“RED 2″, DELICIOSAMENTE INCONSEQUENTE.
Há filmes que nos remetem à infância. Não, nada de Branca de Neve ou coisa parecida. Falo de filmes que nos remetes àquelas velhas brincadeiras de mocinhos contra bandidos, onde tudo era possível dentro dos ilimitados limites da imaginação infantil. Escapadas mirabolantes, tiroteios com munição interminável-, corridas alucinantes, tudo podia acontecer dentro da mente de um grupo de moleques de 9 ou 10 anos.
Foram estas antigas brincadeiras que me vieram mente ao assistir Red 2 – Aposentados e Ainda Mais Perigosos. O filme é a visualização quase palpável do que antes só existia nas mentes infantis. Rajadas maciças de metralhadoras? Basta se abaixar ou se esconder atrás de um objeto qualquer. Os bandidos te encurralaram? Fuja pelo teto. Perseguições pelas ruas? Meu carro sempre corre mais que o seu. Infiltrar-se numa fortaleza inexpugnável? Fique absolutamente irreconhecível apenas trocando de roupa. Verossimilhança? Para com isso! Estamos apenas nos divertindo.
Foi essa gostosa sensação de brincadeira e liberdade de imaginar que me acompanhou durante toda a projeção de Red 2, uma continuação que consegue manter o mesmo pique do filme original. Talvez com uma pitada a menos de humor, e uma dose a mais de violência. O grande mérito do roteiro é assumir o tom cômico, que acaba justificando o excesso de inverossimilhanças, tornando toda a brincadeira mais palatável. Sente-se, claro, a ausência de Morgan Freeman (cujo personagem morreu no primeiro episódio), mas a química entre John Malkovich, Bruce Willis e principalmente Helen Mirren, atores de muitos recursos, continua funcionando bem.
E a história? Para com isso! Estamos apenas nos divertindo.

