“EU, QUE TE AMEI” ABRE O ANO CINEMATOGRÁFICO.
Por Celso Sabadin.
Estreando em cinemas neste primeiro dia de 2026, o drama “Eu, que te Amei” retrata a conturbada relação de mais de 20 anos de brigas e reconciliações entre os grandes ídolos franceses Yves Montand e Simone Signoret.
Até aí, tudo bem.
Os problemas surgem logo nas cenas iniciais, que mostram os atores Roschdy Zem (que interpreta Montand) e Marina Foïs (no papel de Signoret) saindo de seus camarins e submetendo-se às sessões de maquiagem que tentarão caracterizá-los como os personagens que interpretarão. Pronto! Depois que eu vi a maquiagem sendo feita, nunca mais durante o filme consegui “enxergar” nem Montand, nem Signoret: eu só via Zem e Foïs, o que me distanciou totalmente da história. Mesmo porque tais caracterizações sequer estavam minimamente convincentes, com uma “Signoret” muto mais magra que a original e um “Montand” que em várias cenas ficou mais parecido com o Sr. Spock de Jornada nas Estrelas. Sem as orelhas pontudas, claro.
Tudo bem que, num longa bem feito, caracterizações imprecisas são facilmente esquecíveis quando se tem uma dramaturgia consistente. Num longa bem feito. Quando se tem uma dramaturgia consistente. Não é o caso aqui. “Eu, que te Amei” simplesmente alinhava sem muita destreza nem criatividade uma sucessão de traições de Montand seguidas por uma sucessão de perdões de Signoret. Onde a mulher, como sempre, levará a pior.
O roteiro e a direção são de Diane Kurys
O filme chega ao circuito comercial brasileiro nesta quinta-feira dia 1º de janeiro de 2026, em Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Maceió (AL), Porto Alegre, (RS), Recife (PE), Ribeirão Preto (SP), Rio de Janeiro (RJ), Santos (SP), São Paulo (SP) e Vitória (ES).

