SOB O SOL DE “MALAIKA”.

Por Celso Sabadin, de João Pessoa.

Malaika é uma pessoa albina. Como ela mesma diz, seu nome é de anjo, na língua dos avós. E, como se sabe, anjo não tem sexo. O filme não diz qual seria esta língua dos avós, mas a I.A. me informa que pode ser em suaíli ou árabe, o que não tem importância, mesmo porque quem confia em I.A.?

Na verdade, “Malaika” é um filme que sensibiliza mais pelo que ele não diz, do que pelo que ele diz. Seus densos e imensos silêncios fazem eco com esta protagonista em processo de crescimento e descobertas. E que não demora muito para perceber que o mundo não é um bom lugar para quem é diferente. A professora não acolhe, a imagem de Nossa Senhora não acolhe, o sol machuca, a colega no banheiro não acolhe… mas quem sabe o lobo mau da floresta não seja de fato mau?

No elenco, Vitória Bianco, Norma Góes, Joyce Barbosa, Ingrid Trigueiro, Margarida Santos, Ubiratan de Assis, João Araújo, Melânia Silveira, Sebastião Formiga, Anna Raquel Apolinário, Márcio de Paula.

Com direção do paraibano André Morais, “Malaika” foi exibido nesta terça, 09/12, na Mostra Competitiva Sob o Céu Nordestino, no 29º Fest Aruanda.

Os premiados serão conhecidos hoje, 10/12.

A programação completa do 20º Fest Aruanda está em www.festaruanda.com.br

Celso Sabadin viajou a João Pessoa a convite da organização do evento.

 

Texto publicado em www.planetatela.com.br