SIMPÁTICO, “A TRÊS VAMOS LÁ” TEM POUCO A DIZER.
Por Celso Sabadin.
O bom, velho e inesgotável tema do triângulo amoroso volta a seduzir o cinema francês. Claro que ficou difícil superar o assunto depois do clássico “Jules & Jim”, mas sempre haverá novas gerações dispostas a tentar novos olhares para a questão.
Em “A Três Vamos Lá”, o imbróglio (talvez fosse melhor “confusion”?) é vivido pelo veterinário Micha (Félix Moati), casado com a cantora Charlotte (Sophie Verbeeck), e que se envolve com a amante dela, a advogada Mélodie (Anaïs Demoustier, de “Uma Nova Amiga”). Todos belos, charmosos, urbanos e descolados.
O roteirista e diretor Jérôme Bonnell até que explora bem as possibilidades do tema, transitando com desenvoltura pela comédia, pelo suspense, obviamente pelo romance, e também pelo sofrimento que a situação causa em seus protagonistas. Não chega, porém, a surpreender, e o tempo da projeção acaba passando apenas com o leve sabor de um entretenimento sem maiores compromissos. Simpático.
A estreia é nesta quinta, 14 de abril.

