e aproximar demasiadamente o espectador de uma realidade miserável nos aspectos afetivo, social e econômico. Direção: Rubens Camelo. Com Marta Paret, Rogerio Barros e Rodolfo Mesquita (RJ). Duração: 48 minutos.
Local: Espaço das Artes. Não recomendado para menores de 16 anos. R$ 16,00 (inteira); R$ 8,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino). R$ 4,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).
04/07, 05/07, 06/07, 07/07. Quarta, quinta, sexta e sábado, às 20h.
Exposição Kayapoemas e o espetáculo “Os Sete Gatinhos”, dirigido por Baskerville
SESC SANTO AMARO APRESENTA “NEVILLE D’ALMEIDA – ALÉM CINEMA”
Data: 17 de maio a 08 de julho de 2012
Endereço: Rua Amador Bueno, 505, Santo Amaro – Telefone: (11) 5541-4000
Horários: terça a sábado, das 10h às 21h, domingos e feriados, das 10h às 18h.
Estacionamento: Subsolo (180 veículos, 34 motos, 35 vagas no bicicletário) – Valores: R$ 3 (uma hora para matriculados) e R$ 6 (uma hora para não matriculados)
Capacidade do teatro: 271 lugares

