MOSTRA COMPETITIVA INTERNACIONAL
Psychonauts - Dir. Niko Radas (Croatia)
Ao deixarem seus hospedeiros humanos, os transtornos mentais assumem formas antropomórficas e encontram novos refúgios.
Ovary-Acting - Dir. Ida Melum (United Kingdom)
Uma mulher de trinta e poucos anos, sobrecarregada, é forçada a decidir se quer ser mãe depois de, inesperadamente, dar à luz seus próprios órgãos reprodutivos no chá de bebê de sua irmã.
Experiences and learning. And parenting. - Dir. Malgorzata Rybak (Poland)
Uma criança cheia de energia chamada “O” é muito curiosa e está sempre ocupada descobrindo o mundo ao seu redor. Apesar de todos os obstáculos, O consegue reunir experiências próprias e adquirir novas habilidades. Será que elas serão úteis?
Pillowzzz - Dir. Moshe (Animoshe) Benavram Akal (Israel)
O filme apresenta a história de Terry, um troll desajeitado e violento, assombrado por seu passado e em busca de redenção para sua alma.
Sulaimani - Dir. Vinnie Ann Bose (France)
Numa noite, Alia e Neena, duas jovens indianas, vão jantar separadamente ao Sulaimani, um restaurante indiano em Paris. A refeição desperta nelas emoções por vezes adormecidas e “libera” memórias que, pouco a pouco, revelam os motivos que as levaram a deixar seu país. Alia já não suportava a cultura tradicional da Índia e vivia em conflito com sua família. Neena decidiu partir para sustentar o marido e os filhos que ficaram na Índia. Embora suas razões sejam diferentes, ambas são tomadas pela mesma nostalgia durante esse jantar, que as aproxima um pouco de casa.
Ziki - Dir. Roberta Palmieri, Olga Sargenti (Italy)
Ziki é um menino congolês que vive em uma aldeia com sua mãe. Um dia, enquanto os dois brincam, Ziki descobre um túnel misterioso que serpenteia sob o chão da cozinha. Curioso, ele decide explorá‑lo, mas, ao caminhar, escorrega e cai até o fundo. Ao atravessar o túnel, ele descobre um mundo marcado pela exploração e pela guerra em sua terra natal.
The Night Boots - Dir. Pierre-Luc Granjon (France)
Enquanto seus pais recebem amigos, uma criança sai de casa no meio da noite e entra no matagal, usando botas de borracha. Lá, uma criatura estranha — curiosa e solitária — o conduz ao coração da floresta para conhecer os seres noturnos que ali vivem e, para não voltar a ficar sozinha, tenta adiar a partida da criança pelo maior tempo possível.
Se quiser, posso ajustar o texto para deixá‑lo mais literário, mais conciso ou mais adequado ao catálogo do festival.
I AM FINE - Dir. Osi Wald (Israel)
Este filme de quatro minutos é uma coleção de entradas de diário animadas criadas entre 2022 e 2025 — um período marcado por protestos contra o governo e pelos horrores de uma guerra em curso.
Por meio de esboços repetidos de situações domésticas em família e imagens abstratas de sonhos, crio bolhas frágeis de sanidade em um mundo que enlouqueceu.
Reunidos, esses fragmentos oferecem um vislumbre profundamente pessoal do que existe por trás da resposta simples: “Estou bem”.
O filme é um projeto pessoal e foi realizado sem qualquer apoio ou financiamento governamental.
Uncovered - Dir. Max Vannienschoot (Canada)
Alyss corre desnuda, exposta ao ambiente e afetada pelos elementos ao seu redor. Sua jornada exaustiva torna‑se um pretexto para refletir sobre uma busca por autenticidade pessoal.
Balconada - Dir. Iva Tokmakchieva (Bulgary)
Em um dia quente de verão, vários vizinhos saem para suas varandas. Quando uma chuva bem‑vinda os desperta do torpor, um deles encontra uma maneira de reconectá‑los uns aos outros — e ao momento presente.
Unlearning Motherhood - Dir. Juliana Erazo Gómez (Colombia/Netherlands)
Unlearning Motherhood é um documentário animado que apresenta histórias dolorosas e fortalecedoras de mulheres com experiências de maternidade não convencionais, acompanhando a jornada de uma personagem fictícia que busca respostas sobre a gravidez.
The Quinta’s Ghost - Dir. James A. Castillo (Spain)
Em 1819, um exausto Francisco de Goya retira‑se para “La Quinta del Sordo” para passar seus últimos dias longe da vida pública e dedicado ao trabalho. Infelizmente, na profunda solidão daquela modesta casa de campo, o pintor adoece gravemente. Mais perto da morte do que nunca, Goya é visitado pelos fantasmas de seu passado. Atormentado por essas aparições e com a saúde em rápida deterioração, ele pinta as Pinturas Negras nas paredes de sua casa como último recurso para expulsar os fantasmas de sua vida — perdendo quase tudo no processo, incluindo a sanidade e quase a própria vida.
A Paper Coffee Cup Story - Dir. Igor Gusev (Russian Federation)
Esta é uma história sobre pessoas criativas e sensíveis. Seus sentimentos são feridos — por amores não correspondidos, incompreensão e solidão — e todas elas acabam em um lugar metafórico (uma enfermaria), onde se encontram, conversam e se recuperam. O garoto reencontra a menina por quem um dia se apaixonou, o poeta finalmente é compreendido e admirado, e a garota já não está mais sozinha. Há também um quarto personagem: uma silhueta fumante, sem sentimentos, capaz apenas de sentir dor física; parece viver em um mundo completamente diferente, sem qualquer espiritualidade.
Laughing and Crying - Dir. Che Tagyamon (Philippines)
Laughing and Crying (Tumatawa, Umiiyak) é um curta‑metragem animado sobre a lembrança de um homem a respeito de uma tarde passada com seu avô. Juntos, eles percorrem o antigo bairro onde moravam e seguem até a cidade, encarregados de colher flores para a escola. No caminho, brincam para passar o tempo e suportar o calor da tarde.
My home is your home - Dir. Joan Mayorga (Colombia)
Um novo habitante ameaça o lar de Magdaleno e de seu filho Sinú. Sua chegada traz mudanças que podem destruir para sempre o modo de vida deles. Conseguirão encontrar uma forma de coexistir nas profundezas do rio Magdalena?
Once in a body - Dir. Luce Grosjean (Colombia)
A trama segue a história de uma mulher que está lidando com um ser estranho que vive dentro dela. Ao mesmo tempo, ela busca se reconciliar com sua irmã após um incidente traumático ocorrido na adolescência de ambas.
Através da exploração das experiências compartilhadas por meio de seus corpos e de um monólogo lírico, a protagonista tenta confrontar a natureza do que a habita, numa reflexão sobre a autoaceitação e o perdão. O filme usa um estilo de animação visceral e evocativo (pintura a óleo no papel) para abordar o sofrimento emocional e a dismorfia corporal que a culpa de infância manifestou ao longo de sua vida.
Amarelo Banana - Dir. Alexandre Sousa (Portugal)
Após mais uma noite de insônia, um homem se depara com uma estranha comunidade que vive em seu prédio e descobre a elaborada ilusão que eles criaram.