CINEMATECA HOMENAGEIA ADRIANO STUART. PENA QUE OS INGRESSOS SÃO CAROS.
Realizada em parceria com a Heco Produções, a retrospectiva HORROR NO CINEMA BRASILEIRO exibe, em sessões mensais às sextas, e com reprises às quartas, filmes representativos de um gênero narrativo que dificilmente associamos à história de nosso cinema. Inédita em São Paulo, a mostra tem curadoria de Eugenio Puppo. Em maio, as atrações são os longas Enigma para demônios, As noites de Iemanjá e Exorcismo negro. Dirigido por Carlos Hugo Christensen, Enigma para demônios baseia-se no conto Flor, telefone, moça, de Carlos Drummond de Andrade, e narra a história de uma mulher, herdeira de uma fortuna familiar, que é atormentada por estranhos telefonemas. Nascido na Argentina em 1914, Christensen se mudou para o Brasil nos anos 1950, fugindo das autoridades do governo peronista. Aqui realizou uma trilogia de filmes dedicados à cidade do Rio de Janeiro – Meus amores no Rio (1958), Esse Rio que eu amo (1961) e Crônica da cidade amada (1965), este último inspirado em crônicas de diversos autores brasileiros. Além de Enigma para demônios, Christensen rodou outro longa com temas fantásticos, A mulher do desejo, em 1976. Produção atípica na filmografia do cineasta Maurice Capovilla, As noites de Iemanjá é estrelado por Joana Fomm e Sérgio Hingst. A história gira em torno de uma misteriosa mulher que é tomada por forças sobrenaturais ao assistir aos ritos de Iemanjá. Autor de clássicos como O profeta da fome (1969), estrelado por José Mojica Marins, e Jogo da vida (1977), adaptação de um conto do escritor João Antônio para as telas, Capovilla também dirigiu documentários para o programa Globo Repórter nos anos 1970. A madrugada se encerra com a exibição de Exorcismo negro, de José Mojica Marins, filme de suspense no qual Mojica, interpretando a si mesmo, se defronta com sua própria criatura, a personagem de Zé do Caixão. Escrito pelo cineasta, em parceria com o mestre da pulp fiction brasileira Rubens Francisco Lucchetti, Exorcismo negro pegou carona no sucesso do clássico O exorcista, lançado em 1973. O filme conta com a participação do ator Adriano Stuart, recentemente falecido, a quem a Cinemateca homenageia. Enigma para demônios e As noites de Iemanjá serão projetados em novas cópias 35mm confeccionadas especialmente para a ocasião.
PROGRAMAÇÃO
18.05 | SEXTA
SALA CINEMATECA BNDES
00h00 ENIGMA PARA DEMÔNIOS
19.05 | SÁBADO
02h00 AS NOITES DE IEMANJÁ
04h00 EXORCISMO NEGRO
23.05 | QUARTA
SALA CINEMATECA BNDES
21h00 ENIGMA PARA DEMÔNIOS
FICHAS TÉCNICAS E SINOPSES
Enigma para demônios, de Carlos Hugo Christensen
Rio de Janeiro, 1974, 35mm, cor, 99’
Monique Lafond, Luiz Fernando Ianelli, Palmira Barbosa, Rodolfo Arena
Vinda de Buenos Aires, herdeira de uma fortuna regressa para Minas Gerais a fim de encontrar a família de sua mãe, que acabou de morrer. Lá chegando, vai visitar o túmulo materno. A partir daí, é assolada por estranhos telefonemas. Baseado no conto Flor, telefone, moça, de Carlos Drummond de Andrade, o filme contou com a colaboração do escritor Orígenes Lessa, que assina os diálogos do roteiro. Nascido na Argentina em 1914, Carlos Hugo Christensen chegou ao Brasil em meados dos anos 1950, depois de ser perseguido pela ditadura peronista. Após um breve regresso à sua terra natal, instalou-se definitivamente no Brasil, onde rodou uma trilogia dedicada à cidade do Rio de Janeiro – Meus amores no Rio (1958), Esse Rio que eu amo (1961) e Crônica da cidade amada (1965). Depois de Enigma para demônios, voltou aos temas fantásticos em A mulher do desejo (1976), baseado em texto do escritor Nathaniel Hawthorne.
Não indicado para menores de 18 anos
sex 18 meia-noite | reprise qua 23 21h00
Exorcismo negro, de José Mojica Marins
São Paulo, 1974, 35mm, cor, 100’
José Mojica Marins, Jofre Soares, Walter Stuart, Adriano Stuart
O cineasta José Mojica Marins vai ao interior para descansar alguns dias na casa de um amigo que vive com a família. Depois de sua chegada, os parentes passam a se comportar de maneira violenta, como se estivessem possuídos por forças demoníacas. José Mojica decide investigar o que acontece e acaba se deparando com os mistérios de sua própria criação – o personagem Zé do Caixão. Em Exorcismo negro, Mojica incursiona com segurança pelo terreno do suspense, criando uma narrativa dramaticamente eficiente e de grande riqueza visual. Realizado no esteio do sucesso de O exorcista (1973), o filme conta com roteiro do mestre da pulp fiction brasileira Rubens Francisco Lucchetti. Destaque para a participação, no elenco, do ator Adriano Stuart, recentemente falecido, a quem a Cinemateca homenageia.
Não indicado para menores de 18 anos
sáb 19 04h00
As noites de Iemanjá, de Maurice Capovilla
São Paulo, 1971, 35mm, cor, 84’
Joana Fomm, Sérgio Hingst, Newton Prado, Roberto Maia
Desprezada pelo marido, mulher vai ao litoral acompanhada do amante. Lá chegando, assiste aos ritos de Iemanjá. A partir daí, uma série de homens são misteriosamente mortos no lugar. Filme de encomenda realizado para a produtora Data Cinematográfica. Autor de obras como O profeta da fome (1969), estrelado por José Mojica Marins, e Jogo da vida (1977), adaptação de um conto do escritor João Antônio, Capovilla também dirigiu documentários para o programa Globo Repórter nos anos 1970. Montagem de Mauro Alice.
Não indicado para menores de 16 anos
sáb 19 02h00
CINEMATECA BRASILEIRA
Largo Senador Raul Cardoso, 207
próxima ao Metrô Vila Mariana
Outras informações: (11) 3512-6111 (ramal 215)
www.cinemateca.gov.br
Ingressos: R$ 8,00 (inteira) / R$ 4,00 (meia-entrada)
Maiores de 60 anos e estudantes do Ensino Fundamental e Médio de escolas públicas têm direito à entrada gratuita mediante a apresentação de documento.

