COM “A HISTÓRIA DA ETERNIDADE”, PERNAMBUCO VENCE MAIS UM FESTIVAL. DESTA VEZ, O DE VITÓRIA.
“A História da Eternidade”, do pernambucano Camilo Cavalcante, foi o grande vencedor do 21º Festival de Vitória. A ficção levou os prêmios de Melhor Filme, Melhor Direção (longa-metragem) e Melhor Interpretação, este último pela atuação do ator Irandhir Santos. O filme conta três histórias de amor e desejo que revolucionam um pequeno vilarejo no sertão de Pernambuco e a vida de seus moradores. Também foram premiados os longas “Branco Sai. Preto Fica”, de Adirley Queiróz (DF), “Batguano”, de Tavinho Teixeira (PB) e “Entreturnos”, de Edson Ferreira (ES). Os curtas da mostra competitiva nacional competiram em 11 categorias e o troféu de Melhor Filme foi para “O Clube”, de Allan Ribeiro (RJ). (lista completa de prêmios abaixo)
Realizada esta noite (17 de setembro) no histórico Theatro Carlos Gomes, no centro de Vitória, a cerimônia revelou os filmes premiados pelo júri técnico e pelo júri popular. Ao todo, foram distribuídos 28 troféus Marlin Azul e quatro menções honrosas contemplando 21 filmes. Antes da entrega dos prêmios, o público assistiu ao longa “Macunaíma”, de Joaquim Pedro de Andrade, que fez parte da homenagem que o festival prestou este ano ao ator Paulo José.
OS FILMES PREMIADOS
Na Mostra Competitiva Nacional de Longas, além de “A História da Eternidade” foram premiados o híbrido de documentário e ficção “Branco Sai, Preto Fica”, de Adirley Queiroz, com Melhor Roteiro e Melhor Contribuição Artística pelo Desenho Sonoro; e a ficção paraibana “Batguano”, de Tavinho Teixeira, com o Prêmio Especial do Júri. Já o Prêmio do Júri Popular foi o filme capixaba estreante “Entreturnos”, de Edson Ferreira.
Entre os concorrentes da 18ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas, a produção carioca “O Clube”, de Allan Ribeiro, venceu nas categorias Melhor Filme e Melhor Ator, láurea que foi distribuída para o elenco como um todo. A ficção mineira “Quinze” também foi premiada e levou os troféus de Melhor Roteiro, para o diretor e roteirista Maurílio Martins, e de Melhor Atriz para Karine Teles. Duas produções capixabas foram agraciadas com o Troféu Marlin Azul: “A Cor do Fogo e a Cor da Cinza”, de André Félix, recebeu o Prêmio Especial do Júri; e “No Devagar Depressa do Tempo”, de Eliza Capai, ficou com o Prêmio do Júri Popular.
Iniciado na última sexta-feira (12), o Festival de Vitória reuniu cineastas, produtores, atores e jornalistas do Brasil inteiro na capital do Espírito Santo e apresentou uma extensa e variada programação em torno da arte cinematográfica com mostras, debates, lançamentos, oficinas, concursos e homenagens. Ao longo de seis dias, foram cerca de 80 filmes, entre curtas e longas, de 12 estados brasileiros, distribuídos em nove mostras competitivas e paralelas. O evento recebeu um público estimado em 20 mil pessoas.
Uma realização da Galpão Produções e do Instituto Brasil de Cultura e Arte (IBCA), o 21º Festival de Vitória conta com o patrocínio do Ministério da Cultura através da Lei Rouanet, do BNDES, da Petrobras e da Rede Gazeta. São parceiros do evento o Governo do Espírito Santo – por meio de sua Secretaria de Estado da Cultura, o Instituto Sincades, a Prefeitura Municipal de Vitória e o Canal Brasil. O festival conta com o apoio da Link Digital e com patrocínio da Lei Rubem Braga / Prefeitura de Vitória com apoio da ArcelorMittal, e foi contemplado na seleção pública do Programa Petrobras Cultural.
FILMES PREMIADOS – 21º FESTIVAL DE VITÓRIA
MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL DE LONGAS
Troféu Marlin Azul – Melhor Filme: “A História da Eternidade”, de Camilo Cavalcante (PE).
Troféu Marlin Azul – Melhor Direção: Camilo Cavalcante, por “A História da Eternidade” (PE).
Troféu Marlin Azul – Melhor Interpretação: Irandhir Santos, por “A História da Eternidade”, de Camilo Cavalcante (PE).
Troféu Marlin Azul – Melhor Roteiro: Adirley Queirós, por “Branco Sai. Preto Fica”, de Adirley Queiróz (DF).
Troféu Marlin Azul – Contribuição Artística (Desenho de som): “Branco Sai, Preto Fica”, de Adrley Queiróz (DF).
Troféu Marlin Azul – Prêmio Especial do Júri: “Batguano”, de Tavinho Teixeira (PB).
Troféu Marlin Azul – Júri Popular: “Entreturnos”, de Edson Ferreira (ES).
MOSTRA COMPETITIVA NACIONAL DE CURTAS
Troféu Marlin Azul – Melhor Filme: “O Clube”, de Allan Ribeiro (RJ).
Troféu Marlin Azul – Melhor Atriz: Karine Teles, por “Quinze”, de Maurílio Martins (MG).
Troféu Marlin Azul – Melhor ator: o elenco de “O Clube”, de Allan Ribeiro (RJ).
Troféu Marlin Azul – Direção de Arte: Juliano Dornelles, por “Loja de Répteis”, de Pedro Severien (PE).
Troféu Marlin Azul – Montagem: Gabriel Martins, por “Mundo Incrível Remix”, de Gabriel Martins (MG).
Troféu Marlin Azul – Concepção Sonora: Thiago Camargo, por “Viagem na Chuva”, de Wesley Rodrigues (GO).
Troféu Marlin Azul – Roteiro: Maurílio Martins, por “Quinze”, de Maurílio Martins (MG).
Troféu Marlin Azul – Fotografia: Juliane Peixoto e Filipe Acácio, por “O Completo Estranho”, Leonardo Moramateus (CE).
Troféu Marlin Azul – Melhor Direção: Gustavo Vinagre, por “La Llamada” (SP).
Troféu Marlin Azul – Prêmio Especial do Júri: “A Cor do Fogo e a Cor da Cinza”, de André Félix (ES).
Troféu Marlin Azul – Júri Popular: “No Devagar Depressa do Tempo”, de Eliza Capai (ES-SP).
OUTRAS MOSTRAS COMPETITIVAS
Mostra Foco Capixaba
Troféu Marlin Azul – Melhor Filme: “Vitória F.C.”, de Vitor Graize e Igor Pontini
Mostra Quatro Estações
Troféu Marlene: “Canto de Outono”, de André Antônio
Mostra Corsária
Troféu Corsário: “Dia Branco”, de Thiago Ricarte
Troféu Corsário: “O Porto”, de Clarissa Campolina, Julia de Simone, Luiz Pretti e Ricardo Pretti
Troféu Corsário: “Estudo em Vermelho”, de Chico Lacerda
Menção Honrosa: “Multidões”, de Camila Vieira.
Mostra Outros Olhares
Troféu Marlin Azul – Júri Popular: “Mulheres do Congo”, de Sandy Vasconcelos
Festivalzinho de Cinema
Troféu Marlin Azul – Júri Popular: “#Apaixonadinho”, Alexandre Estevanato
Mostra de Animação
Troféu Marlin Azul – Júri Popular: “Guida”, de Rosana Urbes

