MOSTRA DO FILME LIVRE ANUNCIA PROGRAMAÇÃO DE PREMIADOS. TUDO GRÁTIS.

A 14ª Mostra do Filme Livre, vitrine da produção independente do país, está com uma programação eclética e vigorosa no CCBB até dia 25 de maio. Apresentará  200 filmes em curta, média e longa duração. Realizadores de todos os cantos do país estão representados nesta edição, composta por mais de 15 sessões diferentes. Vale conferir. A MFL é Gratuita.

“Um filme livre é o que respeita a gêneses do cinema, inventando sua própria gramática. Lida com fantasmas e rechaça idéias preestabelecidas, encara o abismo e voa para novas dimensões. Um filme livre pode contar uma história, mas nem sempre. Um filme livre é uma alegria em meio ao caos”. Assim é o que define o tipo de produção que compõe esta Mostra de 2015, na visão de seus curadores.

A curadoria feita por Marcelo Ikeda, Chico Serra, Guiwhi Santos, Christian Caselli, Gabriel Sanna e Ricardo Mansur elegeu, nesta edição, os seguintes filmes para receber o Troféu Filme Livre:

Batguano, de Tavinho Teixeira, PB, 2013, 74min;

De Profundis, de Isabela Cribari, PE, 2014, 21 min;

É, de Alexandre Wahrhaftig, Helena Ungaretti e Miguel Antunes Ramos, SP, 2013, 17 min;

Ela Volta na Quinta, de André Novais Oliveira, MG, 2014, 108 min;

Nada É, de Yuri Firmeza, CE, 2014, 34 min;

Nova Dubai, de Gustavo Vinagre, SP, 2014, 50 min;

Pequeno Objeto A, de Daniel Abib, RJ, 2014, 15 min;

Vailamideus, de Ticiana Augusto Lima, CE, 2014, 8 min;

Vistos em Volta, de Thiago Zamprogno, RJ, 2014, 10 min;

Pelo conjunto da obra o Duo Strangloscope - Rafael Schlichting e Cláudia Cárdenas, SC.  por:

Time Gap (11 min), Spinoff (5min) e Nothing to Adjust (7min), e “…………”(9 min) – todos de 2014
Premiados na programação da MFL

De Profundis- Dia 10/05, Domingo,  às 18h, 21 min – Panorama 5–  10 anos

Sinopse: E hoje, tem o quê? Nada! Lá o povo amanhecia e ia para sua ilha. E aqui? Nada! Da riqueza fomos pra pobreza. A gente não cria nada. Achava que aquilo não ia acontecer não. Foi difícil pra todo mundo. Tanto chorava o grande, como o pequeno. Rezando e chorando. Eu vi minha família definhar. Aos pouquinhos, roubaram a gana, a vida. Ela cortou os pulsos. Ela, veneno. Uma colega muito pra frente, 15 Diazepam, aí inchou. Ela, remédio. Ela pulou a torre. Duas vezes. Um amigo: veneno. Após veneno, simplesmente colocou a corda no pescoço e, e, e… Não tem explicação. Cheguei a tomar. 12 envelopes. Cada comprimido 850g. Continuo tomando. Quatro anos. Viciada. Não consigo. Minha irmã tomou, melhora uma, outra adoece. Já é, comigo, o quarto na família. Vamos voltar pra trás para a água levar nós também. Dormir. Morrer.

 

Ela Volta na Quinta – 13/05, quarta-feira, 19h30, 108 min –  Longa Livre 8 – Livre

Sinopse: Alguém partiu, alguém ficou.

 

Batguano –  14/05, quinta-feira, 19h30, 74min – Sessão Longa Livre 9 – 18 anos

Sinopse: Éramos então um só ser duplo vivo transformado com duas cabeças pensando e logo nos tornamos símbolo da perfeição do novo ser em sua máxima evolução e potência e desejo e vontade e expansão e começamos a viajar pelo universo por todas as galáxias divulgando nossa dupla de repentistas punk-rock completos porque a Terra havia ficado pequena demais para nós dois.

NADA É –  16/05, sábado, 17h30, 34 min – Panorama 9 – 10 anos

Sinopse: O tempo no quilombo, nas ruínas, na Festa do Divino, ouvindo as senhoras caixeiras cantarem e tocarem, a ilha do Cajual ali vizinha, onde foram encontrados fósseis de dinossauros e hoje funciona um centro de lançamento de foguetes, um festival de música barroca que aconteceu dentro de uma igreja que só os brancos frequentavam antigamente… Aquele lugar é um mundo de portais, cada um mais fantástico do que o outro.

 

 

 

Time Gapé 16/05, sábado,  16h – Mundo Livre 1 – 14 anos ? Inédito

Sinopse: Atraso, intervalo, espaço. O que o espaço contém de tempo na duração do instantâneo da imagem? Como retratar o tempo retirando-lhe o caráter documental que a imagem sempre produz? A imagem num cinema contemporâneo, não referencial, não é imitação das coisas, mas um intervalo produzido de forma a exibir a natureza mesma da linguagem cinematográfica ao falar sobre o tempo cinema. Time Gap aborda o nascimento da imagem, retomando o negativo fílmico como pele de inscrição para expor e tentar exaurir suas possibilidades de esgarçamento através da tecnologia digital. O filme foi realizado em Detroit, berço da indústria automobilística, cidade ícone do capitalismo americano e que hoje se encontra em profunda decadência.

 

Nova Dubai –  17/05, domingo, às 18h – Panorama 10 – 18 anos

Sinopse: Num bairro de classe média numa cidade do interior do Brasil, a especulação imobiliária ameaça os espaços afetivos da memória de um grupo de amigos. Sua resposta diante dessa iminente transformação é praticar sexo em locais públicos e nessas construções. E o amor? É apenas mais uma construção?

 

 

Nothing to Adjusté  – 23/05, sábado, às 19h30, 7 min – Sexuada 1 – 18 anos

Sinopse: NOTHING TO ADJUST (5-08-2014) Duo Strangloscope (Rafael Schlichting e Cláudia Cárdenas) Processos analógicos e digitais de edição, pele recriada. Dilatar os limites do representável para além do existente, reconstruir o ausente;???????? (fantasia), aparição, ????????? (fantásmata), cópia degrada  distante da essência. A imaginação vai atuar mais fortemente quando estamos distantes do objeto, quando não podemos percebê-lo e temos de imaginá-lo e, por isso, a sua natureza é falseadora, enganadora. O elemento de dubiedade do fantasma, esse ente evanescente.

 

*Sobre a MFL – A Mostra do Filme Livre nasceu no Rio de Janeiro em 2002 pela iniciativa do produtor e diretor de cinema Guilherme Whitaker. A sua principal vocação era a de reunir, num fórum, o cinema independente local. Hoje, continua sendo a única Mostra que acolhe todos os formatos – curtas, médias e longas – com trabalhos alternativos/independentes vindos de todos os cantos do país. Produções, estas, que muitas vezes não precisam de grandes verbas ou de editais. Nos quatro últimos anos a MFL também organizou mostras itinerantes em Brasília e São Paulo. Tornou-se, então, a única vitrine do cinema independente brasileiro. Os organizadores calculam atrair cerca de 10 mil pessoas nesta edição. Ao longo de 12 edições, a MFL exibiu para 47 mil pessoas mais de 2.800 filmes.

Sobre o CCBB São Paulo – Inaugurado em 2001, o CCBB São Paulo busca a diversidade em suas mostras de cinema, que abrangem desde grandes retrospectivas, homenagens e resgates históricos, incluindo cineastas ainda pouco conhecidos do grande público, até movimentos contemporâneos, nacionais e internacionais, em vários formatos e gêneros.  Além disso, apoia iniciativas que  fomentam novos realizadores e formas alternativas de produção e difusão.

 

SERVIÇO                          

14ª Mostra do Filme Livre – MFL 2015

Data: 29 de Abril a 25 de maio

Centro Cultural Banco do Brasil – SP

Cinema (70 lugares) Auditório (30 lugares)

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112, Centro,

Próximo às estações Sé e São Bento do Metrô

(11) 3113-3651 / 11 3113-3652 |

 

Funcionamento: de quarta a segunda, das 9h às 21h.

Horários: consultar programação

Ingressos: entrada franca

Horários da bilheteria: das 9h às 21h

Classificação: consultar programação por sessão

Acesso para pessoas com deficiência: Sim

Patrocínio: Banco do Brasil

Realização: CCBB / Ministério da Cultura

Programação completa:  www.mostralivre.com  / www.bb.com.br/cultura

www.twitter.com/ccbb_sp  /www.facebook.com/ccbbsp

 

Acesso e facilidades para deficientes físicos // Ar-condicionado // Cafeteria Cafezal // Estacionamento conveniado: Estapar Estacionamentos – Rua da Consolação, 228 (Edifícios Zarvos) R$ 15,00 pelo período de 5 horas. Necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB. Transporte gratuito até as proximidades do CCBB – embarque e desembarque na Rua da Consolação, 228 (Edifício Zarvos) e na XV de novembro, esquina com a Rua da Quitanda, a vinte metros da entrada do CCBB.