15º FESTCURTASBH RECEBE 2.940 FILMES DE 100 PAÍSES. VEJA OS SELECIONADOS.

SELECIONADOS FESTCURTASBH

Saiu a lista dos filmes selecionados para o Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte de 2013 (www.festcurtasbh.com.br). Ao todo, foram 2.940 inscrições, sendo 2.457 filmes internacionais e 483 brasileiros. Os filmes inscritos são originários de 100 países, incluindo o Brasil, e de 22 estados, mais o Distrito Federal. Esta é uma iniciativa do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Fundação Clóvis Salgado.

Para a 15ª edição do FestCurtasBH, foram aceitos curtas-metragens finalizados em 2012 e 2013 com até 40 minutos de duração, de todos os gêneros – exceto filmes publicitários ou institucionais, finalizados em película 35mm, 16mm ou em qualquer formato digital. Pela primeira vez, o edital previu a submissão online de trabalhos, o que impactou diretamente no recorde de inscrições, sobretudo trabalhos oriundos de outros países.

O FestCurtasBH ainda mantém seu propósito de difundir a produção de curtas-metragens, contribuir para a reflexão sobre os filmes apresentados e incentivar o intercâmbio entre a produção brasileira e internacional. O evento mineiro é considerado um dos mais importantes do calendário audiovisual brasileiro em cinema de curta-metragem. Segundo a Secretária de Estado de Cultura, Eliane Parreiras, “a 15ª edição do FestcurtasBH reforça o compromisso do Governo com o fomento à produção audiovisual e, também, com a permanente inclusão de Minas Gerais na rota da produção internacional”.

Para a Presidente da Fundação Clóvis Salgado, Solanda Steckelberg, o Festival de Curtas de Belo Horizonte está consolidado no calendário oficial brasileiro e internacional de cinema, por movimentar a cadeia criativa e produtiva do setor. “Assim como o FestCurtasBH está conectado com vários países em todo o mundo, movimentando o mercado internacional, ele também valoriza a produção local, por meio da Mostra Competitiva Minas, revelando os novos talentos do audiovisual mineiro”, ressalta a presidente da FCS.

A comissão de seleção foi formada pelos especialistas João Toledo, Marcelo Miranda, Ana Carvalho e Clarisse Alvarenga (Mostra Brasileira) e Úrsula Rosële, Carla Italiano, Luiz Pretti, Ewerton Belico, Vitor Guimarães e Leonardo Amaral (Mostra Internacional), sob a supervisão de Ana Siqueira, coordenadora de programação do FestCurtasBH.

Foram selecionadas produções da Paraíba, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraná, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso e de Santa Catarina. No caso dos filmes internacionais, o Festival exibirá trabalhos do Líbano, Holanda, França, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, Portugal, Suíça, Argentina, Polônia, Alemanha, Grécia, Austrália, Bélgica, Polônia, Bulgária, Sérvia, Suécia, Letônia, Coréia do Sul, Romênia, Etiópia e da Eslováquia.

Diversidade de repertórios – Entre os dias 20 e 29 de setembro, serão exibidas 130 produções – 52 curtas nacionais e 78 internacionais –, no Cine Humberto Mauro e na Sala Juvenal Dias, em sessões gratuitas, além de mostras especiais concebidas por curadores convidados. A diversidade de perfis e de repertórios dos filmes selecionados pode ser percebida pelas grades competitivas: a brasileira contará com 24 curtas, a Internacional com 26 produções, enquanto a Competitiva Minas terá disputa entre 12 títulos. O melhor filme da cada uma destas categorias receberá prêmio em dinheiro, cujo valor será definido pela organização do Festival.

São temáticas globais, que variam desde questões de cultura local à crise econômica mundial. O recorte da produção contemporânea mundial traz países com forte tradição cinematográfica, como França e Estado Unidos, e outros com inserção recente na produção de audiovisual, a exemplo da Letônia e Coreia do Sul. O contraponto se aplica também ao Brasil, com a seleção de filmes de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo e de produções de estados com menos tradição em cinema, como Mato Grosso e Maranhão. A diversidade de origem e a heterogeneidade de gêneros possibilitaram um recorte significativo do panorama mundial do formato.

Para o Gerente de Cinema da Fundação Clóvis Salgado e coordenador geral do FestCurtasBH, Rafael Ciccarini, manter um festival com personalidade não é fácil, é preciso considerar a coerência, sem rótulos. “A questão é como o filme comunica, impacta e impressiona o espectador. Por isso, o Festival foca na experiência do público”, diz Ciccarini.

Além das mostras competitivas, o FestCurtasBH contará com as Mostras Juvenil, Infantil, Maldita e de Animação, com filmes brasileiros e internacionais, e da Mostra Movimentos de Mundo, exclusivamente de filmes internacionais. “Houve um desejo geral de criar uma seleção mais enxuta, o que valoriza ainda mais os filmes selecionados”, argumenta Ana Siqueira, coordenadora de programação do FestCurtasBH.

Exibições em 3D e 4K – Pela primeira vez, o FestCurtasBH exibirá filmes em 3D e 4K, graças às melhorias de infraestrutura realizadas no mais antigo cinema de Belo Horizonte. Contrariando a tendência de extinção dos cinemas de repertório, que acontece nas principais metrópoles brasileiras, o Governo de Minas investiu em tecnologia e transformou o Cine Humberto Mauro em referência no circuito exibidor de Belo Horizonte. As reformas tiveram início em 2012, com a atualização do sistema de som analógico para o dolby digital e a substituição do revestimento acústico. Em julho de 2013, a sala fechou suas portas para mudanças complementares e expressivas: remoção e substituição das cadeiras e do piso, ampliação da cabine de projeção e troca de tela.

Respondendo ao processo de digitalização dos cinemas nos principais centros culturais do mundo, foi implantado um sistema de projeção que permite a exibição de filmes em formato digital DCP (Digital Cinema Package). Essa reforma atende a demanda da DCI (Digital Cinema Initiatives) – empresa independente formada por sete grandes estúdios americanos, dentre eles Warner Bros, Sony Pictures e Universal Studios -, para que o resultado final de projeção esteja em alto padrão de qualidade. Após a implantação desse sistema, o Cine Humberto Mauro poderá exibir filmes em 4k (quatro mil linhas de resolução), e em 3D, inscritos no Festival, além de produções recentes de importantes diretores contemporâneos que estão finalizando seus filmes em DCP, além das obras mais importantes da história do cinema, que estão sendo adaptadas para o novo sistema.

Cine Humberto Mauro – Reconhecido em Minas Gerais pelo seu enfoque em cinema de repertório, o Cine Humberto Mauro, desde 1978, é um reduto de críticos, professores, estudantes, diretores e amantes da arte cinematográfica em geral, sendo referência para a formação e reflexão sobre o tema.

O Cine Humberto Mauro possui trajetória significativa destinada à formação de público: desde sua criação, promove permanentemente mostras temáticas, retrospectivas de cineastas, festivais e lançamentos de filmes, bem como cursos, conferências, debates, palestras, além de seminários relacionados à produção cinematográfica mundial.

O espaço conta, também, com projetos que visam à formação de público (História Permanente do Cinema e Estéticas do Contemporâneo) e o Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte que, em 2013, chegou à sua 15ª edição.

A programação do Cinema também compreende atividades realizadas em parceria, algumas delas já frequentes, como o projeto Curta Circuito (semanal) e as mostras e festivais Indie, Forumdoc – Festival do Filme Documentário e Etnográfico, MostraCine BH, Imagem dos Povos, ARTE.Mov, MOVIDA, MUMIA – Mostra Udigrudi Mundial de Animação e Mostra Cinema e Direitos Humanos. O Cine Humberto Mauro funciona todos os dias da semana com três sessões diárias e oferece entrada gratuita na maior parte de sua programação.

LISTA DOS CURTAS SELECIONADOS:

MOSTRA COMPETITIVA BRASIL
A Anti-performance, de Daniel Lisboa, Brasil/BA
A Onda Traz, o Vento Leva, de Gabriel Mascaro, Brasil/PE
A que Deve a Honra da Ilustre Visita Este Marquês?, de Rafael Urban e Terence Keller, Brasil/PR
A Queima, de Diego Benevides, Brasil/PB
Álbum, de Igor Câmara, Brasil/CE
Animador, de Fernanda Chicolet e Cainan Bladez, Brasil/SP
Bebete e Daniboy, de Ruy Veridiano, Brasil/SP
Lição de Esqui, de Leonardo Mouramateus, Brasil/CE
Master Blaster- Uma Aventura de Hans Lucas na Nebulosa 2907N, de Raul Arthuso, Brasil/SP
Nascemos Hoje, Quando o Céu Estava Carregado de Ferro e Veneno, de Marco Dutra e Juliana Rojas, Brasil/SP
Noite, de Bruno Andrade, Brasil/SC
O Inverno de Zeljka, de Gustavo Beck, Brasil/RJ
O Membro Decaído, de Lucas Sá, Brasil/MA
Pátio, de Alysson Muritiba, Brasil/PR (foto)
Pouco Mais de Um Mês, de André Novais de Oliveira, Brasil/MG
Reconciliados, de Pedro Faissol, Brasil/RJ
Sanã, de Marcos Pimentel, Brasil/MG
Serra do Mar, de Iris Junges, Brasil/SP
Sexta Série, de Cecília Da Fonte, Brasil/PE
Sobrado, de Eduardo Consonni e Rodrigues T. Marques, Brasil/SP
Sue – Turbulenta Aberração, de Camilo Soares e Zizo Lima, Brasil/PE
Terno, de Gabriela Amaral e Luana Demange, Brasil/SP
Tremor, de Ricardo Alves Jr, Brasil/MG
Vende-se Pequi, de André Lopes e João Paulo Kayoli, Brasil/MT

MOSTRA COMPETITIVA MINAS
Alfaiates de Belo Horizonte, de Silvia Batista Godinho e Ana Luisa Santos, Brasil/MG
Aquele Cara, de Dellani Lima, Brasil/MG
Carga Viva, de Débora de Oliveira, Brasil/MG
D’Ouro, de Joana Oliveira, Brasil/MG
Florais Sintéticos, de Dayane de Souza Gomes, Brasil/MG
Macacos Me Mordam, de Sávio Leite, Brasil/MG
Microsieverts, de Rodrigo Carneiro, Brasil/MG
O Curta dos Festivais, de Leo Pyrata, Brasil/MG
Salamaqats, de Andrés Schaffer, Brasil/MG
Urbe, de Rafael Borges, Brasil/MG

MOSTRA COMPETITIVA INTERNACIONAL
A Story for the Modlins, de Sergio Oksman, Espanha
Betoniera, de Liviu Sandulescu, Romênia
Choir Tour, de Edmunds Jansons, Letônia
El Ruido de las Estrellas, de Eduardo Williams, Argentina
Gambozinos, de João Nicolau, Portugal
Ich Habe Getraumt, Dass, de Bastian Gasho, Alemanha
Jurnal #2, de Adina Pintilie, Romênia
L’italie, de Arnold Pasquier, França
La Madre, de Jean-Marie Straub, Alemanha
La Mujer Perseguida, de Jerónimo Quevedo, Argentina
Les Brigands, de Antoine Giorgini, França
Lintu Toiselta Taivaalta, de Katja Lautamatti, Finlândia
O Que Arde Cura, de João Rui Guerra da Mata, Portugal
Os Vivos Também Choram, de Basil Da Cunha, Suíça
Petit Matin, de Christophe Loizillon, França
Prisons, de Clarisse Hahn, França
Que Je Tombe Tout leTemps?, de Eduardo Williams, França
Rhinoceros, de Kevin Jerome Everson, Estados Unidos
Saudade, de Jean-Claude Rousseu, França
Septembre, de Salomé Richard, Bélgica
Soles de Primavera, de Stefan Ivancic, Sérvia
Sound of Silence, de Frida Kempff, Suécia
Tabatô, de João Viana, Portugal
The Name Is Not the Thing Named, de Deborah Stratman, Estados Unidos
Todavia Trabajando, de Esteban Aegüello, Argentina
White Pig, de Kyung-mo Yang, Coreia do Sul

MOVIMENTOS DE MUNDO
A Comunidade, de Salomé Lamas, Portugal
About Ndugu, de Davis Munoz, Espanha
American Capitalism, a Self-Portait, de Thibault Le Texier, França
Eskiper, de Pedro Collantes, Espanha
Gerilla, de Clarisse Hahn, França
L’îledes Étrangers, de JinWoo Lee, França
Maik, de Aline Fischer, Alemanha
PartyIsland, de Neïl Beloufa, França
Rail Blues, de Javier Barbero, Espanha
Rakastan Sinua Kyyneliin, de Jari Kokko, Finlândia
Space In Between, de Noelia Nicolas, Holanda
This Place Does Not Exist, de Nour Ouyda, Líbano
Village Silenced, de Deborah Stratman, Estados Unidos

JUVENTUDE
A Descoberta, de Ernesto Molinero, Brasil/BA
Algumas Mortes, de Lucas Camargo de Barros, Brasil/SP
Alguns Dias Antes e Outros Depois, de Nicolas Thomé Zetune, Brasil/SP
As Ondas, de Miguel Fonseca, Portugal
Auf Das SchöneLeben!, de Marlene Blumert, Alemanha
Blurry Eyes, de Daniel Semanas, Brasil/SP
Capitán, de Vinicius Ferreira, Brasil/PR
Crazy Dennis Tiger, de Jan Soldat, Alemanha
Culebra Jr, de Daniela Delgado, Argentina
Entrecampos, de João Rosas, Portugal
Fui à Capadócia e Lembrei de Você, de Larissa Figueiredo, Brasil/SP
O Melhor Amigo, de Allan Deberton, Brasil/CE
Palim Palim, de Marina Klausere Pia Hellenthal, Suíça
Quinha, de Caroline Oliveira, Brasil/PE
Stolz Des Ostens, de Christoph Wermke, Alemanha
Taglia Corto!, de Filippo Demarchi, Suíça
Torres, de André Guiomar, Portugal
Toucher L’Horizon, de Emma Benestan, França
Schub, de Moritz Kramer, Alemanha
Ufo w Piekarach, de Konrad Aksinowicz, Polônia

INFANTIL
Apocalipse de Verão, de Carolina Durão, Brasil/RJ
Beast, de Constatinos Chaidalis, Grécia
Beerbug, de Ander Mendia, Espanha
Bigeety, de Maurice Huvelin, França
Cabeça de Papelão, de Quiá Rodrigues, Brasil/RJ
Kali, O Pequeno Vampiro, de Regina Pessoa, Portugal
Mbya Mirim, de Ariel Duarte Ortega e Patricia Ferreira, Brasil/PE
Monster Box, de Ludovic Gavillet, França
Nuestra Arma Es Nuestra Lengua, de Cristián Cartier, Argentina
O Menino Peixe, de Eva Randolph, Brasil/RJ
Origami, de Hugo Bailly Desmarchelier, Eric de Melo Bueno, Michael Moreno, Joanne Smithies, Camille Turon, França
Os Irmãos Mai, de Thais Fujinaga, Brasil/SP
Paulina Sin il Culm, de Carla Hitz, Suíça
Pety Pode Tudo, de Anahi Borges, Brasil/SP
Sleight of Hand, de Michael Cusack, Austrália
Strange Wonderful, de Stephanie Swart, Estados Unidos
Us, de Ulrich Totier, França
You Were So Precious, de Mi-Young Baek, França

ANIMAÇÃO
Afternoon, de Izabela Plucinska, Polônia
Äkkiä Viime Kesänä, de Juha Mäki-Jussila, Finlândia
Apodemy, de Katerina Athanaspoulou, Grécia
Astigmatismo, de Nicolai Troshinsky, Espanha
Betty’s Blues, de Rémi Vandenitte, França
Crizalide, de Agathe Bascou, França
Ed., de Gabriel Garcia, Brasil/RS
Father, de Ivan Bogdanov, Veljko Popovic, Moritz Mayerhofer, Asparuh Petrov, Dmitry Yagodin, Rositsa Raleva, Bulgária
La Isla de Los Muertos, de VukJevremovic, Alemanha
Mademoiselle Kiki et Les Montparnos, de Amélie Harrault, França
Maman, de Kévin Manch e Ugo Bienvenu, França
Musical Insects, de Deborah Stratman, Estados Unidos
Narcisse, de Natacha Kantor, França
Norman, de Robb Vervaeke, Bélgica
Pintas, de Marcus Vinicius Vasconcelos, Brasil/SP
The Me Bird, de Gabriel Kempers e Maria Ilka Azêdo, Brasil/RJ
Toto, de Zbigniew Czapla, Polônia

MALDITA
Chigger Ale, de Fanta Ananas, Etiópia
La Bifle, de Jean-Baptiste Saurel, França
O Matador de Ratos, de Arthur Lins, Brasil/PB
Pandy, de Matus Vizár, Eslováquia

Responsável pelo texto: Ariane Lemos

Serviço
15º Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte – FestCurtasBH
Data: 20 a 29 de setembro
Local: Cine Humberto Mauro e Sala Juvenal Dias
Entrada gratuita
Informações: (31) 3236-7400 – festcurtasbh.com.br