O MELHOR DE “ROCK OF AGES: O FILME” É QUE ELE NÃO SE LEVA A SÉRIO.
Como assim? Mais um filme sobre uma garota interiorana que vai tentar a vida no show business da cidade grande? É possível levar a sério outra história igual a esta? Não. E este é o grande mérito de “Rock of Ages: O Filme” – ele não se leva a sério.
O musical escrito por Chris D´Arienzo e adaptado para o cinema pelo coreógrafo e diretor Adam Shankman conta (outra vez) a história da jovem e ingênua Sherrie (Julianne Hough, que esteve em “Burlesque”) que se muda para Hollywood em busca da fama e da fortuna. Lá chegando, ela conhece Drew (o cantor Diego Boneta, estreando no cinema), que se encanta pela garota e consegue para ela um emprego de garçonete numa casa de shows atolada em dívidas. O caminho para o estrelato parece cada vez mais difícil.
Mas “Rock of Ages” não é o tipo de filme que a gente vai ver por causa do roteiro. O que conta aqui é o bom humor, a paródia e as diversas referências musicais aos anos 80, que certamente serão curtidas com mais intensidade pelos, digamos assim, menos adolescentes. Afinal, não deixa de ser divertido escalar Tom Cruise para viver o papel de um astro decadente do rock, ou Alec Baldwin como um não menos decadente dono de clube noturno. O que conta mesmo é o deliciosamente nostálgico “espírito rock and roll” do filme.
Escrachado, despretensioso e gostoso de ver (e ouvir), “Rock of Ages: O Filme” ainda traz no elenco Paul Giamatti e Catherine Zeta-Jones. Chacoalhe a naftalina e curta.

