SAIBA A PROGRAMAÇÃO, SEMINÁRIOS, OFICINAS, COMISSÕES, PRÊMIOS… UFA, E ATÉ OS FILMES DE BRASÍLIA 2013.
Várias regiões brasileiras representadas. Realizadores experientes ao lado de cineastas que fazem sua estreia na direção. Discussões sobre a atuação das pequenas produtoras de cinema do Brasil, mercado cinematográfico, o som no cinema brasileiro, a comédia no cinema nacional e as perspectivas de alcance e diálogo do cinema brasileiro no exterior, trazendo para Brasília nomes de relevância do ambiente do cinema no Brasil e no exterior, como os professores Randal Jonhson e Gian Luigi de Rosa; Walter Carvalho, Lírio Ferreira, Breno Silveira. Prêmios no valor total de R$ 700 mil, debates com as equipes dos filmes que integram as mostras competitivas seminários e oficinas com grandes nomes do universo cinematográfico no País. O 46º FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO está com tudo pronto para fazer deste mais um grande encontro de realizadores com o público.
Em 2013, o FESTIVAL recebeu um total de 480 inscrições, sendo 39 longas-metragens de ficção, 63 documentários, 240 curtas de ficção, 103 curtas de documentários e 35 curtas de animação. Os números revelam grande vigor do cinema de Brasília. Dos 480 inscritos, 60 títulos foram produzidos no Distrito Federal – 1 longa de ficção, 9 longas de documentário, 29 curtas de ficção, 15 curtas de documentário e seis curtas de animação. O processo de seleção ocorreu entre os dias 8 e 13 de julho.
O FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO acontecerá de 17 a 24 de setembro e contará com as Mostras Competitivas de longa e curta ficção, de curtas de animação e de longa e curta documentário. Estarão competindo aos prêmios seis títulos de longa-metragem de ficção, seis de longas documentários, seis curtas de ficção, seis curtas documentários e seis curtas de animação. A edição também vai manter a proposta de incorporação do formato digital na mostra competitiva, a descentralização das exibições e a realização de debates diários com as equipes dos filmes concorrentes, abertos ao público, no hotel sede do evento, sempre no dia seguinte à exibição.
Uma das novidades da 46ª edição será a Oficina Integrada de Cinema, que pretende trabalhar vários aspectos da produção de um filme: roteiro, direção, trilha sonora e finalização digital. Os participantes serão provocados a gravar as peças surgidas de seus roteiros. Depois, compositores farão a sincronização da música e dos filmes. Ao final, os filmes recém-criados serão exibidos, com acompanhamento de trilha sonora executada ao vivo.
A 46ª edição do FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO tem coordenação geral de Sérgio Fidalgo, coordenador de Audiovisual da Secretaria de Estado de Cultura do GDF. O Patrocínio é da Petrobras, BNDES,Terracap e BRB. Copatrocínio: Banco do Brasil. Apoio da Lei de Incentivo à Cultura, Câmara Legislativa do Distrito Federal, Canal Brasil, TV Brasil, Revista de Cinema. Realização: Instituto Alvorada Brasil, Secretaria de Cultura, Governo do Distrito Federal e Ministério da Cultura.
PROGRAMAÇÃO DO FESTIVAL
- Solenidade de Abertura – Apresentação da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro e exibição do filme Revelando Sebastião Salgado, de Betse de Paula, com a presença da diretora e do filme. Coquetel para convidados.
- Mostras competitivas: Exibições de filmes no Cine Brasília e simultaneamente nas cidades do Gama (Teatro SESC Gama), Sobradinho (Teatro de Sobradinho), Ceilândia (Teatro SESC Newton Rossi), Taguatinga (Teatro Paulo Autran SESC Taguatinga) e Guará (Auditório da Administração Regional do Guará). No dia seguinte reprise dos filmes no CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil.
- Mostra Brasília – Cine Brasília – filmes selecionados e produzidos no DF, que concorrem ao troféu Câmara Legislativa do DF.
- Mostra Festivalzinho – filmes infantis no Cine Brasília e em todas as cidades do Distrito Federal para crianças das escolas públicas. A programação está em processo com o Festival de Florianópolis de Cinema Infantil.
- Solenidade de premiação – no Cine Brasília – entrega dos prêmios e troféus aos vencedores das mostras competitivas do Festival, num total de R$ 700.000,00 e outros prêmios, tais como o troféu Câmara Legislativa que oferecerá R$ 200.000,00 em prêmios para filmes produzidos no Distrito Federal, Prêmio Aquisição Canal Brasil e Prêmio da Crítica.
PRÊMIOS
a) Prêmios do Júri Oficial: troféu Candango e prêmios em dinheiro
Filme de longa metragem de ficção
Melhor filme – R$ 250.000,00
Melhor direção – R$ 20.000,00
Melhor ator – R$ 10.000,00
Melhor atriz – R$ 10.000,00
Melhor ator coadjuvante – R$ 5.000,00
Melhor atriz coadjuvante – R$ 5.000,00
Melhor roteiro – R$ 10.000,00
Melhor fotografia – R$ 10.000,00
Melhor direção de arte – R$ 10.000,00
Melhor trilha sonora – R$ 10.000,00
Melhor som – R$ 10.000,00
Melhor montagem – R$ 10.000,00
Filme de longa metragem documentário
Melhor filme – R$100.000,00
Melhor direção – R$ 20.000,00
Melhor fotografia – R$ 10.000,00
Melhor trilha sonora – R$ 10.000,00
Melhor som – R$ 10.000,00
Melhor montagem – R$ 10.000,00
Filme de curta metragem de ficção
Melhor filme – R$ 20.000,00
Melhor direção – R$ 5.000,00
Melhor ator – R$ 5.000,00
Melhor atriz – R$ 5.000,00
Melhor roteiro – R$ 5.000,00
Melhor fotografia – R$ 5.000,00
Melhor direção de arte – R$ 5.000,00
Melhor trilha sonora – R$ 5.000,00
Melhor som – R$ 5.000,00
Melhor montagem – R$ 5.000,00
Filme de curta metragem de documentário
Melhor filme – R$ 20.000,00
Melhor direção – R$ 5.000,00
Melhor fotografia – R$ 5.000,00
Melhor trilha sonora – R$ 5.000,00
Melhor som – R$ 5.000,00
Melhor montagem – R$ 5.000,00
Filme de curta metragem de Animação
Melhor filme – R$ 20.000,00
b) Prêmio do Júri Popular: troféu Candango e prêmios em dinheiro
Melhor filme de longa metragem – R$ 30.000,00
Melhor filme de curta metragem – R$ 20.000,00
Outros prêmios
Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal- Júri Oficial
Melhor longa-metragem: R$ 80 mil
Melhor curta-metragem: R$ 30 mil
Melhor direção: R$ 6 mil
Melhor ator: R$ 6 mil
Melhor atriz: R$ 6 mil
Melhor roteiro: R$ 6 mil
Melhor fotografia: R$ 6 mil
Melhor montagem: R$ 6 mil
Melhor direção de arte: R$ 6 mil
Melhor edição de som: R$ 6 mil
Melhor captação de som direto: R$ 6 mil
Melhor trilha sonora: R$ 6 mil
Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal- Júri Popular
Melhor longa-metragem: R$ 20 mil
Melhor curta-metragem: R$ 10 mil
Aquisição Canal Brasil
O Prêmio Canal Brasil tem como objetivo estimular a nova geração de cineastas, contemplando os vencedores na categoria curta-metragem dos mais representativos festivais de cinema do país. Um júri convidado pelo Canal Brasil e composto por jornalistas especializados em cinema escolhe o melhor curta em competição, que recebe o troféu Canal Brasil e um prêmio no valor de R$ 15 mil.
Prêmio Exibição TV Brasil
Os títulos premiados integrarão a programação da emissora.
Melhor longa-metragem vencedor do Júri Popular – R$ 50 mil
Melhor curta-metragem vencedor do Júri Popular – R$ 10 mil
Melhor curta-metragem de animação vencedor do Júri Popular – R$ 10 mil
Prêmio Abraccine
O Prêmio da Crítica será atribuído e organizado, no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, pela Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema).
Melhor longa-metragem
Melhor curta-metragem
Prêmio ABCV – Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo
Conferido pela ABCV – Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo a profissionais do audiovisual do Distrito Federal
Prêmio Saruê
Conferido pela equipe de cultura do jornal Correio Braziliense.
Prêmio Vagalume
Troféu conferido por integrantes do projeto Cinema para Cegos
Melhor longa-metragem
Melhor curta-metragem
Marco Antônio Guimarães
Troféu Candango
Conferido pelo Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro para o filme que melhor utilizar material de pesquisa cinematográfica brasileira
SEMINÁRIOS
SEMINÁRIO ESTRATÉGIAS PARA O DESENVOLVIMENTO DAS PEQUENAS EMPRESAS DO AUDIOVISUAL BRASILEIRO
18 e 19 de setembro, 14h às 18h
Coordenação: Marcus Ligocki Jr
Objetivo: Reunir pessoas de destaque na cadeia produtiva do audiovisual para apresentarem suas visões sobre o futuro da produção brasileira e, juntas, pensarem sobre as principais oportunidades para as pequenas produtoras nos cenários nacional e internacional.
Provocação: Quais os possíveis caminhos para o aumento da participação das pequenas produtoras no mercado brasileiro de produção audiovisual?
Temas: A Conjuntura Econômica; A Distribuição Cinematográfica; A Inserção das Cinematografias Regionais; e Estratégias empresariais para o desenvolvimento audiovisual.
18 de setembro, 14h às 16h – Tema: A Conjuntura Econômica
Objetivo: Apresentar a conjuntura atual da economia do audiovisual e os direcionamentos para médio e longo prazo.
Convidados:
Abertura do seminário: Hamilton Pereira, secretário de Cultura do DF; Manoel Rangel, diretor-presidente da Ancine; Leonardo Hernandes, coordenador do Fundo de Apoio à Cultura/SEC/DF; Marco Altberg, presidente da ABPITV; Luciane Gorgulho, chefe do Departamento de Cultura, Entretenimento e Turismo /BNDES.
Mediador: Renato Barbieri
18 de setembro, 16h às 18h – Tema: A Distribuição Cinematográfica
Objetivo: Apresentar a linha de trabalho da distribuidora, os seus modelos de participação no financiamento das obras cinematográficas e a visão sobre o momento atual da produção audiovisual brasileira.
Convidados: Bruno Wainer, diretor executivo da Downtown; Jean Thomas – Imovision/diretor geral; Sílvia Cruz – Vitrine Filmes/diretora geral; Sandro Rodrigues, diretor geral da H2O Filmes
Mediador: Marcus Ligocki Jr
19 de setembro, 14h às 16h – Tema: A Inserção das Cinematografias Regionais
Objetivo: Apresentar as atividades atuais, desejos, limitações, bem como a visão de futuro para a produção de conteúdo audiovisual fora do eixo Rio-São Paulo.
Convidados: Renato Barbieri, diretor da Aprocine; André Carvalheira, presidente da ABCV; Isabela Cribari, representante da APCNN; Carlos Gerbase, representante da produção do Rio Grande do Sul; Rodrigo Camargo, coordenador do Núcleo do FSA; Leopoldo Nunes, secretário do Audiovisual/MinC.
Mediador: Marcio Curi
19 de setembro, 16h às 18h – Tema: Estratégias Empresariais para o Desenvolvimento Audiovisual
Objetivo: Apresentar os cases de produtoras brasileiras de conteúdo audiovisual bem-sucedidos, as estratégias adotadas para seus desenvolvimentos individuais, além de suas visões de futuro para o mercado.
Convidados: Marcio Curi, Asacine; Giba Assis Brasil, Casa de Cinema de Porto Alegre; João Júnior, REC; Marcos Didonet, Total Filmes; Fabiano Gullane, Gulane Filmes; Mariza Leão, Morena Filmes.
Mediador: Christian de Castro
Coordenação: Marcus Ligocki Jr – Produtor, Diretor, Roteirista – Formado em Comunicação Social pela Universidade de Brasília, com especialização em Film & Television Business pela Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro e com um MBA em Gestão Empresarial também pela FGV, Ligocki coordenou a implantação do curso de graduação em Cinema e Mídias Digitais do IESB e é diretor da APROCINE – Associação de Produtores e Realizadores de Longas-Metragens do Distrito Federal. Responsável pela produção do premiado documentário de longa-metragem Rock Brasília – Era de Ouro dirigido por Vladimir Carvalho, produziu ainda os longas As Vidas de Maria e Félix Varela, de Renato Barbieri, o curta Suicídio Cidadão, de Iberê Carvalho, e os documentários para a televisão realizados em coprodução com a HBO, Mauricio de Sousa e Cidades Inventadas.
SEMINÁRIO OLHARES MULTICULTURAIS: O CINEMA BRASILEIRO NO ESTRANGEIRO
Dias 20 e 21 de setembro, 14h30 às 18h
Coordenação: Tânia Montoro – UnB
O cinema brasileiro tem merecido, ao longo das últimas décadas, análises e estudos de especialistas em outros países. Tais investigações teóricas, além de possibilitar um aprofundamento do debate, têm acrescentado novas perspectivas, como as relações entre cultura e cinema de diferentes países, a consolidação da indústria de audiovisual nacional, as formas de colonização, as histórias de resistências e as correntes migratórias que tornam imperativas as discussões sobre questões étnicas, raciais e de gênero.
INTEGRANTES
Randal Johnson: Professor de literatura, cinema e cultura brasileira na Universidade da Califórnia; autor de The Film Industry in Brazil, Literatura e cinema: Macunaíma do Modernismo na Literatura ao Cinema Novo e Brazilian Cinema (coeditado com Robert Stam), entre outros trabalhos sobre o cinema brasileiro.
Gian Luigi de Rosa: Professor da Universidade de Salento/ Itália, especialista em tradução audiovisual. Organizador do livro Alle Radici del Cinema Brasiliano e autor de diversos ensaios sobre o cinema brasileiro, entre eles Em busca de uma terceira margem cinematográfica.
Paulo Antonio Paranaguá: Historiador de cinema e jornalista do Le Monde/ França. Autor de Cinema na América Latina: Longe de Deus e perto de Hollywood e Cine documental en América Latina, entre outros.
Stephanie Dennison: Professora da Universidade de Leeds/ Inglaterra e dDoutora em estudos brasileiros. Em parceria com Lisa Shaw, é autora de Brazilian National Cinema, Popular Cinema in Brazil e editora de Latin American Cinema e Pop Culture Latin America.
SEMINÁRIO HUMOR E COMICIDADES – A CULTURA DO RISO NO CINEMA NACIONAL
Dia 22 de setembro, 14h30 às 18h
Coordenação: Tânia Montoro – UnB
O seminário é dedicado a pensar o riso e o risível em várias modulações na cultura cômica cinematográfica nacional. Comédia e sátira de um lado, inteligência e astúcia de outro. O seminário pretende investigar o humor no cinema nacional em suas várias expressões e múltiplas possibilidades de diálogos com o público.
INTEGRANTES
Betse de Paula: Diretora das comédias românticas O Casamento de Louise (2001) e Celeste e Estrela (2002), esta última selecionada para a abertura do Festival de Brasília. Sua mais recente comédia Vendo ou Alugo (2013) recebeu 12 prêmios na edição do Cine PE deste ano.
Elias Thomé Saliba: Professor de História na Universidade de São Paulo e especialista na história cultural do humor brasileiro. Autor de Raízes do Riso: a representação humorística na história brasileira, além de vários outros textos acadêmicos e ensaios jornalísticos sobre a cultura do riso.
Maria Thereza Negrão de Mello: Professora do departamento de História da Universidade de Brasília e organizadora, com Marcia Kuyumjian, do livro Cultura cômica e ambiência cotidiana: história cultural, risibilidade e humor.
Ian SBF: um dos cinco fundadores do Coletivo Porta dos Fundos, que se tornou um dos maiores fenômenos de audiência do audiovisual nos últimos anos. Ian SBF é responsável pela direção dos vídeos, sendo também realizador da série televisiva O Fantástico Mundo de Gregório (2012) e das comédias em longa-metragem Podia ser Pior (2010) e Teste de elenco (2011), esta última lançada diretamente na internet.
SEMINÁRIO CINEMA EM ALTO E BOM SOM
Dia 23 de setembro, 14h30 às 18h
Coordenação: Tânia Montoro – UnB
O propósito é debater a relação entre o cinema nacional e a memória musical, que tem produzido encontros fecundos entre linguagens de formatos híbridos e que, ao lançar biografias e trajetórias de carreiras musicais, permite ao cinema narrar o samba, a bossa nova, o sertanejo, a música de raiz, o frevo, entre outras expressões musicais, fazendo assim a releitura de um cinema sonoro brasileiro.
INTEGRANTES
Walter Carvalho: diretor do documentário Raul – O Início, o Fim e o Meio (2012) sobre Raul Seixas, além das ficções Cazuza – O Tempo não Pára (2004), com Sandra Werneck, e Budapeste (2009), adaptado da obra de Chico Buarque de Hollanda. Prestigiado diretor de fotografia do cinema brasileiro, atuante em cerca de 80 títulos nos últimos 40 anos.
Breno Silveira: diretor de Gonzaga: De Pai pra Filho (2012) e 2 Filhos de Francisco (2005), relatos biográficos dos músicos Luiz Gonzaga/ Gonzaguinha e Zezé di Camargo & Luciano, respectivamente. Atua também como diretor de fotografia, produtor e diretor de videoclipes.
Ana Rieper: diretora de Vou Rifar Meu Coração (2011), premiado documentário sobre a influência da música brega no cotidiano brasileiro. Seus trabalhos na tevê envolvem a direção (entre 2005 e 2010) do programa Afinando a língua, apresentado pelo músico Tony Belotto.
Marcelo Machado: diretor do documentário Tropicália (2012) sobre o movimento musical que revolucionou a história cultural do Brasil em fins da década de 1960. Seus trabalhos para a tevê envolvem a série Música Brasileira, exibida pelo canal Multishow.
Lírio Ferreira: diretor dos documentários Cartola – Música para os Olhos (2007) e O Homem que Engarrafava Nuvens (2009), sobre o “doutor do baião” Humberto Teixeira, eleito melhor filme documentário no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro de 2011. Entre os seus trabalhos ficcionais, destacam-se Baile Perfumado e Árido Movie.
Coordenação: Profa. Dra. Tânia Montoro – Doutora em cinema e televisão pela Universidad Autónoma de Barcelona, com pós-doutoramento em cinema pela UFRJ. Professora e pesquisadora da Faculdade de Comunicação da UnB, vice-coordenadora da linha de pesquisa em Imagem e Som do programa de mestrado e doutorado. Publicou diversos livros e artigos sobre cinema, televisão e cultura contemporânea. Realizadora de audiovisual, participa constantemente de júris, mostras e equipes de seleção de festivais internacionais de cinema. Membro da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema – Socine. Coordenadora da pesquisa Imagens – Construções, Representações e Imaginários, pelo CNPq.
Assistente: Mike Peixoto, doutorando em cinema pela UnB, professor de Teoria e Estética do Audiovisual e pesquisador na área de autoria cinematográfica.
OFICINAS
OFICINA INTEGRADA DE CINEMA
Roteiro, com Marcus Aurelius Pimenta (jornalista, escritor e roteirista)
Direção, com Jorge Bodanzky (diretor de cinema)
Trilha Sonora no Cinema, com David Tygel (músico, cantor, compositor, arranjador e professor de Trilha Sonora)
Finalização Digital, com José Rubens Hirsch (montador e diretor de cinema)
A Oficina Integrada tem como objetivo produzir filmes que tenham sido originados e finalizados durante a semana de aulas. Cada professor disporá de vinte horas/aula com suas turmas, tendo o roteiro como ponto de partida. Após a conclusão dos roteiros, essas peças serão gravadas pelos alunos de direção no penúltimo dia de aula, momento que coincidirá com a preparação das trilhas, a cargo de outros alunos.
Na primeira metade do último dia, os filmes serão finalizados digitalmente e os “trilheiros” checarão as suas composições já sincronizadas aos filmes. Ao final, está prevista a exibição do filme com a devida execução das trilhas ao vivo, o que motivará a avaliação conjunta de roteiros, direção, trilha, finalização digital e dos trabalhos realizados em cada oficina.
OFICINA DE ROTEIRO, com Marcus Aurelius Pimenta
18 a 22 de setembro, 9h às 12h30
Apresentação geral. Explicações sobre formatação e peculiaridades da escrita para roteiro. Orientação sobre bibliografia básica. Na segunda parte da oficina, os alunos começarão a desenvolver os argumentos, que podem ser tanto de ficção quanto de documentário ou docudrama.
Finalização dos argumentos e início da redação dos roteiros. Escolha dos projetos a serem filmados.
Finalização dos projetos escolhidos e desenvolvimento dos roteiros iniciados no dia anterior. Exposição e discussão do projeto de cada participante e evolução do texto.
Debate e desenvolvimento dos projetos individuais. Produção do texto.
Finalização dos roteiros.
Vagas: 25 alunos.
Público-alvo: estudantes e profissionais de audiovisual.
Marcus Aurelius Pimenta – escritor e roteirista, é jornalista de formação, autor de quinze livros, todos escritos em parceria com José Roberto Torero. Na área de audiovisual produziu roteiros de animação e para cinema. Ainda escreveu documentários, programas educativos e séries dramáticas para as emissoras de televisão Globo, SBT, Record, Futura, Discovery Kids, Espn, GNT e HBO.
OFICINA DE DIREÇÃO, com Jorge Bodanzky.
19 a 22 de setembro, 14h30 às 18h
Neste breve curso, o cineasta vai discutir as funções de um diretor de cinema a partir da análise de filmes. Noções de fotografia, iluminação e som. As diferentes linguagens cinematográficas: documentário, docudrama e ficção. O cinema nas novas mídias: Internet, WebTV, smartfones etc. A questão da imagem no universo audiovisual a partir de exemplos diversos. Suporte para a realização dos exercícios práticos na integração das oficinas.
Vagas: 25 alunos
Público-alvo: estudantes e profissionais de audiovisual.
Jorge Bodanzky – estudou arquitetura na UNB. Formado em cinema pela Escola de Design de Ulm, na Alemanha, iniciou sua carreira como fotógrafo, chegando a trabalhar na revista Realidade e no Jornal da Tarde. Tanto sua estreia como diretor de cinema quanto sua ligação com a Amazônia se deram na década de 70, com Iracema – uma transa amazônica. Esse premiado documentário ficcional abriu caminho para uma carreira que inclui mais de dez longas e dezenas de documentários para as TVs brasileira, alemã, francesa e italiana, como diretor, fotógrafo e produtor. Sua passagem para a Internet se deu a partir de um CD-Rom sobre a Amazônia, encomendado pelo governo brasileiro para ser apresentado aos integrantes da reunião do G-7, na Alemanha, em 1997. Além disso, produziu ainda CD-ROMs para a Rio Filme sobre o Cinema Brasileiro dos Anos 60 e para o Arquivo Nacional sobre o Rio 500 anos (O Rio de Janeiro no século XVI). Atualmente, é Coordenador da TV Navegar .
OFICINA DE TRILHA SONORA NO CINEMA, com David Tygel
19 a 22 de setembro, 14h30 às 18h
A oficina é voltada para músicos estudantes e profissionais, sejam eles alunos de cinema ou apenas interessados. Para participar das atividades, devem levar os seus próprios instrumentos, como baixo acústico e/ou elétrico, bateria, teclado, percussões, sopro (sax, trompete, trombone, flauta, clarinete, oboé) ou cordas (violão, guitarra) ou corda clássica (violino, violoncelo). Haverá espaço para DJ também.
Vagas: 12 músicos, sendo 1 para DJ, 1 baixo acústico e/ou elétrico, 1 bateria, 1 teclado, 1 percussão, 1 sax, 1 trompete ou trombone, 1 flauta, 1 oboé, 1 violão, 1 guitarra e 1 violino ou violoncelo.
Público-alvo: músicos
David Tygel – músico, cantor, compositor, arranjador e professor de Trilha Sonora para o Cinema em diversas universidades do país. Ministrou cursos na PUC-Rio, no Conservatório Brasileiro de Música, na EICTV de Cuba, no Instituto MEIA de Cabo Verde, entre outros. É fundador e integrante do grupo Boca Livre, ganhador de cinco kikitos de Trilha Sonora de Gramado, dois Candangos em Brasília e de prêmios internacionais como em Gijón, na Espanha. Entre seus filmes destacam-se O Homem Nu, Apolonio Brasil, de Hugo Carvana; O Homem da Capa Preta, Lamarca, Quase Nada e A Child From The South, de Sergio Rezende; Dois Perdidos Numa Noite Suja e Quem Matou Pixote, de José Joffily; Leila Diniz e For All, de Luiz Carlos Lacerda e Buza Ferraz.
OFICINA DE FINALIZAÇÃO DIGITAL, com José Rubens Hirsch
19 a 22 de setembro, 14h30 às 18h
Durante as aulas serão abordadas as técnicas de edição, finalização, masterização e adaptação para Color Grading no ambiente digital. Serão abordados temas como montagem integrada, conceito de montagem, diferença entre montagem e edição, visualização da linguagem cinematográfica, roteiro versus montagem. Entre os trabalhos práticos, estão seleção e organização do material, montagem de um curta-metragem e visionamento de trabalhos realizados pelo professor. Com relação à finalização digital, serão abordados: set, conformação para colorimetria, efeitos, créditos e composição, som e exibição.
Vagas: 15 alunos.
Público-alvo: editores de vídeos ou interessados em finalização digital com alguma experiência na área.
José Rubens Hirsch – montador e diretor, iniciou sua carreira nas maiores empresas de publicidade do país. Na área cinematográfica, foi responsável pela montagem de longas como Tieta e Ouro Negro. Montou mais de 2.500 comerciais, inúmeros longas e documentários. Entre os trabalhos mais conhecidos destacam-se o longa Barrela, O inspetor Faustão e o malandro, e o documentário Todos os Corações do Mundo sobre a copa do mundo de 1994. Também dirigiu comerciais e vídeos empresariais, trabalhando para empresas como Souza Cruz, Coca-Cola, Ford, Sensodine, entre outras.
PROGRAMAÇÃO FILMES
FILME DE ABERTURA
REVELANDO SEBASTIÃO SALGADO – Documentário, cor, digital, 75min, RJ, 2013
Direção Betse de Paula
Primeiro documentário brasileiro sobre um dos mais importantes e respeitados fotógrafos contemporâneos, reconhecido por seu estilo único de fotografar. Dirigido por Betse de Paula, que também assina o roteiro em parceria com Juliano Salgado, o documentário, que tem direção de fotografia de Jacques Cheuiche e trilha sonora de Naná Vasconcelos, busca entender e revelar o universo e a personalidade do fotógrafo Sebastião Salgado, que saiu de uma pequena cidade no interior de Minas Gerais e ganhou o mundo. O filme tem como fio condutor uma entrevista realizada em fevereiro de 2012, em Paris, onde o fotógrafo vive. Durante a conversa, foram abordadas questões como o início de sua carreira como fotógrafo, a importância do fotojornalismo – ele conta histórias de coberturas importantes, como a célebre foto do atentado ao presidente Reagan -, a mudança para Paris, a utilização do preto e branco como suporte preferencial, a escolha dos temas, a transição para o digital e, finalmente, como é ser um dos principais fotógrafos do mundo. No estúdio do artista, foram registradas diversas etapas de seu processo criativo, desde o envolvimento com as pessoas retratadas até a imersão no universo a ser revelado.
Elenco Sebastião Salgado
Produção Executiva Patrícia Chamon
Roteiro Betse de Paula e Juliano Salgado
Fotografia Jacques Cheuiche, abc.
Montagem Dominique Pâris
Som Virgínia Flores
Direção de Arte Flávio Soares
Trilha Sonora Naná Vasconcelos
Música Original documentário
Produtora BPP Produções Audiovisuais
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: LIVRE
Betse de Paula – diretora e roteirista dos longas-metragens Vendo ou Alugo (estreia 2013), Celeste & Estrela (2005) e O Casamento de Louise (2001); e dos curtas The Book is on the Table (1999), Leo 1313 (1997), Feliz Aniversário Urbana (1996), Por Dúvida das Vias (1988) e S.O.S. Brunet (1986), pelos quais recebeu diversos prêmios, entre os quais destacam-se o de Comendador da Ordem do Mérito Cultural do Distrito Federal e o título honorífico de Embaixadora de Brasília. Em televisão, escreveu, produziu e dirigiu cinco programas para a série Retratos Brasileiros, no Canal Brasil: Zelito Viana (1999), Mário Carneiro (2005), Helena Solberg (2009), Mariza Leão (2010) e Miguel Faria (2011); oito programas para a série Estação Ciência, exibida na TVE; dirigiu a novela Amazônia – Parte II, na Rede Manchete, ao lado de Tizuka Yamasaki (1992), o curta de animação As Andanças de Nosso Senhor Sobre a Terra (2005), premiado pelo MinC/TVE, e cinco programas para a série Imagens da História, exibidos pela TVE em 2008.
Contato: Betse de Paula – (21) 8101-9652
betsedepaula@gmail.com – www.auroracine.net
BPP Produções Audiovisuais – (21) 2512-9543
auroracinematografica@gmail.com – http://www.auroracine.net/
FILMES SELECIONADOS
MOSTRA COMPETITIVA DE FILMES DE LONGA-METRAGEM DE FICÇÃO
A ESTRADA 47 (A MONTANHA) – Ficção, cor, 35mm,106min, RJ, 2013
Direção Vicente Ferraz
Durante a 2ª Guerra Mundial, no sopé de uma montanha na Itália, uma esquadra de “caçadores” de minas da Força Expedicionária Brasileira sofre um ataque de pânico e acaba se perdendo em plena “Terra de Ninguém”. Desesperados, com frio, fome e sede, os despreparados pracinhas têm como opção enfrentar a Corte Marcial ou encarar novamente o inimigo. É então que os remanescentes do grupo decidem rumar para outro ousado objetivo militar: desarmar o campo minado mais temido da Itália. No caminho acabam encontrando outros desertores: um soldado Italiano arrependido e um oficial alemão cansado da guerra. Com a inesperada ajuda dos inimigos, os pracinhas conseguem realizar uma das mais impossíveis façanhas já imaginadas em todo o conflito.
Elenco Daniel de Oliveira, Júlio Andrade, Sérgio Rubini, Richard Sammel, Francisco Gaspar, Thogum Teixeira e Ivo Canelas
Ator principal Daniel de Oliveira, Júlio Andrade, Sérgio Rubini, Richard Sammel, Francisco Gaspar, Thogum Teixeira e Ivo Canelas
Produção executiva Matias Mariani e Isabel Martinez
Roteiro Vicente Ferraz
Fotografia Carlos Arango de Montis
Montagem Mair Tavares
Som Vasco Pedroso
Direção de arte Sérgio Tribastone
Cenografia Salvatore Saito
Figurino Elizabetta Antico
Trilha sonora Luiz Avellar
Música original Luiz Avellar
Produtora Três Mundos Produções e Primo Filmes
Vicente Ferraz – Dirigiu vários curtas e documentários no Brasil e na América Latina. Entre seus principais trabalhos estão Carrera Contra el Tiempo (1989) e Perdidos en el Camino (1991) que participaram em diversos festivais internacionais. Seu primeiro longa-metragem, o documentário Soy Cuba, O Mamute Siberiano (2005), foi premiado nos Festivais de Gramado, Recife, Guadalajara, Lima, Chicago e da Seminci – Valladolid. Foi o único representante do Brasil no Festival de Sundance 2005 e participou na seleção oficial do IDFA, Holanda. Foi comercializado para mais de vinte países. Em 2007 foi convidado para dirigir um dos episódios do longa O Estado do Mundo, exibido na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes. Em 2010 participou do festival É Tudo Verdade com o documentário Arquitetos do Poder (2010) codirigido com Alessandra Alde e finalizou o longa de O Último Comandante, codirigido com Isabel Martínez. A Estrada 47 (A Montanha) é uma coprodução entre o Brasil, Itália e Portugal.
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 12 ANOS
AVANTI POPOLO – Ficção, cor, digital, 72min, SP, 2012
Direção Michael Wahrmann
Após separar-se da sua esposa, André volta a morar com o pai. O reencontro dos dois revela uma relação difícil e distante, em função do desaparecimento do outro filho, 30 anos atrás, na época da ditadura militar brasileira. O pai vive uma vida de espera e reclusão, amarrado afetivamente apenas à sua cachorra, Baleia. Ele passa o dia brincando com a cadela, que está mais concentrada nos acontecimentos da rua do que no seu dono. Com a intenção de se aproximar do pai, André descobre uns velhos rolos de Super-8mm, filmados pelo irmão antes dele desaparecer. Essas antigas imagens em película aparecem ao longo do filme, alimentando o espectador com indícios da história familiar e da presença fantasmagórica do irmão ausente. André projeta para o pai o último filme do irmão antes de desaparecer. Ainda que emocionante, a tentativa fracassa, pois o pai se recusa a rever o seu passado. “Eu não vejo mais nada, está tudo cinza” repete o pai para André.
Elenco Carlos Reichenbach, André Gatti, Marcos Bertoni, Eduardo Valente, Paulo Rigazzi, Maria da Penha Guimarães, Julio Martí e Michael Wahrmann
Atores principais Carlos Reichenbach e André Gatti
Ator coadjuvante Marcos Bertoni
Atriz coadjuvante Maria da Penha
Produção executiva Renata Moura e Maria Ionescu
Roteiro Michael Wahrmann
Fotografia Rodrigo Pastoriza
Montagem Ricardo Alves Jr. e Fellipe Barbosa
Som Fernando Russo (Som Direto), Daniel Turini e Fernando Henna (Desenho de Som)
Direção de arte Ana Paula Cardoso
Cenografia Ana Paula Cardoso
Figurino Ana Paula Cardoso
Trilha sonora Michael Wahrmann
Produtora Dezenove Som e Imagens /Coprodução: Sancho Filmes
Michael Wahrmann – É diretor, roteirista, editor. Uruguaio-israelense, radicado em São Paulo desde 2004, trabalha com Arte e Fotografia desde 2000. Em 2007, graduou-se em Cinema pela FAAP. Em 2009, fundou a Sancho Filmes. Avós, seu primeiro curta, teve sua estreia no 60º Festival Internacional de Cinema de Berlim e recebeu mais de 40 prêmios no Brasil e no exterior. Seu segundo curta Oma (2011) recebeu o prêmio de melhor curta-metragem no Festival Internacional de Cinema de Las Palmas (Espanha), entre outros. Atualmente é professor de direção na AIC de São Paulo e está desenvolvendo seu segundo longa, Rosa F.C.. Avanti Popolo é seu primeiro.
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: LIVRE
DEPOIS DA CHUVA – Ficção, cor, digital, 90min, BA, 2013
Direção Cláudio Marques e Marília Hughes
Salvador, Bahia, 1984. Após vinte anos de ditadura, a população vai às ruas exigir a volta das eleições diretas para Presidente da República. Esse será um ano de transformação para o país e para o jovem Caio!
Elenco Pedro Maia, Sophia Corral, Aicha Marques, Talis Castro, Paula Carneiro, Matheus Dantas, Zeca de Abreu, Victor Corujeira, Ricardo Pisani e Bertho Filho
Ator principal Pedro Maia
Atriz principal Sophia Corral
Atores coadjuvantes Talis Castro, Victor Corujeira e Ricardo Pisani
Atrizes coadjuvantes Aicha Marques, Paula Carneiro e Zeca de Abreu
Produção executiva Cláudio Marques e Marília Hughes
Roteiro Cláudio Marques
Fotografia Ivo Lopes
Montagem Cláudio Marques
Som Guile Martins
Direção de arte Anita Dominoni
Cenografia Anita Dominoni
Figurino Anita Dominoni
Música original Matheus Dantas
Produtora Coisa de Cinema
Marília Hughes – Formada em Psicologia pela Universidade Federal da Bahia, tornou-se mestre em Cultura Contemporânea e Comunicação. Sócia da empresa Coisa de Cinema – Cinema e Vídeo, onde trabalha desde 2007 como diretora, produtora e montadora. Trabalhou em diversos curtas-metragens premiados. Marília é, ainda, produtora geral do Panorama Internacional Coisa de Cinema desde 2007, festival de cinema internacional que acontece anualmente em Salvador.
Cláudio Marques – Foi editor e crítico do jornal Coisa de Cinema’s durante oito anos (1995-2003). Responsável pela programação da Sala Walter da Silveira e desde 2009 é o principal responsável e programador do Espaço Unibanco de Cinema Glauber Rocha, complexo com quatro salas de cinema no Centro Histórico de Salvador. Fundador e coordenador do Panorama Internacional Coisa de Cinema desde 2003.
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 ANOS
EXILADOS DO VULCÃO – Ficção, cor, 35mm, 125min, RJ, 2013
Direção Paula Gaitán
Ela conseguiu salvar do incêndio uma pilha de fotografias e um diário com frases escritas à mão. Estas palavras e rostos são os únicos rastros deixados pelo homem que ela um dia conheceu e amou. Cruzando montanhas e estradas, ela tenta refazer os passos dele. Os lugares que ela visita carregam pessoas, gestos, lembranças e histórias que, pouco a pouco, se tornam parte de sua vida.
Elenco Vincenzo Amato, Clara Choveaux, Simone Spoladore, Bel Garcia, Lorena Lobato, Maira Senise, Ava Rocha, Bruno Cezario e Daniel Passi
Ator principal Vincenzo Amato
Atriz principal Clara Choveaux
Ator coadjuvante Bruno Cezario
Atriz coadjuvante Bel Garcia
Produção executiva Eryk Rocha e Ailton Franco
Roteiro Rodrigo de Oliveira
Fotografia Inti Briones
Montagem Paula Gaitán, Fabio Andrade e Marina Meliande
Som Edson Secco
Direção de arte Diogo Hayashi
Cenografia Diogo Hayashi
Figurino Maira Senise
Animação Diogo Hayashi
Trilha sonora Dorgas, Edson Secco e Ava Rocha
Música original Dorgas
Produtora Aruak Produções
Paula Gaitán – Cineasta, artista visual, fotógrafa, poeta e professora de cinema, Paula começou a trabalhar com cinema em 1978, como Diretora de Arte no longa A Idade da Terra, de Glauber Rocha. Sua carreira autoral inclui dezenas de documentários, trabalhos em vídeo arte e instalações em diversas exibições coletivas. Entre seus filmes mais importantes estão Uaka (1989/90); Lygiapape (1991); Diário de Sintra (2007); Monsanto (2008), Vida – Maria Gladys (2009) e Agreste (2010), todos premiados em diversos festivais nacionais e internacionais e estiveram em cartaz no circuito nacional. Exilados do Vulcão é seu primeiro longa de ficção.
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 16 ANOS
OS POBRES DIABOS – Ficção, cor, digital, 98min, CE, 2013
Direção Rosemberg Cariry
O Gran Circo Teatro Americano perambula por pequenas cidades e vilas dos sertões, até chegar à cidade de Aracati, onde monta uma peça teatral que narra a chegada de um bandido chamado “Lamparina” ao inferno. Na peça, o inferno está em crise, com milhões de almas condenadas. Lúcifer vê-se obrigado a aliar-se ao capital financeiro internacional. Para complicar as coisas, no cotidiano do circo, acontecem aventuras amorosas e desventuras trágicas, nas quais personagens agem ao modo dos anti-heróis picarescos e populares da literatura de cordel. A grande atração do circo, segredo guardado a sete chaves, é um leão que não se vê. Assim, realidades e fantasias são encadeadas, passado e presente são costurados, em uma narrativa mágica e ficcional que, em muitos aspectos, traduz a difícil situação dos artistas populares e mambembes do Brasil contemporâneo.
Elenco Chico Diaz, Sílvia Buarque, Everaldo Pontes, Gero Camilo, Zezita Matos, Sâmia Bittencourt, Nanego Lira, Georgina de Castro, Reginaldo Batista Ferro, Letícia Sousa Perna e Sávio Ygor Ramos
Atores principais Chico Diaz, Everaldo Pontes e Gero Camilo
Atriz principal Silvia Buarque
Atores coadjuvantes Nanego Lira, Sávio Ygor Ramos e Reginaldo Batista Ferro
Atrizes coadjuvantes Zezita Matos, Sâmia Bittencourt, Georgina de Castro e Letícia Sousa Perna
Produção executiva Bárbara Cariry
Roteiro Rosemberg Cariry
Fotografia Petrus Cariry
Montagem Rosemberg Cariry e Petrus Cariry
Som Yures Viana e Erico Paiva (Sapão)
Direção de arte Sérgio Silveira
Cenografia Sérgio Chaves
Figurino Sérgio Silveira
Trilha sonora Vários
Música original Hérlon Robson
Produtora Cariri Produções Artísticas Ltda
Rosemberg Cariry – Filósofo de formação, cineasta, nasceu em Farias Brito, Ceará, em 1953. Começou sua carreira cinematográfica em 1975, com documentários de curta metragem sobre manifestações culturais e histórias do povo brasileiro. Realizou os longas Os Pobres Diabos (2013) Folia de Reis (2012); Cego Aderaldo – O cantador e o Mito (2012); O Nordeste de Ariano Suassuna – Ceará (2012); Siri-Ará (2008); Patativa do Assaré, Ave Poesia (2007); Cine Tapuia (2006); Lua Cambará – Nas Escadarias do Palácio (2002); Juazeiro – A Nova Jerusalém (1999); Corisco e Dadá (1996); A Saga do Guerreiro Alumioso (1993); O Caldeirão do Santa Cruz do Deserto (1986).
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 ANOS
RIOCORRENTE – Ficção, cor, digital, 79min, SP, 2013
Direção Paulo Sacramento
Marcelo é jornalista. Carlos é um ex-ladrão de automóveis. Renata é uma mulher dividida entre dois relacionamentos tão diversos quanto seus desejos. Exu é o porvir.
Elenco Lee Taylor, Simone Iliescu, Roberto Audio e Vinícius dos Anjos
Ator principal Lee Taylor
Atriz principal Simone Iliescu
Atores coadjuvantes Roberto Audio e Vinícius dos Anjos
Produção executiva Clarissa Knoll, Pablo Torrecillas e Paulo Sacramento
Roteiro Paulo Sacramento
Fotografia Aloysio Raulino
Montagem Idê Lacreta e Paulo Sacramento
Som Thiago Bittencourt, Ricardo Reis e Armando Torres Jr
Direção de arte Akira Goto
Cenografia Akira Goto
Figurino Melina Schleder
Animação Lobo/Vetor Zero
Trilha sonora Paulo Beto
Música original Paulo Beto
Produtora Olhos de Cão Produções Cinematográficas
Paulo Sacramento – Formado em Comunicação Social com habilitação em Cinema pela ECA/USP. Dirigiu, produziu e montou os curtas Ave (1992) e Juvenília (1994), o documentário de longa-metragem O Prisioneiro da Grade de Ferro (auto-retratos) (2003) e o longa-metragem de ficção Riocorrente (2013). Produziu e montou os filmes Amarelo Manga, A Concepção e Encarnação do Demônio. Montou Tônica Dominante, Cronicamente Inviável, Quanto Vale ou é por Quilo?, Querô, Chega de Saudade, É Proibido Fumar e Meu País. Produziu o documentário O Aborto dos Outros. Foi presidente da ABD-SP, lecionou Montagem Cinematográfica na ECA/USP e atualmente integra o conselho consultor da Cinemateca Brasileira. Participou inúmeras vezes do Festival de Brasília, tendo recebido neste festival como produtor o prêmio de Melhor Filme de longa-metragem por Amarelo Manga e como técnico os prêmios de Melhor Montagem pelos longas Amarelo Manga, A Concepção, É Proibido Fumar e Meu País, além de diversos curtas-metragens.
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA 14 ANOS
MOSTRA COMPETITIVA DE FILMES DE LONGA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO
A ARTE DO RENASCIMENTO – UMA CINEBIOGRAFIA DE SILVIO TENDLER – Documentário, cor, digital, 72min, RJ, 2013
Direção: Noilton Nunes
Em 2010, Silvio Tendler, um dos mais importantes documentaristas da atualidade, sofreu uma grave doença que o deixou tetraplégico. Após delicada operação na medula, ele foi pacientemente recuperando suas forças, sua vontade viver e de criar. O filme acompanha toda esta trajetória, desde seus primeiros passos com o aparelho “andador”, pelo calçadão de Copacabana e depois o segue na sua cadeira motorizada, documentando o que ele conta sobre sua vida e obra. Silvio, um cineasta que cresceu espremido entre os deuses do Cinema Novo e os diabos da ditadura militar, nos oferece seu belo exemplo de perseverança, de ser humano que sabe o quanto vale a existência humana e nos lembra o que significa Utopia.
Elenco Silvio Tendler, Sergio Santeiro e Sergio Péo
Produção executiva Pedro Sol, Regina Abreu e Luís Alencar
Roteiro Noilton Nunes
Fotografia Vladimir Seixas, Noilton Nunes, Vitor Foguel e Silvania Azevedo
Montagem Luciana Lima
Som Silvania Azevedo
Direção de arte Fabiana Fersasi
Cenografia Fabiana Fersasi
Figurino Fabiana Fersasi
Animação Bruno Chaudiere
Trilha sonora Noilton Nunes
Produtora Imagine Filmes
Noilton Nunes – Diretor, roteirista, diretor de fotografia, montador e produtor. Foi Presidente da Associação Brasileira de Documentaristas 78-80. Professor de cinema – Criador dos projetos Que Filme é Esse – O Cineasta do Mês – Caravanas Euclidianas e das novelas interativas Tela Nossa e O Amor por Princípio. Produziu os longas Ladrões de Cinema (1977), de Fernando Campos, e Na Boca do Mundo (1979), de Antônio Pitanga. Realizou os filmes Leucemia – O Filme da Anistia (1978), premiado pela Federação Nacional de Cine Clubes e pela Jornada Internacional de Cinema da Bahia; O Rei da Vela (1983), codireção com Jose Celso Martinez, premiado com 3 Kikitos no Festival de Gramado; Caderneta de Campo (1983); Daime Santa Maria (1982); A Batalha da Ancinav; Em Busca da Terra Sem Veneno (2011); Por um mundo mais humano(2011); Memórias de Pedra, Cal e Humanidades (2013). Atualmente prepara Sigilo Eterno, coprodução cinematográfica brasileiro-portuguesa, sobre jovens nascidos para o Cinema na década de 70, no Brasil e em Portugal.
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: LIVRE
HEREROS ANGOLA – Documentário, cor, digital, 99min, BA, 2013
Direção Sergio Guerra
Documentário sobre o grupo étnico do mesmo nome. Habitantes das terras do sudoeste de Angola, África, e provenientes dos povos bantos, os hereros são donos de uma tradição ancestral que é passada oralmente de pais para filhos. O filme mostra o conhecimento vivo destes povos, em constante movimento: do nascimento à morte, atravessando os mais importantes aspectos da ancestralidade, que mantêm essa milenar cultura de pé e ganha novos sentidos através da câmera cinematográfica.
Produção executiva Sergio Guerra
Roteiro Marcelo Luna
Fotografia Hamilton Oliveira
Montagem Mariana Valença
Som Napoleão Cunha
Direção de arte Renato Barreto
Animação Renato Barreto
Trilha sonora Bira Marques
Música original Bira Marques
Produtora Maianga Filmes
Sergio Guerra – Fotógrafo, publicitário e produtor cultural. Nasceu em Recife, em 1961, morou no Rio de Janeiro e em São Paulo. Após 10 anos trabalhando em diversas agências de propaganda baianas, em 1991, funda a Link Comunicação e Propaganda, da qual foi sócio-diretor por 13 anos. Em 1997, foi para Angola, a convite do governo angolano, desenvolver um programa de comunicação para o país. Em 2000, funda a Maianga Produções Culturais, em Salvador, que em 2003 também aporta em Angola. Presidente da M’Link de Angola, em suas constantes viagens pelo país africano, tornou-se o único fotógrafo estrangeiro a registrar todas as províncias angolanas ainda em tempos de Guerra. Autor de um acervo de aproximadamente 120 mil fotos espalhadas mundo afora, entre painéis e publicações de outros autores, já publicou sete livros que retratam o povo e as belezas de Angola e realizou grandes exposições fotográficas no Brasil, África e Europa. Em abril de 2012, recebeu o título de Cidadão Baiano, como reconhecimento aos serviços prestados à Bahia.
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 16 ANOS
MORRO DOS PRAZERES – Documentário, cor, digital, 90min, RJ, 2013
Direção Maria Augusta Ramos
Uma crônica documental sobre o dia-a-dia de uma comunidade do Rio de Janeiro um ano depois da instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Durante quatro meses, entre abril e julho de 2012, a cineasta e sua equipe acompanharam o cotidiano da favela que dá nome ao filme, em Santa Teresa, observando o processo de pacificação a partir do ponto de vista de seus protagonistas: de um lado, os moradores da comunidade, que experimentam uma nova rotina a partir da expulsão do tráfico de drogas, e de outro, os policiais, que representam a presença da lei em um espaço até então marcado por sua ausência. Morro dos Prazeres testemunha os esforços para o estabelecimento de um diálogo entre sociedade civil e Estado e a tentativa de construção de uma nova noção de cidadania. Ao lado de Justiça (2004) e Juízo (2007), longas-metragens anteriores de Maria Augusta Ramos, o filme forma uma trilogia em torno dos sentidos de lei para os cidadãos e para os sujeitos encarregados de fazê-la valer.
Produção executiva Sylvia Baan, Maria Augusta Ramos, Eduardo Ades e Daniela Santos
Roteiro Maria Augusta Ramos
Fotografia Guy Gonçalves e Leo Bittencourt
Montagem Karen Akerman
Som Felippe Mussel
Produtora Nofoco Filmes Produções Cinematográficas Ltda.
Maria Augusta Ramos – Diretora de cinema reconhecida e premiada internacionalmente. Seu filme DESI (2000) recebeu o Prêmio de Público no Festival Internacional de Documentário de Amsterdã e o Bezerro de Ouro, prêmio mais importante do cinema holandês. Justiça (2004) recebeu nove prêmios internacionais, entre eles o Grand Prix no Festival Int. de Cinema Visions du Réel, na Suiça; Grand Prize de melhor filme no Festival Int. de Documentários de Taiwan; Prêmio de melhor filme no Festival Int. de Cinema de Bordeaux, França e no Play-Doc – Festival Int. de Doc.de Tui, Espanha. Juízo (2007) recebeu o prêmio da FIPRESCI (Federação Internacional dos Críticos de Cinema) de melhor filme no Festival Int. de Documentário de Leipzig, na Alemanha, o Grand Prize de melhor filme no One World Int. Documentary Festival em Praga e o Prêmio de Melhor Filme no Watch Docs Int. Film Festival na Polônia.
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 12 ANOS
O MESTRE E O DIVINO – Documentário, cor, digital, 83min, PE, 2013
Direção Tiago Campos
Dois cineastas retratam a vida na aldeia e na missão de Sangradouro, Mato Grosso: Adalbert Heide, um excêntrico missionário Alemão, que logo depois do contato com os índios, em 1957, começa a filmar com sua câmera Super-8; e Divino Tserewahu, jovem cineasta Xavante, que produz filmes para a televisão e festivais de cinema desde os anos 90. Entre cumplicidade, competição, ironia e emoção, eles dão vida aos seus registros históricos, revelando bastidores bem peculiares da catequização indígena no Brasil…
Elenco Adalbert Heide e Divino Tserewahu
Produção executiva Vincent Carelli
Fotografia Ernesto de Carvalho
Montagem Amandine Goisbault
Som Nicolas Hallet
Música original Johann Brehmer
Produtora Vídeo nas Aldeias
Tiago Campos – Cursou antropologia na UnB. Em 2005, começou a trabalhar no Vídeo nas Aldeias, produtora e escola de cinema para povos indígenas no Brasil. Em 2008, correalizou com um de seus alunos o filme Mulheres Xavante sem nome, que ganhou uma menção honrosa no ForumDoc (Festival internacional do filme etnográfico – BH) e foi exibido na mostra competitiva do Documenta Madrid e no “15th Native American Film Festival” (Smithsonian Institute – NY). Como professor de direção e editor, trabalhou, entre outros filmes, no Bicicletas de Nhanderú, ganhador do grande prêmio no FICA – Festival Internacional do Cinema Ambiental e do Cachoeira Doc-BA. O filme também participou do Festival de Göttingen na Alemanha.
Classificação Indicativa Livre
OUTRO SERTÃO
Direção Adriana Jacobsen e Soraia Vilela
Documentário, cor, digital, 73min, ES, 2013
Documentário sobre a estada de João Guimarães Rosa na Alemanha nazista. O filme resgata a experiência do então vice-cônsul em Hamburgo entre 1938 e 1942. Através de imagens de arquivo da época, documentos, testemunhos de pessoas que o conheceram e uma entrevista inédita com o próprio escritor, o documentário revela novos aspectos de sua biografia. Dividido em capítulos – a chegada, o amigo, o diário, o escritor, o diplomata, o alarme e a partida – o documentário rastreia os quatro anos vividos por João Guimarães Rosa em Hamburgo. Imagens e sons, em grande parte feitas por amadores alheios à estética oficial da propaganda nazista, esboçam o cenário no qual ele viveu, desde sua chegada à Alemanha, em 1938, até 1942. Trechos de cartas, contos e anotações em off revelam as impressões pessoais de Guimarães Rosa. Documentos inéditos (alemães e brasileiros) e testemunhos de judeus que fugiram para o Brasil por Hamburgo, bem como de amigos e críticos recriam a experiência do diplomata na Alemanha nazista.
Produção executiva Beatriz Lindenberg
Roteiro Adriana Jacobsen e Soraia Vilela
Fotografia Jacob Solitrenick, Yoliswa Gärtig, Thomas Keller, Roberto Reis, Adrian Cooper, Fernando Coster e Adriana Jacobsen
Montagem Isabela Monteiro de Castro
Som Toninho Muricy, José Louzeiro, Viola Scheuerer, Frederik Schulz, Andreas Haas, Roberto Reis, Tide Borges e Lia Camargo
Trilha sonora O Grivo
Produtora Instituto Marlin Azul
Adriana Jacobsen – Licenciada em Letras na UFES, graduada e mestre em Ciência da Comunicação na Universidade Livre de Berlim. Vive no Brasil e na Alemanha. Trabalha como jornalista e tradutora para organizações e projetos culturais no Brasil e na Alemanha. É graduada em Comunicação Social pela PUC-MG, em Estudos Culturais pela Universidade Humboldt de Berlim, e mestre em cinema pela mesma universidade berlinense.
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA 10 ANOS
PLANO B – Documentário, cor, digital, 84min, DF, 2013
Direção: Getsemane Silva
Em 1967, um filme do Cinema Novo revela os subúrbios pobres de Brasília e termina proibido pelos próprios patrocinadores. Depois de uma projeção surpresa, Joaquim Pedro de Andrade decide esconder a cópia. Passados 45 anos, outra equipe de cinema procura as pistas da produção, da censura e do desaparecimento do filme para entender porque a vanguarda modernista não chegou aos subúrbios e descobrir o que realmente aconteceu com o filme proibido e com a cidade interrompida.
Elenco Jean Claude Berdarnet, Affonso Beato, Joel Barcellos, Edla Van Steen e Iole Freitas
Produção executiva Alisson Machado
Roteiro Getsemane Silva e Santiago Dellape
Fotografia André Carvalheira
Montagem Sergio Azevedo
Som Mauricio Fontelles e Hudson Vasconcelos
Direção de arte Marcia Roth e Marcia Bandeira
Animação Márica Roth
Trilha sonora Chico Correia
Música original Chico Correia
Produtora Olho de Gato Filmes
Getsemane Silva – Produtor e diretor de documentários e programas de TV. Já produziu mais de 30 títulos. Também é pesquisador do documentário contemporâneo e promove as oficinas Miradocs de argumento e narrativa no Distrito Federal e em Pernambuco. Foi bolsista de desenvolvimento de argumento para documentários do DocLab, em Toronto. E m 2005 recebeu o prêmio Wladimir Herzog na categoria documentário. Em 2011, seu projeto Plano B foi um dos selecionados para receber o apoio do IberDoc.
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: LIVRE
MOSTRA COMPETITIVA DE FILMES DE CURTA-METRAGEM DE FICÇÃO
AU REVOIR – Ficção, cor, digital, 20min, PE, 2013
Direção Milena Times
Um corredor estreito separa e une a vida de duas vizinhas.
Elenco Rita Carelli, Gigi Bandler, Nicole Cordery, François Tardieux e Maíra de Maupeou.
Atriz principal Rita Carelli e Gigi Bandler
Atriz coadjuvante Nicole Cordery
Produção executiva Lellye Lima
Roteiro Milena Times
Fotografia Pedro Sotero
Montagem Daniel Bandeira
Som Nicolas Hallet e Simone Dourado
Direção de arte Thales Junqueira
Cenografia Thales Junqueira
Figurino Joana Gatis
Produtora Milena Times
Milena Times – Nasceu no Recife, onde se formou em jornalismo. Após intercâmbio na cidade de Sevilla, onde cursou audiovisual, começou a trabalhar com cinema. Foi produtora do documentário Pacific, de Marcelo Pedroso e assistente de direção de filmes como Mens Sana in Corpore Sano, de Juliano Dornelles, O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho e Tatuagem, de Hilton Lacerda. Au Revoir é sua estreia na direção.
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: LIVRE
FERNANDO QUE GANHOU UM PÁSSARO DO MAR – Ficção, cor, digital, 20min, RJ, 2013
Direção Felipe Bragança e Helvécio Marins Jr.
Fernando divide seu tempo entre um pequeno café e sua casa em uma vila operária na cidade do Porto. Um dia, recebe um presente do Brasil e começa a imaginar o paraíso.
Elenco Fernando Bigodes, Maria Thereza Mello, Ash Ashaninka, Nicolas Bartolo, Papagaio e Nuno Rodrigues.
Ator Principal Ash Ashaninka
Atriz Principal Maria Thereza Mello
Ator Coadjuvante Nicolas Bartolo
Produção executiva Nuno Rodriguez, Helvécio Marins Jr. e Felipe Bragança
Roteiro Felipe Bragança, com a colaboração de Thiago Britto
Fotografia André Cepeda e Guilherme Tostes
Montagem Virginia Primo e Marina Meliande
Som Gustavo Fioravante, Thiago Britto e Vasco Pucarinho
Direção de arte Filipe Pontes
Cenografia Filipe Pontes
Figurino Filipe Pontes e Ash Ashaninka
Produtora Duas Mariola Filmes, Curtas Metragens CRL, Atelier Rio
Felipe Bragança – Cineasta formado pela UFF. Entre 2003 e 2006, dirigiu três curtas apresentados em festivais nacionais e internacionais. Foi diretor-assistente e roteirista de O Céu de Suely, de Karim Ainouz, roteirista de No Meu Lugar, de Eduardo Valente, Alice e de Girimunho. Dirigiu ao lado de Marina Meliande, a Trilogia Coração no Fogo que inclui os longas A Fuga da Mulher Gorila (Locarno) e A Alegria (Cannes) e o média-metragem coletivo Desassossego (Rotterdam). Em 2012, foi artista residente na CalArts, ganhou retrospectiva no Jeu de Paume (Paris) e lançou o web-video Zahy. Em 2013, apresentou o filme-piloto da sua série transmídia para TV /web Claun no Festival de Rotterdam e foi convidado para a residência artística do DAAD (Berlin).
Helvécio Marins Jr – Pós graduado em cinema pela PUC-MG. Seus filmes receberam mais de 50 prêmios nos mais importantes festivais internacionais e brasileiros, como Veneza, Havana, Nantes, Barcelona, Mar Del Plata e Brasília. Foram selecionados e exibidos nos principais eventos de cinema do mundo, como Toronto, Locarno, Veneza, San Sebastian, Roterdã, IDFA, Centre Georges Pompidou e MoMA NY. Além disso, foram comercializados para TVs de diversos países. Em 2012, a Lume lançou nacionalmente a sua coletânea de curtas em DVD. Girimunho, seu primeiro longa, teve sua estreia mundial no 68º Festival de Veneza, onde recebeu o prêmio Interfilm. Foi distribuído comercialmente na França, Alemanha e Espanha, entre outros países. Em julho de 2012, o festival internacional de Vila do Conde, exibiu uma retrospectiva de sua obra.
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 16 ANOS
LIÇÃO DE ESQUI – Ficção, cor, digital, 23min, CE, 2013
Direção Leonardo Mouramateus e Samuel Brasileiro
Neve é água. Água é água.
Elenco Sandio Marçal, Carlos Victor, Leonardo Mouramateus e Bruna Estrela
Ator principal Carlos Victor
Ator coadjuvante Sandio Marçal
Produção executiva Maurício Macedo
Roteiro Leonardo Mouramateus
Fotografia Ivo Lopes Araújo
Montagem Leonardo Mouramateus e Samuel Brasileiro
Som Pedro Diógenes
Direção de arte Dayse Barreto e Thaís de Campos
Figurino Dayse Barreto e Thaís de Campos
Produtora Praia à Noite
Leonardo Mouramateus – Nasceu em 1991, em Fortaleza. É realizador audiovisual e pesquisador de dramaturgia em dança. Dirigiu curtas como Fui à Guerra e não te Chamei (2010), Europa (2011) e Charizard (2012), exibidos e premiados em mostras e festivais no Brasil e no exterior. Charizard ganhou o prêmio de melhor filme na IV Semana dos Realizadores. Mauro em Caiena recebeu o prêmio de melhor curta na 35ª edição do Cinema du Reel, em Paris. É coorganizador da Mostra Percursos do Curso de Cinema e Audiovisual da UFC.
Samuel Brasileiro – Estudante de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Ceará (UFC). Dirigiu, escreveu e montou os curtas Próxima Parada (2010), Ladyjane (2011), Hoje eu acordei com o cheiro do teu perfume (2012), Romance de minha vida (2012). Desenvolve o projeto virtual de vídeos-diários Os Brasileiros Assistem à Televisão Depois do Jantar, selecionado para a oitava edição do Talent Campus Buenos Aires.
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 12 ANOS
SYLVIA – Ficção, cor, digital, 17min18, PR, 2013
Direção Artur Ianckievicz
Sylvia é uma jovem negra que trabalha como camelô. A maior parcela de seu tempo livre é passada em uma academia de boxe, onde Sylvia conhece Nathalia, que se torna sua amiga. A relação das duas sofre um abalo quando circunstâncias colocam as garotas de lados opostos da lei.
Elenco Juliana do Espirito Santo, Daniele Dias, Karén Debértolis e Paulo Castro
Atriz principal Juliana do Espirito Santo
Ator coadjuvante Paulo Castro
Atriz coadjuvante Daniele Dias
Produção executiva Bruno Gehring
Roteiro Artur Ianckievicz
Fotografia Guilherme Gerais
Montagem Artur Ianckievicz
Som Bruno Bergamo
Direção de arte Felipe Augusto Almeida de Oliveira
Cenografia Felipe Augusto Almeida de Oliveira
Figurino Nélio Pinheiro
Animação Vinícius Leite
Trilha sonora Barry White/Lee Mason
Produtora Produtora do Leste
Artur Ianckievicz – Cineasta e jornalista londrinense. Assistente de direção nos curtas Satori Uso(2005), Booker Pittman (2007), Haruo Ohara (2009), Galeria (2010) e Celeste(2011). Assistente de direção, produção e montagem do programa Retratos Brasileiros – Andrea Tonacci (2011).
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: LIVRE
TODOS OS DIAS EM QUE SOU ESTRANGEIRO – Ficção, p/b, 35mm, 20min, RJ, 2013
Direção Eduardo Morotó
Antônio está fora de seu lugar.
Elenco Pedro Gracindo, Miguel Arraes, Pedro Azevedo, Mariana Nunes, Javier Vasques, Aline Vargas e Clarice Lissovsky
Ator principal Miguel Arraes
Ator coadjuvante Pedro Gracindo
Produção executiva Eduardo Morotó
Roteiro Eduardo Morotó
Fotografia Marcelo Martins Santiago
Montagem Eduardo Morotó e Marcelo Martins Santiago
Som Evandro Lima
Direção de arte Junior Paixão
Trilha sonora Pedro Gracindo
Música original Pedro Gracindo
Produtora Pedro Azevedo
Eduardo Morotó – Formado em cinema, seu filme de finalização de curso Mar Exílio, ganhou o Prêmio Revelação 2010 no 21º Festival Internacional de Curtas de São Paulo, onde obteve recursos para rodar um outro projeto, Quando Morremos à Noite. Lançado em 2011, o filme recebeu diversos prêmios, entre eles o de Melhor Curta na 15º Mostra de Cinema de Tiradentes. Foi um dos curtas mais premiados no ano de 2011. Ainda em 2010, participou da oficina de roteiros da 10º edição do Projeto Sal Grosso, iniciativa do Festival Brasileiro de Cinema Universitário, onde teve o seu roteiro Eu Nunca Deveria Ter Voltado escolhido para ser produzido. Rodado em 2011, o filme ganhou os troféus de Melhor Direção, Ator e Trilha Sonora no 45º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 12 ANOS
TREMOR – Ficção, cor, 35mm, 14min, MG, 2013
Direção Ricardo Alves Jr.
Um dia na vida de um homem. Ele procura por sua mulher, ele busca respostas, ele busca vida.
Elenco Elon Rabin, Alexander de Moraes, Claudio Marcio Lima, Silvana Stein e Lira Ribas
Ator principal Elo Rabin
Atriz principal Silvana Stein
Ator coadjuvante Alexander de Moraes
Produção executiva Morgana Rissinger
Roteiro Ricardo Alves Jr. e Diego Hoefel
Fotografia Matheus Rocha
Montagem Frederico Benevides
Som Pablo Lamar
Direção de arte Luana Demange
Cenografia Luana Demange
Figurino Luana Demange
Produtora Entre Filmes Produções Ltda
Ricardo Alves Jr. – É de Belo Horizonte, formado em Cinematográfica pela Universidade Del Cine. Seus trabalhos estão na fronteira entre o cinema e artes plásticas, tendo sido exibidos nos importantes museus Centre Pompidou (Paris) e no Reina Sofia (Madri). Seu último filme, Permanências, teve estreia internacional na competição da Semana da Critica de Cannes 2011. Seu primeiro curta, Material Bruto, recebeu diversos prêmios em festivais nacionais e internacionais. Convite para Jantar com o Camarada Stalin?, seu segundo filme, ganhou melhor curta, direção e fotografia no 40º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Participou de importantes festivais internacionais, tais como Oberhausen, Rotterdam, Karloy Vary, Paris Cinema, Torino e IndieLisboa.
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 ANOS
MOSTRA COMPETITIVA DE FILMES DE CURTA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO
A QUE DEVE A HONRA DA ILUSTRE VISITA ESTE SIMPLES MARQUÊS? – Documentário, cor, digital, 25min, PR, 2013
Direção Rafael Urban e Terence Keller
Max Conradt Jr. guarda a memória de um mundo em sua casa e recebe cada visitante com a mesma indagação: “A que deve a honra de tão ilustre visita este simples marquês?”
Elenco Max Conradt Jr.
Produção executiva Ana Paula Málaga, Rafael Urban e Terence Keller
Roteiro Rafael Urban e Terence Keller
Fotografia Elisandro Dalcin
Montagem Larissa Figueiredo
Som João Menna Barreto
Produtora Tu i Tam Filmes
Rafael Urban – Cineasta, roteirista e produtor. Formado em jornalismo, cursou pós-graduação em História da Arte Moderna e Contemporânea na Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP). Dirigiu os curtas-metragens Ovos de dinossauro na sala de estar, exibido em mais de cem festivais, de vinte e dois países, recebeu vinte prêmios, entre eles o de melhor filme da competição internacional do 66º Festival Internacional de Cinema de Edimburgo. Dirige, ao lado de João Castelo Branco, a produtora Tu i Tam Filmes, em Curitiba. Foi jurado e curador em diferentes mostras e festivais, como o Festival de Cinema de Brasília e Festival Internacional de Cinema da Bienal de Curitiba, além de editor da revista de cinema Juliette. Publicou artigos nas revistas Piauí e Galileu.
Terence Keller – Roteirista e diretor. É graduado em Direito e pós-gradua

