CURSO DE CINEMA JAPONÊS.
Em oito encontros, de 11 de outubro a 13 de dezembro, sempre às terças-feiras, o professor e crítico de cinema, Sérgio Alpendre, apresentará um panorama do período de maior riqueza da cinematografia japonesa, na sala de cursos do Espaço Itaú de Cinema | Augusta – Anexo.
Dividido em dois módulos, o curso fornecerá um panorama desse cinema pouco visto e discutido, com base na análise das obras de alguns de seus principais diretores.
O módulo I abordará os mestres, desde o mais ligado a uma tradição contemplativa da cultura e da narrativa japonesa (Ozu) até o mais ocidentalizado (Kurosawa), passando pelos mestres no retrato das mulheres nipônicas (Mizoguchi e Naruse).
O módulo II analisará o cinema moderno japonês (que foi chamado de nouvelle vague japonesa), um cinema iconoclasta, de estéticas radicais e de algum escândalo, como por exemplo, Nagisa Oshima, o cineasta dessa geração mais famoso no ocidente em razão de seu Império dos Sentidos, além de Imamura, Teshigahara, Suzuki, Shinoda e Yoshida.
Haverá contextualizações e auxílio de textos para ajudar no estudo desses mestres e de outros que filmaram nos períodos de maior riqueza da cinematografia japonesa.
MÓDULO I – OS MESTRES
Aula 1: 11 de outubro, terça-feira
Kenji Mizoguchi: a força de um olhar + apresentação do cinema japonês
– O cineasta das mulheres.
– O Mizoguchi que conhecemos (a partir de A Feiticeira das Águas, filme mudo de 1933).
– A consolidação artística (1936-1939).
– A difícil fase do militarismo nipônico.
– O retorno do grande Mizoguchi aos temas femininos (1946-1956).
Aula 2: 25 de outubro, terça-feira
Yasujiro Ozu e a poesia do cotidiano
– As diferenças entre Ozu e Mizoguchi.
– O cineasta da dissolução da família japonesa (Donald Richie).
– O estabelecimento de um esteta (anos 40).
– O aburguesamento temático (anos 50).
– Filmes de maturidade (obras-primas a partir de Flor do Equinócio, de 1958).
Aula 3: 01 de novembro, terça-feira
Mikio Naruse e a mulher japonesa
– Naruse, um niilista.
– O chomingeki nos anos 30.
– “Um cineasta sem estilo”.
– O uso brilhante do formato scope.
– Naruse durante a Nuberu Bagu.
Aula 4: 08 de novembro, terça-feira
Akira Kurosawa e o flerte com o ocidente
– Kurosawa e os “humanistas do pós-guerra.
– A modernidade de Cão Danado, entre outros filmes.
– A fama e o prestígio com Rashomon, O Idiota, Viver e Os Sete Samurais.
– Obras-primas da maturidade artística: Trono Manchado de Sangue, Homem Mau Dorme Bem, Céu e Inferno, Barba Ruiva.
– As dificuldades dos anos 70 e o exílio internacional.
– Dois padrinhos internacionais e o fim de carreira.
MÓDULO II – A NOUVELLE VAGUE JAPONESA
Aula 5: 22 de novembro, terça-feir
Nagisa Oshima e a ousadia conceitual
– O mais politizado dos cineastas japoneses.
– O início na crítica e os jovens da produtora Shochiku.
– A explosão da juventude nos anos 60.
– O radicalismo da Nuberu Bagu (Três Bêbados Ressuscitados).
– A fase internacional (anos 70 e 80).
Aula 6: 29 de novembro, terça-feira
Shohei Imamura e a marca da crueldade
– Todos Porcos e a crítica à ocupação americana.
– O cineasta entomologista: Mulher Inseto, Desejo Assassino, Desejo Profundo dos Deuses.
– O difícil período dos anos 70.
– O retorno à ficção nos anos 80.
Aula 7: 06 de dezembro, terça-feira
Seijun Suzuki e a ousadia formal
– Suzuki e o filme de Yakuza.
– Suzuki e as prostitutas.
– Um mestre das cores.
– O radicalismo e o processo contra a produtora Nikkatsu.
– Dez anos sem filmar e um retorno genial em 1977.
– Brilhante prosseguimento da carreira a partir dos anos 80.
Aula 8: 13 de dezembro, terça-feira
Hiroshi Teshigahara+ Masahiro Shinoda +Yoshishige Yoshida
– A parceria de Teshigahara com o escritor Kobo Abe e a obra-prima A Mulher das Dunas.
– Shinoda e Yoshida completam o trio da Shochiku com Oshima (é o núcleo duro da NuberuBagu).
– O crescente radicalismo na segunda metade dos anos 60.
– Uma obra-prima que antecipa, no tom, O Poderoso Chefão: Flor Seca.
– O experimento formal em Eros + Massacre e Purgatório Eroica.
– Os três diretores a partir dos anos 80.
Sobre Sérgio Alpendre
Crítico de cinema, professor, pesquisador e jornalista. Colaborador da Folha de S.Paulo desde 2008 (Ilustrada, Guia Folha e Guia livros, discos, filmes). Doutorando em Comunicação/Cinema pela Universidade Anhembi-Morumbi. Mestre em Meios e Processos Audiovisuais pela ECA – USP. Coordenador do Núcleo de História e Crítica da Escola Inspiratorium. Edita a Revista Interlúdio (www.revistainterludio.com.br) e o blog de cinema sergioalpendre.com. Participou do “Encontros Cinematográficos”, na cidade de Fundão, em Portugal (Março de 2015). Ministrou uma Master Class na UBI – Universidade da Beira Interior, em Covilhã, Portugal (Março de 2015). Foi curador da edição de 2014 do festival FICBIC – Festival Internacional de Cinema da Bienal de Curitiba. Foi redator do Roteiro Cinesesc, de janeiro a março de 2015. Foi oficineiro do programa Pontos MIS (de 2012 a 2015). Fundou e editou a Revista Paisà, publicação impressa de cinema (de 2005 a 2008). Editou a 4ª edição da Revista da Programadora Brasil (2010). Já escreveu para importantes veículos de imprensa como UOL, Contracampo, Cineclick, Foco, MOVIE, Taturana, Cinequanon, Revista E, Bravo e Filme Cultura. Foi curador das mostras “Retrospectiva do Cinema Paulista” e “Tarkovski e seus Herdeiros”, editando também os catálogos de tais mostras. Participa de seleções e juris em festivais de cinema, além de ministrar cursos de história do cinema e oficinas de crítica por todo o Brasil.
INFORMAÇÕES:
Período: de 11 de outubro a 13 de dezembro de 2016, terças-feiras
Horário: das 19h30 às 22h30
Carga horária: 24 horas em 8 encontros
Valor: até 5/10- R$500,00 ou 2 cheques de R$260,00
A partir de 6/10- R$540,00 ou 2 cheques de R$280,00
Aula avulsa: R$100,00
Local: Espaço Itaú de Cinema | Augusta – Anexo
Rua Augusta, 1470 – Cerqueira César – São Paulo
Vagas: 30 pessoas (mínimo de 20 para a realização do curso)
Inscrições: (11) 3266-5115, escola@cinespaco.com.br
Rua Antônio Carlos, 288 | 1º andar

