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		<title>10°. CINEBARU: INSCRIÇÕES SÓ ATÉ 30 DE JUNHO.</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 16:30:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Celso Sabadin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Estão abertas as inscrições para a 10ª edição do CineBaru – Mostra Sagarana de Cinema, que acontece de 23 a 26 de setembro de 2026, no distrito de Sagarana, em Arinos-MG. São convidados cineastas da Bahia, Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais a inscreverem seus curtas-metragens até o dia 30 de junho.As mostras desta edição incluem: Mostra Competitiva Regional Baiangoneira de Curtas, com premiações concedidas por júri e voto popular; Mostra Sertãozin, voltada ao público infantojuvenil; Mostra Sertão, geral, competitiva: apenas voto popular. Podem se inscrever curta-metragens de até 30 minutos! Confira o Chamado de Filmes e o Formulário de Inscrição As mostras valorizam produções que reflitam os modos de vida, saberes e identidades do Sertão, Cerrado e Caatinga. A curadoria reafirma o compromisso com a equidade de gênero, raça e identidade, priorizando filmes dirigidos ou protagonizados por mulheres, pessoas negras, indígenas, LGBTQIAPN+ e pessoas com deficiência. Também são incentivadas produções de regiões afastadas dos centros urbanos e das capitais. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas por meio do formulário disponível no site cinebaru.com.br 10° CineBaru &#8211; Mostra Sagarana de Cinema Curtas (até 30 minutos) Bahia, Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais Produções de 2024, 2025 ou 2026 Inscrições: até 30 de junho de [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
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<td align="justify">Estão abertas as inscrições para a <strong>10</strong><strong>ª edição do CineBaru – Mostra Sagarana de Cinema</strong>, que acontece de <strong>23 a 26 de setembro de 2026</strong>, no distrito de Sagarana, em Arinos-MG. São convidados cineastas da <strong>Bahia, Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais</strong> a inscreverem seus curtas-metragens até o dia <strong>30 de junho</strong>.As mostras desta edição incluem:</p>
<ul>
<li><strong>Mostra Competitiva Regional Baiangoneira de Curtas</strong>, com premiações concedidas por júri e voto popular;</li>
<li><strong>Mostra Sertãozin</strong>, voltada ao público infantojuvenil;</li>
<li><strong>Mostra Sertão</strong>, geral, competitiva: apenas voto popular.</li>
</ul>
<div>Podem se inscrever curta-metragens de até 30 minutos!</div>
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<p>As mostras valorizam produções que reflitam os modos de vida, saberes e identidades do Sertão, Cerrado e Caatinga. A curadoria reafirma o compromisso com a equidade de gênero, raça e identidade, priorizando filmes dirigidos ou protagonizados por mulheres, pessoas negras, indígenas, LGBTQIAPN+ e pessoas com deficiência. Também são incentivadas produções de regiões afastadas dos centros urbanos e das capitais.</p>
<p>As inscrições são gratuitas e devem ser feitas por meio do formulário disponível no site <a href="https://tr62792866.cinebaru.com.br/c/ekve4/zmc9zrv9/_ylv2jjv_me" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://tr62792866.cinebaru.com.br/c/ekve4/zmc9zrv9/_ylv2jjv_me&amp;source=gmail&amp;ust=1782820904212000&amp;usg=AOvVaw1wxdNEQG8VGNsWyOGN11cy">cinebaru.com.br</a></p>
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<p><a href="https://tr62792866.cinebaru.com.br/c/ekve4/zmc9zrv9/u50_mg_097y" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://tr62792866.cinebaru.com.br/c/ekve4/zmc9zrv9/u50_mg_097y&amp;source=gmail&amp;ust=1782820904212000&amp;usg=AOvVaw37P_NZHVI4jSK05tGuGG5l"><strong>10</strong><strong>° CineBaru &#8211; Mostra Sagarana de Cinema</strong></a></p>
<p>Curtas (até 30 minutos)</p>
<p>Bahia, Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais</p>
<p>Produções de 2024, 2025 ou 2026</p>
<p>Inscrições: até 30 de junho de 2026</p>
<p>Resultado previsto da seleção: 6 de agosto de 2026</p>
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<p><a class="a2a_button_facebook" href="http://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.planetatela.com.br%2Fnoticia%2F10-cinebauru-inscricoes-so-ate-dia-30%2F&amp;linkname=10%C2%B0.%20CINEBARU%3A%20INSCRI%C3%87%C3%95ES%20S%C3%93%20AT%C3%89%2030%20DE%20JUNHO." title="Facebook" rel="nofollow" target="_blank"></a><a class="a2a_button_twitter" href="http://www.addtoany.com/add_to/twitter?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.planetatela.com.br%2Fnoticia%2F10-cinebauru-inscricoes-so-ate-dia-30%2F&amp;linkname=10%C2%B0.%20CINEBARU%3A%20INSCRI%C3%87%C3%95ES%20S%C3%93%20AT%C3%89%2030%20DE%20JUNHO." title="Twitter" rel="nofollow" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_plus" href="http://www.addtoany.com/add_to/google_plus?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.planetatela.com.br%2Fnoticia%2F10-cinebauru-inscricoes-so-ate-dia-30%2F&amp;linkname=10%C2%B0.%20CINEBARU%3A%20INSCRI%C3%87%C3%95ES%20S%C3%93%20AT%C3%89%2030%20DE%20JUNHO." title="Google+" rel="nofollow" target="_blank"></a><a class="a2a_button_pinterest" href="http://www.addtoany.com/add_to/pinterest?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.planetatela.com.br%2Fnoticia%2F10-cinebauru-inscricoes-so-ate-dia-30%2F&amp;linkname=10%C2%B0.%20CINEBARU%3A%20INSCRI%C3%87%C3%95ES%20S%C3%93%20AT%C3%89%2030%20DE%20JUNHO." title="Pinterest" rel="nofollow" target="_blank"></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>O BELO E RARO “DESVIO”, QUE NEM ESTÁ NO IMDB.</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2026 13:46:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Celso Sabadin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Celso Sabadin.  Sem muito alarde (na verdade, sem nenhum alarde), a Cinemateca Brasileira disponibilizou gratuitamente no YouTube uma raridade do nosso cinema: “Desvio”, de 1953, um belo drama social do qual eu nunca tinha ouvido falar. O filme sequer consta no Imdb. A trama mostra Ricardo (vivido pelo galã Walter Forster), típico exemplar da elite paulistana que, por amor, troca radicalmente de vida: ao se apaixonar pela feirante Ana (Magdalena Nicol), ele abandona todo o seu conforto burguês para morar com a moça na beira da linha do trem, na zona oeste paulistana (o filme foi rodado nos bairros da Água Branca, Lapa e Barra Funda). Passada a euforia da paixão, porém, Ricardo é obrigado a encarar a vida e perceber que, no mundo real, é preciso trabalhar duro para sobreviver. Talvez a criminalidade seja um caminho. “Desvio” não é uma raridade apenas por ter sido esquecido pelo tempo. Ele é – provavelmente – a única produção da Coluna Companhia Produtora, empresa criada pela atriz, escritora e diretora teatral Magdalena Nicol, que além de ser a protagonista, é também a autora do conto que originou o filme. O nome dela tampouco consta no Imdb. Também conhecida como Magdalena Mendes [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Celso Sabadin. </strong></em></p>
<p>Sem muito alarde (na verdade, sem nenhum alarde), a Cinemateca Brasileira disponibilizou gratuitamente no YouTube uma raridade do nosso cinema: “Desvio”, de 1953, um belo drama social do qual eu nunca tinha ouvido falar. O filme sequer consta no Imdb.</p>
<p>A trama mostra Ricardo (vivido pelo galã Walter Forster), típico exemplar da elite paulistana que, por amor, troca radicalmente de vida: ao se apaixonar pela feirante Ana (Magdalena Nicol), ele abandona todo o seu conforto burguês para morar com a moça na beira da linha do trem, na zona oeste paulistana (o filme foi rodado nos bairros da Água Branca, Lapa e Barra Funda). Passada a euforia da paixão, porém, Ricardo é obrigado a encarar a vida e perceber que, no mundo real, é preciso trabalhar duro para sobreviver. Talvez a criminalidade seja um caminho.</p>
<p>“Desvio” não é uma raridade apenas por ter sido esquecido pelo tempo. Ele é – provavelmente – a única produção da Coluna Companhia Produtora, empresa criada pela atriz, escritora e diretora teatral Magdalena Nicol, que além de ser a protagonista, é também a autora do conto que originou o filme. O nome dela tampouco consta no Imdb.</p>
<p>Também conhecida como Magdalena Mendes Cajado, Magdalena Nicol era sobrinha-neta do ex-presidente da República Prudente de Morais, estudou Direito na USP, começou sua carreira como soprano, destacando-se depois no Teatro Brasileiro de Comédia e na TV Tupi, onde participava do Grande Teatro Tupi, programa que transmitia adaptações teatrais ao vivo, numa época em que ainda não existia a tecnologia da gravação em vídeo. Em 1952, transferiu-se para a TV Paulista (detentora do Canal 5 de São Paulo, antes da fundação da Globo), onde criou a série dramática Teatro Madalena Nicol, que permaneceu no ar até 1953, quando o Teatro Cacilda Becker assumiu a programação.</p>
<p>Talvez – e apenas talvez – aí esteja a origem de “Desvio”. Como nos registros da Cinemateca não há notícias sobre sua estreia em salas de cinema, existe a possibilidade dele ter sido um especial de TV (Tupi ou Paulista) produzido em película. Outro fator que reforça essa possibilidade é a sua duração (apenas 1 hora e 3 minutos), que se adapta mais à televisão que ao cinema.</p>
<p>De qualquer maneira, “Desvio” surpreende pelas suas qualidades. A direção de Luiz José Watson (creditado como L.J. Watson, que também assina produção e fotografia, de quem também não encontrei referência alguma) é segura e envolvente, principalmente na segunda parte da obra, quando ela assume contornos fortemente influenciados pelo cinema noir estadunidense. As interpretações de todo o elenco são bastante consistentes, ainda que o roteiro já padeça do congênito e incurável grande mal do cinema brasileiro: a narração em off. É verdade que existe uma boa dose de determinismo social no argumento, sugerindo a mensagem de que quem é pobre tem mais é que ficar eternamente pobre mesmo, mas se percebermos essa linha de pensamento como uma crítica, o filme cresce.</p>
<p>O elenco ainda tem Jaime Barcellos (ótimo), além de Paulo Cajado, Dinah Fontana, Beila Genaver, Salma Yanni, Ulla Lander, Everson Oliveira, Samuel Santos e Luciano Gregory, atores e atrizes bem difíceis de se encontrar referências.</p>
<p>O filme foi restaurado pelo Projeto Nitratos da Cinemateca Brasileira, iniciado em 2021, e pode ser visto em ótima cópia em</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RpNRl2THlfs">https://www.youtube.com/watch?v=RpNRl2THlfs</a></p>
<p>Se alguém que estiver lendo tiver mais informações sobre o filme, eu agradeço.</p>
<p><a class="a2a_button_facebook" href="http://www.addtoany.com/add_to/facebook?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.planetatela.com.br%2Fnoticia%2Fo-belo-e-raro-desvio-que-nem-esta-no-imdb%2F&amp;linkname=O%20BELO%20E%20RARO%20%E2%80%9CDESVIO%E2%80%9D%2C%20QUE%20NEM%20EST%C3%81%20NO%20IMDB." title="Facebook" rel="nofollow" target="_blank"></a><a class="a2a_button_twitter" href="http://www.addtoany.com/add_to/twitter?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.planetatela.com.br%2Fnoticia%2Fo-belo-e-raro-desvio-que-nem-esta-no-imdb%2F&amp;linkname=O%20BELO%20E%20RARO%20%E2%80%9CDESVIO%E2%80%9D%2C%20QUE%20NEM%20EST%C3%81%20NO%20IMDB." title="Twitter" rel="nofollow" target="_blank"></a><a class="a2a_button_google_plus" href="http://www.addtoany.com/add_to/google_plus?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.planetatela.com.br%2Fnoticia%2Fo-belo-e-raro-desvio-que-nem-esta-no-imdb%2F&amp;linkname=O%20BELO%20E%20RARO%20%E2%80%9CDESVIO%E2%80%9D%2C%20QUE%20NEM%20EST%C3%81%20NO%20IMDB." title="Google+" rel="nofollow" target="_blank"></a><a class="a2a_button_pinterest" href="http://www.addtoany.com/add_to/pinterest?linkurl=https%3A%2F%2Fwww.planetatela.com.br%2Fnoticia%2Fo-belo-e-raro-desvio-que-nem-esta-no-imdb%2F&amp;linkname=O%20BELO%20E%20RARO%20%E2%80%9CDESVIO%E2%80%9D%2C%20QUE%20NEM%20EST%C3%81%20NO%20IMDB." title="Pinterest" rel="nofollow" target="_blank"></a></p>]]></content:encoded>
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		<title>“O REINO DE WALT DISNEY”, MUITO ALÉM DE MICKEY MOUSE.</title>
		<link>https://www.planetatela.com.br/noticia/o-reino-de-walt-disney-muito-alem-de-mickey-mouse/</link>
		<comments>https://www.planetatela.com.br/noticia/o-reino-de-walt-disney-muito-alem-de-mickey-mouse/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 23:20:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Celso Sabadin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Celso Sabadin. Assim que fiquei sabendo que o canal Curta vai exibir uma série documental sobre Walt Disney, a pergunta logo me veio à cabeça: seria uma hagiografia sobre o quanto ele era absurdamente genial, ou os realizadores abordariam também o fato dele ter sido um dos maiores delatores contra seus próprios colegas, na época do Macartismo? Ainda não tenho a resposta: a série “O Reino de Walt Disney” tem quatro episódios de cerca de 50 minutos cada, mas até o momento apenas dois foram liberados para a imprensa. Não cheguei ainda na época da terrível “caça às bruxas” de Hollywood, e portanto não dá pra saber no momento qual será a postura da série. Mas há sinais. O primeiro episódio, intitulado “Um Artista em Formação”, estreia na próxima quarta-feira, dia 01/07, às 22h,30 no canal Curta. Através de um espantoso material de arquivo (incrível como Walt Disney foi amplamente fotografado, em várias de suas idades!), ele segue a narrativa clássica e tradicional do cinema documental, mostrando suas origens, família, vida no interior, dificuldades econômicas, início de carreira como ilustrador publicitário, e seu ímpeto empreendedor no desenho de animação. Ainda que aborde alguns conflitos de relacionamento com o pai, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Celso Sabadin.</strong></em></p>
<p>Assim que fiquei sabendo que o canal Curta vai exibir uma série documental sobre Walt Disney, a pergunta logo me veio à cabeça: seria uma hagiografia sobre o quanto ele era absurdamente genial, ou os realizadores abordariam também o fato dele ter sido um dos maiores delatores contra seus próprios colegas, na época do Macartismo?</p>
<p>Ainda não tenho a resposta: a série “O Reino de Walt Disney” tem quatro episódios de cerca de 50 minutos cada, mas até o momento apenas dois foram liberados para a imprensa. Não cheguei ainda na época da terrível “caça às bruxas” de Hollywood, e portanto não dá pra saber no momento qual será a postura da série. Mas há sinais.</p>
<p>O primeiro episódio, intitulado “Um Artista em Formação”, estreia na próxima quarta-feira, dia 01/07, às 22h,30 no canal Curta. Através de um espantoso material de arquivo (incrível como Walt Disney foi amplamente fotografado, em várias de suas idades!), ele segue a narrativa clássica e tradicional do cinema documental, mostrando suas origens, família, vida no interior, dificuldades econômicas, início de carreira como ilustrador publicitário, e seu ímpeto empreendedor no desenho de animação.</p>
<p>Ainda que aborde alguns conflitos de relacionamento com o pai, este primeiro capítulo não cita os supostos problemas psicológicos de Disney, relatados – não sei dizer com que grau de veracidade – no livro &#8220;O Príncipe Negro de Hollywood&#8221;, de Marc Eliot.</p>
<p>O segundo episódio já se concentra mais na carreira profissional do biografado, principalmente na grande empreitada que foi “Branca de Neve e os Sete Anões”, idealizada em 1934 e concluída três anos depois. O texto narrado em off do documentário afirma que “Branca de Neve&#8230;” teria sido a primeira animação em longa metragem da história do cinema, o que não corresponde à verdade: o mérito cabe ao argentino “El Apostol”, de Quirino Cristiani, produzido em 1917 e hoje infelizmente perdido. Também é dito que a câmera multiplano – que simula um efeito tridimensional às animações – igualmente seria uma invenção de Disney, o que novamente não é verdade, já que tal pioneirismo pertence à alemã Lotte Reiniger, nos anos 1920.</p>
<p>Não acredito que seja justo atribuir tais falhas de informação a um eventual cochilo dos pesquisadores do documentário, mas sim a quem o produziu: “O Reino de Walt Disney” é uma realização da PBS, canal de TV pública dos Estados Unidos, país cuja cultura jamais admite que outras nações estrangeiras possam ter algum tipo de pioneirismo.</p>
<p>Também de forma enviesada, a série sugere que lançar o curta “Steamboat Willie” &#8211; estreia de Mickey Mouse no cinema – como um filme sonoro teria sido uma ousada e inovadora ideia de Disney. Não foi bem assim. Na verdade, a animação estava sendo produzida para ser muda quando Disney (e a torcida do Flamengo) foi surpreendido pelo gigantesco sucesso de “O Cantor de Jazz”, em outubro de 1927, que inaugurou a era sonora. Vários produtores que estavam realizando filmes silenciosos, diante da estrondosa novidade, adaptaram seus projetos para a nova tecnologia. Disney foi um deles.</p>
<p>O final do segundo episódio mostra como o enorme sucesso do ex-jovem desenhista e ilustrador acabou transformando e transtornando a personalidade de Disney, na medida em que ele  gradativamente deixa de ser um artista criativo para ingressar numa das piores categorias de seres humanos que existe: a do grande empresário.  Mas há muito mais para ser visto.</p>
<p>Imprecisões históricas à parte (a perfeição é uma meta, como já dizia Gilberto Gil), o fato é que estes primeiros dois episódios de</p>
<p>“O Reino de Walt Disney” são um verdadeiro show de informações e imagens de arquivo com alto potencial de agradar não apenas aos fãs de cinema e quadrinhos como a qualquer um que se interesse pela história da comunicação do século 20.</p>
<p>Ansioso pra ver o restante da série.</p>
<p>“O Reino de Walt Disney”, a série completa, pode ser vista no CurtaOn – Clube de Documentários, disponível no Prime Video Channels, da Amazon, na Claro tv+ e no site oficial (CurtaOn.com.br). A estreia no Curta! é no dia temático Quartas de Cena &amp; Cinema, 01 de julho, às 22h30. <strong>Horários alternativos:</strong> quinta-feira, dia 02 de julho, às 02h15 e às 16h30; sexta-feira, dia 03 de julho, às 10h30; sábado, dia 04 de julho, às 10h30; domingo, dia 05 de julho, às 16h30.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>POR QUEM BALEM OS CARNEIROS DE “AGNUS DEI”?</title>
		<link>https://www.planetatela.com.br/noticia/por-quem-balem-os-carneiros-de-agnus-dei/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 12:59:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Celso Sabadin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Celso Sabadin. Sim, “Agnus Dei” é todo “lindo”, para usar o adjetivo mais recorrente neste tipo de filme. Trata-se de um documentário quase sem palavras que observa com olhar encantado a tradição secular das freiras Beneditinas do Mosteiro de Santa Cecilia, em Trastevere, no coração de Roma. Em ritmo lento e contemplativo,  dentro das paredes de um antigo mosteiro beneditino, o longa acompanha um grupo de freiras enclausuradas em seu cotidiano silencioso que, entre outras atividades, realiza artesanalmente a tecelagem de lã de cordeiro para criar o Pálio, uma tradicional vestimenta litúrgica dada ao Papa e aos arcebispos metropolitanos. Tudo muito belamente fotografado e relaxante&#8230; se você não for um carneiro. Eu não saberia dizer com qual propósito, mas o fato é que o diretor e roteirista Massimiliano Camaiti realiza “Agnus Dei” a partir do ponto de vista dos carneiros. Na primeira cena vemos o nascimento de um indefeso filhote que muito em breve será cruelmente afastado de sua mãe para, ao lado de um outro filhotinho, ser levado para o convento. A imagem da mãe balindo com dor e desespero a violenta separação permanecerá em nossas mentes até o fim do filme. Os dois recém-nascidos perambulando perdidos pelo [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Celso Sabadin.</strong></em></p>
<p>Sim, “Agnus Dei” é todo “lindo”, para usar o adjetivo mais recorrente neste tipo de filme. Trata-se de um documentário quase sem palavras que observa com olhar encantado a tradição secular das freiras Beneditinas do Mosteiro de Santa Cecilia, em Trastevere, no coração de Roma. Em ritmo lento e contemplativo,  dentro das paredes de um antigo mosteiro beneditino, o longa acompanha um grupo de freiras enclausuradas em seu cotidiano silencioso que, entre outras atividades, realiza artesanalmente a tecelagem de lã de cordeiro para criar o Pálio, uma tradicional vestimenta litúrgica dada ao Papa e aos arcebispos metropolitanos.</p>
<p>Tudo muito belamente fotografado e relaxante&#8230; se você não for um carneiro. Eu não saberia dizer com qual propósito, mas o fato é que o diretor e roteirista Massimiliano Camaiti realiza “Agnus Dei” a partir do ponto de vista dos carneiros. Na primeira cena vemos o nascimento de um indefeso filhote que muito em breve será cruelmente afastado de sua mãe para, ao lado de um outro filhotinho, ser levado para o convento. A imagem da mãe balindo com dor e desespero a violenta separação permanecerá em nossas mentes até o fim do filme. Os dois recém-nascidos perambulando perdidos pelo lugar são de cortar o coração.</p>
<p>Chegando ao mosteiro, os carneiros são, sim, muito bem tratados, mas a pergunta é inevitável: para quê? Para realizar um caprichoso ritual religioso de pouco ou nenhum sentido remanescente nos dias de hoje? O material de divulgação do filme fala de “um gesto de fé e devoção”. Particularmente, achei cruel. Os veganos vão odiar.</p>
<p>“Agnus Dei” faz parte da 8 ½ Festa do Cinema Italiano no Brasil, iniciada nesta quinta, 25/06. A programação completa está em https://br.festadocinemaitaliano.com</p>
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		<title>&#8220;UMA INFÂNCIA ALEMÃ” SEM MANTEIGA NEM MEL.</title>
		<link>https://www.planetatela.com.br/noticia/uma-infancia-alema-sem-manteiga-nem-mel/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 19:27:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Celso Sabadin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.planetatela.com.br/?p=16209</guid>
		<description><![CDATA[por Celso Sabadin.  O título original de “Uma Infância Alemã” é “Amrum”. Trata-se do nome de uma pequena ilha alemã localizada no Mar do Norte, onde transcorre toda a ação do filme. Não parece ser uma locação escolhida apenas pela sua beleza natural: o isolamento, a  sensação de inóspito que o lugar proporciona é praticamente uma das personagens do longa. É ali que o garoto Nanning (Jasper Billerbeck) vive com sua mãe, Tante (Lisa Hagmeister), e uma pequena comunidade de amigos e vizinhos, a poucos dias do final da Segunda Guerra. Quando a pequena vila recebe a notícia da morte de Hitler, Tante entra em profunda depressão, e para de comer. Ela diz ao filho que o único alimento que a agradaria naquele momento seria um pedaço de pão com manteiga e mel. O que em tempos normais seria um simples desejo se constitui em tarefa quase impossível naquele vilarejo isolado, distante de tudo, e vivenciando o racionamento de uma Alemanha em final de guerra. A busca por pão, manteiga e mel como representação simbólica da sobrevivência da mãe se transforma em obsessão para Nanning, que agora terá de descobrir por si só que o conflito mundial mudou vidas e [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>por Celso Sabadin. </strong></em></p>
<p>O título original de “Uma Infância Alemã” é “Amrum”. Trata-se do nome de uma pequena ilha alemã localizada no Mar do Norte, onde transcorre toda a ação do filme. Não parece ser uma locação escolhida apenas pela sua beleza natural: o isolamento, a  sensação de inóspito que o lugar proporciona é praticamente uma das personagens do longa.</p>
<p>É ali que o garoto Nanning (Jasper Billerbeck) vive com sua mãe, Tante (Lisa Hagmeister), e uma pequena comunidade de amigos e vizinhos, a poucos dias do final da Segunda Guerra. Quando a pequena vila recebe a notícia da morte de Hitler, Tante entra em profunda depressão, e para de comer. Ela diz ao filho que o único alimento que a agradaria naquele momento seria um pedaço de pão com manteiga e mel. O que em tempos normais seria um simples desejo se constitui em tarefa quase impossível naquele vilarejo isolado, distante de tudo, e vivenciando o racionamento de uma Alemanha em final de guerra.</p>
<p>A busca por pão, manteiga e mel como representação simbólica da sobrevivência da mãe se transforma em obsessão para Nanning, que agora terá de descobrir por si só que o conflito mundial mudou vidas e pessoas. Literalmente, a maré de Amrum virou.</p>
<p>A partir de suas próprias memórias, o veterano ator e diretor Hark Bohm – presente em vários filmes de Fassbinder &#8211; roteirizou “Uma Infância Alemã” com o objetivo de também dirigir o filme. Porém, com a saúde debilitada, entregou o projeto ao amigo Fatih Akin, que se encarregou de sua realização. Diretor de “Em Pedaços”, “O Corte”, “O Bar Luva Dourada” e “Rheingold &#8211; O Roubo do Sucesso”, entre outros, o turco-alemão Akin empreende em “Uma Infância Alemã” uma forte alteração em seu estilo geralmente intenso e visceral, realizando aqui um drama reflexivo de grande beleza introspectiva e forte carga emocional.</p>
<p>Com a icônica Diane Kruger no elenco, “Uma Infância Alemã” teve 6 indicações ao  Deutscher Filmpreis, que entrega o troféu Lola, tido como o mais importante do cinema alemão. Hark Bohm faleceu pouco após o lançamento do filme.</p>
<p>A estreia em cinemas brasileiros é nesta quinta, 25/06.</p>
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		<title>“OS IRMÃOS SEGRETO”: SE NON È VERO, É BEM TROVATO.</title>
		<link>https://www.planetatela.com.br/noticia/os-irmao-segreto-se-non-e-vero-e-bem-trovato/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 13:24:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Celso Sabadin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Celso Sabadin. Em tom de ironia – pero no mucho – Jean-Claude Bernardet, um dos maiores estudiosos do cinema brasileiro, escreveu em um de seus livros que o primeiro filme realizado em nosso país era a cara do Brasil: não foi filmado por um brasileiro, não foi filmado no Brasil (mas sim dentro de um navio francês), e nunca ninguém o assistiu. Bernardet se referia ao seminal “Vistas da Baía de Guanabara”, que o italiano Alfonso Segreto, vindo da Europa, teria rodado ao chegar no Rio de Janeiro, em 19 de junho de 1898. Um pequeno curta que, ao que parece, jamais foi exibido e rapidamente se perdeu. Fazendo valer o tradicional “publique-se a lenda”, o fato é que até hoje se comemora o 19 de junho como o Dia do Cinema Brasileiro. Uma parte dessa história é contada em “Os Irmãos Segreto”, longa que faz parte da programação da 8½ Festa do Cinema Italiano por Generali, que começa amanhã e vai até 1º de julho em várias cidades do Brasil. Coproduzido por Itália e Brasil, “Os Irmãos Segreto” narra (no caso, literalmente) a trajetória dos irmãos italianos Pasquale e Gaetano, que no final do século 19, ainda adolescentes, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Celso Sabadin.</strong></em></p>
<p>Em tom de ironia – pero no mucho – Jean-Claude Bernardet, um dos maiores estudiosos do cinema brasileiro, escreveu em um de seus livros que o primeiro filme realizado em nosso país era a cara do Brasil: não foi filmado por um brasileiro, não foi filmado no Brasil (mas sim dentro de um navio francês), e nunca ninguém o assistiu.</p>
<p>Bernardet se referia ao seminal “Vistas da Baía de Guanabara”, que o italiano Alfonso Segreto, vindo da Europa, teria rodado ao chegar no Rio de Janeiro, em 19 de junho de 1898. Um pequeno curta que, ao que parece, jamais foi exibido e rapidamente se perdeu. Fazendo valer o tradicional “publique-se a lenda”, o fato é que até hoje se comemora o 19 de junho como o Dia do Cinema Brasileiro.</p>
<p>Uma parte dessa história é contada em “Os Irmãos Segreto”, longa que faz parte da programação da 8½ Festa do Cinema Italiano por Generali, que começa amanhã e vai até 1º de julho em várias cidades do Brasil.</p>
<p>Coproduzido por Itália e Brasil, “Os Irmãos Segreto” narra (no caso, literalmente) a trajetória dos irmãos italianos Pasquale e Gaetano, que no final do século 19, ainda adolescentes, fogem das condições de pobreza do país natal e emigram para o Brasil, onde mergulharão no mercado de entretenimento e – como consequência – serão os pioneiros do nosso cinema. Já estabelecidos, eles pedem que Alfonso, o irmão que ficara na Europa, comprasse na França o equipamento necessário para fazer filmes, e viesse para cá. E assim se fez a luz cinematográfica brasileira.</p>
<p>“Os Irmãos Segreto” não segue a linha tradicional das cinebiografias que conhecemos.  Pelo contrário, quase experimental, ele opta por, digamos, uma colagem poético-documental, na qual belíssimas imagens da virada do século 19 ilustram o texto que serve como fio condutor da história. Na versão italiana, a narração é de Nello Mascia, e na brasileira de  Paulo Betti.</p>
<p>Com Hernani Heffner, da Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, na Coordenação de pesquisa; argumento e pesquisa de Kiti Soares, e pesquisa de imagem de Patrícia Pamplona, “Os Irmãos Segreto” tem direção de Federico Ferrone e Michele Manzolini.</p>
<p>A programação total do Festival está em br.festadocinemaitaliano.com</p>
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		<title>DRAMA BIOGRÁFICO “FUORI” ABRE FESTA DO CINEMA ITALIANO.</title>
		<link>https://www.planetatela.com.br/noticia/drama-biografico-fuori-abre-festa-do-cinema-italiano/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 18:16:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Celso Sabadin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Celso Sabadin Hoje, 22/06, o Espaço Petrobras de Cinema recebe a versão paulista da Pré-abertura da 8½ Festa do Cinema Italiano por Generali 2026. Com início previsto para às 20h30, o filme escolhido para esta sessão inaugural é “Fuori”, selecionado para a mostra competitiva principal do mais recente Festival de Cannes. Com direção de Mario Martone, “Fuori” faz um pequeno recorte na longa trajetória da escritora, atriz e ativista política italiana Goliarda Sapienza, aqui interpretada por Valeria Golino. O roteiro &#8211; assinado por Ippolita Di Majo e pelo próprio diretor do longa &#8211; opta por se ater ao relacionamento da protagonista com suas amizades construídas na cela, no período em que ela foi encarcerada por roubo. “Fuori” conta essa história fora da ordem cronológica, fragmentando tempos e ações, o que ajuda a superar uma certa morosidade injustificada de seu ritmo, e manter a atenção do público, convidando-o assim a juntar as peças desse quebra-cabeças narrativo. A reconstituição nostálgica da Roma dos anos 1980 também auxilia na fruição. “Fuori” foi indicado a 9 prêmios Davi di Donatello, o mais importante do cinema italiano, tendo vencido o de melhor atriz coadjuante para Matilda De Angelis (no papel de Roberta). Saiba tudo [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Por Celso Sabadin</p>
<p>Hoje, 22/06, o Espaço Petrobras de Cinema recebe a versão paulista da Pré-abertura da 8½ Festa do Cinema Italiano por Generali 2026. Com início previsto para às 20h30, o filme escolhido para esta sessão inaugural é “Fuori”, selecionado para a mostra competitiva principal do mais recente Festival de Cannes.</p>
<p>Com direção de Mario Martone, “Fuori” faz um pequeno recorte na longa trajetória da escritora, atriz e ativista política italiana Goliarda Sapienza, aqui interpretada por Valeria Golino. O roteiro &#8211; assinado por Ippolita Di Majo e pelo próprio diretor do longa &#8211; opta por se ater ao relacionamento da protagonista com suas amizades construídas na cela, no período em que ela foi encarcerada por roubo.</p>
<p>“Fuori” conta essa história fora da ordem cronológica, fragmentando tempos e ações, o que ajuda a superar uma certa morosidade injustificada de seu ritmo, e manter a atenção do público, convidando-o assim a juntar as peças desse quebra-cabeças narrativo.</p>
<p>A reconstituição nostálgica da Roma dos anos 1980 também auxilia na fruição.</p>
<p>“Fuori” foi indicado a 9 prêmios Davi di Donatello, o mais importante do cinema italiano, tendo vencido o de melhor atriz coadjuante para Matilda De Angelis (no papel de Roberta).</p>
<p>Saiba tudo sobre a 8½ Festa do Cinema Italiano por Generali 2026 em https://br.festadocinemaitaliano.com/</p>
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		<title>23o. CINEMATO, DE CUIABÁ, TRAZ 67 FILMES DE 17 ESTADOS.</title>
		<link>https://www.planetatela.com.br/noticia/23o-cinemato-de-cuiaba-traz-67-filmes-de-17-estados/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 13:12:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Celso Sabadin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.planetatela.com.br/?p=16195</guid>
		<description><![CDATA[O 23º Festival de Cinema de Cuiabá – CINEMATO, uma das mais importantes vitrines do audiovisual brasileiro e amazônico, acontece de 29 de junho a 5 de julho de 2026, com entrada gratuita. Nesta edição, o festival homenageia o diretor, ator e dramaturgo Amauri Tangará, artista cuja trajetória é marcada por obras conectadas às identidades populares e aos territórios do chamado Brasil profundo. Com o tema “Migração – Mobilidade Humana e Mudanças Climáticas”, o CINEMATO apresenta uma programação composta por 67 filmes de 17 estados do Brasil, distribuídas entre as mostras Competitiva, Documenta Brasil, Cinema Paradiso, Cinema Escola e as sessões especiais Olhar de Estreia, Queimada Cuiabana, Melhor Idade e Homenagem. As produções selecionadas dialogam com questões ligadas ao pertencimento, aos deslocamentos humanos, às transformações ambientais e à diversidade cultural e territorial, evidenciando a riqueza estética do cinema brasileiro contemporâneo. Sete longas-metragens disputam o tradicional Troféu Coxiponé. Entre eles estão “Eclipse” (SP), thriller dirigido e protagonizado por Djin Sganzerla e inspirado em fatos reais; “Dentre Nordeste e Sudeste” (SP), de Andrea Mendonça, que acompanha as histórias de vida de nordestinos que migraram para São Paulo; e “Filhas da Noite” (PE), de Henrique Arruda e Sylara Silvério, que celebra a resistência, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;">O 23º Festival de Cinema de Cuiabá – CINEMATO, uma das mais importantes vitrines do audiovisual brasileiro e amazônico, acontece de 29 de junho a 5 de julho de 2026, com entrada gratuita. Nesta edição, o festival homenageia o diretor, ator e dramaturgo Amauri Tangará, artista cuja trajetória é marcada por obras conectadas às identidades populares e aos territórios do chamado Brasil profundo.</p>
<p style="font-weight: 400;">Com o tema “Migração – Mobilidade Humana e Mudanças Climáticas”, o CINEMATO apresenta uma programação composta por 67 filmes de 17 estados do Brasil, distribuídas entre as mostras Competitiva, Documenta Brasil, Cinema Paradiso, Cinema Escola e as sessões especiais Olhar de Estreia, Queimada Cuiabana, Melhor Idade e Homenagem. As produções selecionadas dialogam com questões ligadas ao pertencimento, aos deslocamentos humanos, às transformações ambientais e à diversidade cultural e territorial, evidenciando a riqueza estética do cinema brasileiro contemporâneo.</p>
<p style="font-weight: 400;">Sete longas-metragens disputam o tradicional Troféu Coxiponé. Entre eles estão “Eclipse” (SP), thriller dirigido e protagonizado por Djin Sganzerla e inspirado em fatos reais; “Dentre Nordeste e Sudeste” (SP), de Andrea Mendonça, que acompanha as histórias de vida de nordestinos que migraram para São Paulo; e “Filhas da Noite” (PE), de Henrique Arruda e Sylara Silvério, que celebra a resistência, a arte e a memória de seis artistas trans veteranas do Recife.</p>
<p style="font-weight: 400;">Completam a mostra competitiva de longas “Perto do Sol é Mais Claro” (RJ), drama intimista dirigido por Régis Faria e protagonizado por seu pai, o ator Reginaldo Faria; “Um Olhar Inquieto: O Cinema de Jorge Bodanzky” (AM),  de Jorge Bodanzky e Liliane Maia, coprodução entre Amazonas e Mato Grosso; e os mato-grossenses “Cinco Tipos de Medo” (MT), de Bruno Bini, suspense policial que entrelaça histórias marcadas por amor e violência, e “Memória de Elefante” (MT), de Severino Neto, que aborda o luto e a resistência do Cerrado.</p>
<p style="font-weight: 400;">Na categoria de curtas-metragens, foram selecionadas 15 obras, sendo cinco produções de Mato Grosso. Integram a mostra “A Pele do Ouro” (RR), de Marcela Ulhoa e Yare Perdomo; “Canto” (GO), de Danilo Daher; “Entre Cinzas” (GO), de Daniel Calil e Renato Ogata; “Kaira e o Temporal” (CE), de Wagner Nogueira Mendes; “Kika Não Foi Convidada” (RO), de Juraci Júnior; “Mapago” (MS), de Marcus Teles; “Memórias com Vista para o Mar” (RJ), de Marton Olympio; “Presépio” (RJ), de Felipe Bibian; “Canção Imigrante” (RS), de Cleverton Borges e Pedro Guindani; “Ressonância” (RN), de Anna Zêpa; além dos mato-grossenses “Belo Ouro”, de Pither Lopes; “Capim”, de Julia Munhoz e Caio Pimenta; “O Olhar de Antonio”, de Glória Albues; “Sacas de Areia”, de Raphael Henrique; e “Divino: Sua Alma, Sua Lente”, de Clea Torres, Gilson Costa e Divino Tserewahú.</p>
<p style="font-weight: 400;">
<p style="font-weight: 400;"><a href="http://www.planetatela.com.br/wp-content/uploads/2026/06/0000000000000000000000000000000000532186.jpg" rel="prettyPhoto"><img class="alignnone size-medium wp-image-16199" src="http://www.planetatela.com.br/wp-content/uploads/2026/06/0000000000000000000000000000000000532186-239x300.jpg" alt="0000000000000000000000000000000000532186" width="239" height="300" /></a> <em><strong>Tangará, o homenageado do evento. </strong></em></p>
<p style="font-weight: 400;">Já a Mostra Documenta Brasil reúne obras que abordam memória, cultura e história do país. Integram a seleção “Quatro Luas Pantaneiras” (MS), de Ana Carla Loureiro; “Pau D’Arco” (RJ), de Ana Aranha; “Anistia 79” (RJ), de Anita Leandro; “Rita Moreira: Crônicas, Memórias e Videotape” (PR), de Sérgio Santos Barroso; e “Sérgio Mamberti – Memórias do Brasil” (SP), de Evaldo Mocarzel.</p>
<p style="font-weight: 400;">Entre os convidados está a atriz e diretora Dira Paes, que retorna ao festival para entregar, pelo segundo ano consecutivo, o prêmio que leva seu nome, concedido a uma mulher com atuação de destaque no audiovisual e em causas socioambientais.</p>
<p style="font-weight: 400;">A atriz cuiabana Bella Campos participará da apresentação de “Cinco Tipos de Medo”, enquanto Vanessa Gerbelli acompanhará a exibição de “Perto do Sol é Mais Claro”. O festival também receberá a cineasta e roteirista Betse de Paula, os diretores Régis Faria, Renato Barbieri do consagrado filme Pureza e um dos maiores nomes da cinematografia nacional, e Jorge Bodanzky, do renomado Iracema, uma transa amazônica.</p>
<p style="font-weight: 400;">Os convidados participarão de debates, encontros e oficinas com realizadores e atividades voltadas à formação de público e ao fortalecimento do cinema brasileiro.</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Programação Paralela</strong></p>
<p style="font-weight: 400;"> A programação começa uma semana antes da abertura oficial com o Cinema Paradiso, iniciativa que leva sessões de cinema a instituições que atendem pessoas com mobilidade reduzida ou que não podem se deslocar até as salas de exibição. O festival também promoverá oficinas entre os dias 30 de junho e 3 de julho, o Seminário “Migração, Mobilidade Humana e Mudanças Climáticas”, em 1º de julho, rodas de conversa nos dias 3 e 4 de julho e encontros diários com realizadores dos filmes participantes das mostras competitivas.</p>
<p style="font-weight: 400;">Festival de Cinema de Cuiabá – CINEMATO</p>
<p style="font-weight: 400;">De 29 de junho a 5 de julho de 2026</p>
<p style="font-weight: 400;">Entrada gratuita</p>
<p style="font-weight: 400;">Mais informações e programação completa: <a href="http://festivalcinemato.com.br/" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://festivalcinemato.com.br&amp;source=gmail&amp;ust=1782219883612000&amp;usg=AOvVaw00w9pufLjIexv8eEFpC9Ms">festivalcinemato.com.br</a></p>
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		<title>“CHARLES CHAPLIN E OS TEMPOS MODERNOS”: AULA DE HISTÓRIA, POLÍTICA E CINEMA.</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2026 17:30:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Celso Sabadin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Celso Sabadin. Quando vi que o canal Curta iria lançar um documentário inédito chamado “Charles Chaplin e os Tempos Modernos”, confesso que duvidei da qualidade do filme. Achei que seria apenas uma reciclagem de materiais antigos, agora reorganizados para comemorar os 90 anos do lançamento de “Tempos Modernos”, ocorrido no último fevereiro. Mesmo porque é difícil achar – nesta altura do campeonato cinematográfico – que ainda seria possível fazer algo novo e/ou diferenciado sobre Chaplin. Mesmo assim decidi ver o filme, motivado sobretudo pela chancela de qualidade que sempre acompanha os documentários do canal Curta. Que os deuses do cinema perdoem: eu estava absolutamente errado! “Charles Chaplin e os Tempos Modernos” &#8211; embora o título possa sugerir uma espécie de making of do famoso longa do cineasta – é uma verdadeira aula de século 20. Produzido pela TV francesa Arte, o documentário se concentra entre 1931 e 1936, período entre a finalização de “Luzes da Cidade” e o lançamento de “Tempos Modernos”. Naquele momento, Chaplin travava uma luta inglória contra o mercado, convencido que o cinema deveria permanecer silencioso, apesar do estrondoso sucesso do pioneiro sonoro “O Cantor de Jazz”, lançado em outubro de 1929. Dividido entre suas convicções [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Celso Sabadin.</strong></em></p>
<p>Quando vi que o canal Curta iria lançar um documentário inédito chamado “Charles Chaplin e os Tempos Modernos”, confesso que duvidei da qualidade do filme. Achei que seria apenas uma reciclagem de materiais antigos, agora reorganizados para comemorar os 90 anos do lançamento de “Tempos Modernos”, ocorrido no último fevereiro. Mesmo porque é difícil achar – nesta altura do campeonato cinematográfico – que ainda seria possível fazer algo novo e/ou diferenciado sobre Chaplin.</p>
<p>Mesmo assim decidi ver o filme, motivado sobretudo pela chancela de qualidade que sempre acompanha os documentários do canal Curta. Que os deuses do cinema perdoem: eu estava absolutamente errado!</p>
<p>“Charles Chaplin e os Tempos Modernos” &#8211; embora o título possa sugerir uma espécie de making of do famoso longa do cineasta – é uma verdadeira aula de século 20. Produzido pela TV francesa Arte, o documentário se concentra entre 1931 e 1936, período entre a finalização de “Luzes da Cidade” e o lançamento de “Tempos Modernos”. Naquele momento, Chaplin travava uma luta inglória contra o mercado, convencido que o cinema deveria permanecer silencioso, apesar do estrondoso sucesso do pioneiro sonoro “O Cantor de Jazz”, lançado em outubro de 1929.</p>
<p>Dividido entre suas convicções artísticas e o apelo comercial do cinema, ele decide viajar pelo mundo (como é bom ser rico!) para pensar em seu próximo projeto. No percurso, toma contato direto com – literalmente – os tempos modernos, onde percebe com maior proximidade e intensidade como os reflexos da Crise de 1929, a automação desenfreada e a exploração do trabalho operário estavam oprimindo a sociedade.</p>
<p>Volta, então, a Hollywood e cria “Tempos Modernos”, chegando até a filmar algumas cenas faladas, mas logo abandonando a ideia e desenvolvendo uma solução genial: no filme, só se escutaria a voz humana se ela fosse transmitida por algum aparelho eletromecânico (rádio, intercomunicador, disco). Os diálogos entre seres humanos continuariam a ser registrados no estilo de cinema silencioso. Na famosa cena em que essa escrita é quebrada, Chaplin canta uma canção em um idioma inexistente. Está dado o recado: a pantomima é universal.</p>
<p>Lançado “Tempos Modernos”, a ala conservadora da sociedade estadunidense entra em pânico: ao criticar e satirizar a industrialização, colocando-se ao lado do trabalhador, o filme é taxado de comunista. Uma cena (divertidíssima, aliás) mostrando explicitamente o consumo de cocaína não ajuda muito na popularidade de Chaplin, que vê, a partir daí, sua carreira ser odiosamente atacada.</p>
<p>Paralelamente, estabelece-se e ganha força o medonho Código Hays, uma extensa lista de proibições impostas ao conteúdo dos filmes estadunidenses que parece ter sido redigida por uma madre superiora de um colégio de freiras tristes. A liberdade de expressão vai por água abaixo.</p>
<p>Chaplin decide então arregaçar as mangas e encarar ainda mais intensamente as questões políticas mundiais em seu próximo longa: “O Grande Ditador”, lançado em 1940, ou seja, antes dos EUA decidirem se entrariam ou não na Segunda Guerra. Antes de Hitler ter sido oficialmente considerado inimigo. O mercado novamente não gosta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Toda essa agitação artístico-político-cinematográfica é contextualizada no filme apoiada por um farto material de arquivo e por uma costura de roteiro nunca menos que empolgante. Imperdível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com direção de Gregory Monro, “Charles Chaplin e os Tempos Modernos” pode ser visto no CurtaOn – Clube de Documentários, disponível no Prime Video Channels, da Amazon, na Claro tv+ e no site oficial (CurtaOn.com.br). A estreia no Curta! Será em 24 de junho, às 22h20.</p>
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		<title>A DELICIOSA (RE) DESCOBERTA DE “MARIA 38”.</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 15:10:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Celso Sabadin]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Celso Sabadin. A atriz Eliana Macedo – que muitas vezes assinava apenas como Eliana – ganhou fama nos anos 1950 e 60 interpretando invariavelmente a “mocinha casadoira” em comédias musicais brasileiras. Assim, foi bom (re) descobri-la em “Maria 38”, filme de 1959 em que ela vive uma vigarista aplicadora de pequenos golpes. “Maria 38” é uma coprodução carioca/paulista assinada por Watson Macedo (um dos mais atuantes profissionais da época de ouro da carioca Atlântida) e Oswaldo Massaini (responsável por grandes títulos da paulista Cinedistri). O roteiro do próprio Watson em parceria com Ismar Porto me surpreendeu favoravelmente por deixar de lado – pelo menos um pouco – o tradicional maniqueísmo de mocinhos contra bandidos. Maria é – inegavelmente – uma contraventora, mentirosa, ladra e golpista, e mesmo assim é a heroína da trama. Seu par romântico, Chico (John Herbert) é um policial boa gente que tenta agir sempre dentro da lei, mas, motivado pelo seu amor a Maria, não consegue. “O que estamos fazendo é crime”, diz ele em dado momento do filme. E mesmo assim ele é o herói da trama. Também me surpreendeu o fato do filme apresentar apenas um único número musical, numa época em que [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Celso Sabadin.</strong></em></p>
<p>A atriz Eliana Macedo – que muitas vezes assinava apenas como Eliana – ganhou fama nos anos 1950 e 60 interpretando invariavelmente a “mocinha casadoira” em comédias musicais brasileiras. Assim, foi bom (re) descobri-la em “Maria 38”, filme de 1959 em que ela vive uma vigarista aplicadora de pequenos golpes.</p>
<p>“Maria 38” é uma coprodução carioca/paulista assinada por Watson Macedo (um dos mais atuantes profissionais da época de ouro da carioca Atlântida) e Oswaldo Massaini (responsável por grandes títulos da paulista Cinedistri).</p>
<p>O roteiro do próprio Watson em parceria com Ismar Porto me surpreendeu favoravelmente por deixar de lado – pelo menos um pouco – o tradicional maniqueísmo de mocinhos contra bandidos. Maria é – inegavelmente – uma contraventora, mentirosa, ladra e golpista, e mesmo assim é a heroína da trama. Seu par romântico, Chico (John Herbert) é um policial boa gente que tenta agir sempre dentro da lei, mas, motivado pelo seu amor a Maria, não consegue. “O que estamos fazendo é crime”, diz ele em dado momento do filme. E mesmo assim ele é o herói da trama.</p>
<p>Também me surpreendeu o fato do filme apresentar apenas um único número musical, numa época em que as produções voltadas para o grande público quase sempre recheavam a história com dezenas deles. E que número! O delicioso samba de breque “Na Subida do Morro”, de 1952, com o impagável Moreira da Silva.</p>
<p>Outra boa surpresa nos aguarda mais para o final (não é spoiler): uma cena de perseguição pelas ruas do Rio de Janeiro com ritmo e montagem que não ficam nada a dever ao cinema internacional.</p>
<p>É claro que – como não poderia deixar de ser – a lei, a ordem, a moral e os bons costumes prevalecem no final. Mas não deixa de ser um pouquinho fora da curva esta boa aventura-policial-comédia-romântica (não musical) produzida fora dos maiores  estúdios brasileiros da época (leia-se Cinédia, Atlântida e Vera Cruz).</p>
<p>A direção de “Maria 38”  também é de Watson Macedo que, por sinal, era tio de Eliana.</p>
<p>Tem uma cópia bem razoável, gratuita, em www.youtube.com/watch?v=qjoU3KsG7zo</p>
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